Economia
Europa também tem ‘café fake’, feito de chicória
Produto com sabor parecido com o do grão surgiu na Alemanha, no século 18. No Brasil, outro tipo de mistura ‘sabor café’ está sendo avaliada pelo Ministério de Agricultura. O ‘cafake’, imitação de café, é popular na Europa e está ganhando o Brasil.
O “café fake” ou “cafake” pode ser uma novidade no Brasil, mas, na Europa, ele já é bastante comum e é uma alternativa econômica à bebida.
Conhecido na Alemanha como kaffeeersatz, o produto é feito de uma mistura de ingredientes tostados que lembram o aroma do grão original, segundo a reportagem da Deutsche Welle (assista acima).
Saiba diferenciar café e pó sabor café na prateleira, para não errar nas compras
O kaffeeersatz se popularizou no continente no século 18, pela dificuldade em se encontrar o grão, que é africano. Na época, o pó era feito com uma planta nativa, a chicória.
Hoje, a flor de chicória ainda é usada, mas também há outros ingredientes, como a cevada.
Atualmente, além de ser uma alternativa mais econômica, a versão da bebida também é vista como uma opção para quem quer evitar a cafeína.
‘Café fake’ brasileiro
No Brasil, o produto apelidado de “café fake” tem gerado polêmica, já que pode confundir consumidores por tentar imitar as embalagens de marcas famosas. A descrição “pó para preparo de bebida sabor café” fica em letras pequenas, na parte de baixo dos pacotes.
O produto veio como uma alternativa aos preços elevados do grão. Com o kg do café a quase R$ 50, um pacote de 500 g de “café fake” pode ser encontrado por R$ 13,99 nos supermercados em janeiro.
Apesar do apelido “café fake”, o governo ainda investiga se ele pode ser considerado uma fraude, informou o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso.
O ministério apura quais seriam os ingredientes utilizados. Para ser considerado café, o produto pode ter apenas o grão. Mas nem toda embalagem do “café fake” menciona a receita ou até mesmo contém o grão, algumas apontam que ele é feito de cevada ou milho, por exemplo.
Em fevereiro, o governo federal apreendeu produtos de três fábricas suspeitos de serem “café fake”. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a matéria-prima utilizada no produto comercializado também foi apreendida.
Nos três locais fiscalizados, os agentes encontraram irregularidades nas matérias-primas utilizadas, como cascas, grãos defeituosos (quebrados, pretos e ardidos, por exemplo) e aromatizantes. Nas embalagens dos produtos comercializados, a polpa do café era informada como ingrediente, mas ela não foi encontrada na apreensão.
Os produtos finais (os pós usados para preparar a bebida) que foram apreendidos nos estabelecimentos ainda estão em análise.
Saiba como diferenciar café do ‘fake café’ pela embalagem
Bruna Azevedo / arte g1
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Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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