Economia
China revela plano para aquecer consumo interno; foco é em aumento da renda e subsídios
Medida surge após uma série de desafios à demanda do consumidor nos últimos anos, como as interrupções causadas pela pandemia de Covid-19 e uma crise imobiliária prolongada. Bandeira da China hasteada do lado de fora em uma rua de Hong Kong
Paul Yeung/REUTERS
O Conselho de Estado da China anunciou neste domingo um “plano de ação especial” para estimular o consumo interno, com medidas que incluem o aumento da renda das famílias e a criação de um subsídio para cuidados infantis.
O plano surge após uma série de desafios à demanda do consumidor nos últimos anos, como as interrupções causadas pela pandemia de Covid-19 e a crise imobiliária prolongada no país.
Esses fatores diminuíram a propensão das famílias a gastar e contribuíram para um cenário de deflação (quando os preços de produtos e serviços caem de forma generalizada).
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Segundo um relatório do conselho, o plano foi enviado a todas as regiões e departamentos com o objetivo de “impulsionar vigorosamente o consumo, expandir a demanda interna em diversas frentes, aumentar a capacidade de consumo e reduzir encargos”.
A medida foi divulgada uma semana após o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, apresentar seu relatório de trabalho ao Congresso Nacional do Povo, no qual destacou a necessidade de estimular os gastos das famílias para mitigar o impacto da fraca demanda externa.
A pressão por medidas de estímulo focadas no consumidor tem crescido na China, com o intuito de combater a deflação e reduzir a dependência do país de exportações e investimentos para seu crescimento.
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Principais pontos do pacote
O plano propõe aumentar a renda tanto nas áreas urbanas quanto rurais, sugerindo, por exemplo, reformas habitacionais para melhorar a condição financeira dos agricultores.
Além disso, prevê medidas para estabilizar o mercado de ações — embora ainda sem detalhes sobre como isso seria implementado.
Conforme o documento, será criado um sistema de subsídios para cuidados infantis, além da promoção de emprego flexível e da ampliação de serviços como clínicas pediátricas noturnas em hospitais gerais.
Também está previsto o incentivo ao estabelecimento de serviços de cuidados infantis comunitários e administrados por empregadores.
Em outra frente, o plano contempla a garantia dos direitos dos trabalhadores, incluindo a ampliação das férias anuais remuneradas e a criação de feriados curtos. As pensões básicas para residentes urbanos e rurais também deverão ter seus subsídios financeiros aumentados.
Por fim, o documento sugere a expansão do turismo, com a ampliação do número de países cujos cidadãos não precisariam de visto para visitar a China.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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