Política
Câmara entra em semana decisiva para definição das comissões temáticas; veja quais são as mais cobiçadas por partidos
Demora na definição dos comandos das comissões ocorre devido à necessidade de construção de acordo entre os partidos. Esta semana será decisiva para a definição das comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Tradicionalmente, os colegiados começam os trabalhos depois do Carnaval.
A expectativa este ano é ainda maior devido à decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (REP-PB), de priorizar a tramitação nas comissões em vez de levar assuntos diretamente ao Plenário em regime de urgência.
Camarotti comenta a disputa pelo comando das comissões permanentes da Câmara
A demora na definição dos comandos das comissões ocorre devido à necessidade de construção de acordo entre os partidos.
Há eleições para a mesa diretora das Comissões, mas, em geral, as candidaturas são únicas e simbólicas para respeitar o que foi definido pelos líderes partidários.
Câmara e Senado: fachada do prédio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios no dia 4 de julho de 2017
Edilson Rodrigues/Agência Senado
‘Palavra final’
Uma reunião do Colégio de Líderes foi marcada para esta terça-feira (18) para dar a palavra final sobre o tema.
Impasses sobre a relatoria do Orçamento, a Comissão de Constituição e Justiça e disputas entre PT e PL impactaram na demora para a construção do acordo.
No Senado, a costura sobre comissões ocorreu antes das eleições e elas foram instaladas ainda em fevereiro.
Pelo regimento da Câmara, as maiores bancadas têm direito a escolher prioritariamente as comissões que quer presidir.
Escolha por partido
Ao todo, são 30 comissões. O PL, com 92 deputados, tem direito a presidir seis delas. A federação PT-PCdoB-PV, com a segunda maior bancada, tem direito de cinco. Mas a ordem de escolha é alternada.
Por exemplo, o PL escolhe as duas primeiras comissões. Ao que tudo indica, o partido do ex-presidente Bolsonaro optará por presidir as Comissões de Relações Exteriores e de Saúde.
O partido considera prioritário que o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, assuma o colegiado em um momento que Donald Trump preside os Estados Unidos.
Além disso, bolsonaristas têm usado a estratégia de internacionalizar as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando abuso de autoridade por parte do Judiciário para observadores estrangeiros — razão pela qual a comissão se torna estratégica.
Já a Saúde tem como trunfo ser a área onde está alocada grande parte do Orçamento. Metade das emendas parlamentares obrigatoriamente precisa ser investida na saúde.
O PT é o terceiro a escolher uma comissão. E ao que tudo indica a primeira pedida do partido será a de Educação.
A sigla entende que a área é uma prioridade e quer ter o controle sobre as decisões em relação a esse tema, já que as comissões voltarão a ter protagonismo na discussão das matérias legislativas.
A quarta pedida é novamente do PL. E é aí que está uma grande preocupação por parte do governo. O partido tem sinalizado que quer avançar sobre pautas consideradas prioritárias para a esquerda, e escolher para presidir a Comissão de Direitos Humanos e a Comissão de Amazônia e Povos Originários.
O governo se preocupa com a possibilidade de a sigla assumir a Comissão de Amazônia, num ano de COP-30. Ou os Diretos Humanos ao mesmo tempo em que a mesma comissão no Senado ficou nas mãos do Republicanos, sendo presidida pela ex-ministra Damares Alves.
O PL pode ainda usar essa pedida para escolher a Comissão de Segurança Pública — que cuida de um tema no qual o governo tem dificuldade de avançar — ou de Fiscalização e Controle – que tem o poder de convocar ministros de todas as áreas temáticas.
Na sequência, a quinta pedida é novamente do PT. O partido tinha elencado como prioridades — além da Educação — as comissões de Fiscalização e Controle, Cultura, Trabalho e Ciência e Tecnologia.
Mas diante das ofensivas do PL o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), sinalizou que a de Direitos Humanos também entraria nas prioridades do partido.
A sexta pedida é do União Brasil – a terceira maior bancada. O União deve presidir a Comissão de Constituição e Justiça.
Apesar de ser a comissão mais importante da Câmara, um acordo no início da legislatura previu que a presidência dela seria rotativa entre quatro partidos: PT, que presidiu em 2023; PL, que ficou à frente em 2024; União neste ano; e MDB em 2026.
No entanto, o União Brasil queria inverter a ordem com o MDB para assumir a relatoria do Orçamento que, neste ano, ficará a cargo da Câmara.
Só que o MDB não aceitou a inversão, porque também tinha interesse na relatoria e deve levar a melhor, já que a presidência da Comissão de Orçamento — que é mista e reúne deputados e senadores — ficará a cargo do senador Efraim Filho (União-PB), que já é do União Brasil e o partido ficaria muito poderoso assumindo presidência e relatoria ao mesmo tempo.
Na sequência outros partidos começam a fazer as suas pedidas. A GloboNews apurou que, entre os principais partidos da Câmara, essas são as comissões prioritárias:
União Brasil – Constituição e Justiça e Integração Nacional;
PP – Viação e Transporte e Agricultura;
Republicanos – Finanças e Tributação e Comunicação;
PSD – Minas e Energia e Turismo;
MDB – Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.
Hugo Motta quer que as comissões sejam instaladas na quarta-feira (19).
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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