Economia
Google compra empresa de segurança cibernética por R$ 182 bilhões, o maior negócio de sua história
Transação para comprar a norte-americana Wiz deve ser concluída em 2026 e será feita inteiramente em dinheiro. Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018
CHARLES PLATIAU/Reuters
O Google informou nesta terça-feira (18) que chegou a um acordo para comprar a empresa norte-americana de segurança cibernética Wiz por US$ 32 bilhões (R$ 182 bilhões), na maior aquisição feita pela empresa em sua história.
A transação deve ser concluída em 2026 e será feita inteiramente em dinheiro. A compra da Wiz reforça a presença do Google e sua matriz, a Alphabet, no campo da segurança cibernética, considerado um mercado em crescimento.
Fundada há apenas cinco anos, a Wiz já havia sido abordada pelo Google em 2024, mas o conselho de administração rejeitou a oferta, que foi estimada pela imprensa dos EUA em US$ 23 bilhões (cerca de R$ 142 bilhões na cotação da época).
Depois desse revés, o Google voltou com uma oferta significativamente maior. A gigante californiana não hesitou em colocar na mesa o dobro da avaliação da Wiz em uma recente venda de ações, no final de 2024.
Até agora, a maior transação do Google havia sido em 2012, na compra da Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões (R$ 25,5 bilhões na cotação da época).
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Sundar Pichai, CEO do Google.
AP Photo/Eric Risberg
‘Novas oportunidades’
O CEO do Google, Sundar Pichai afirmou, durante uma teleconferência, que a inteligência artificial “apresenta novos riscos, mas também novas oportunidades”.
Segundo ele, a integração do Wiz ao Google deverá “acelerar a capacidade das empresas de fortalecer sua segurança”, ao mesmo tempo em que reduzirá custos e impulsionará a adoção da computação na nuvem.
A Wiz, que se destacou por projetar um modelo de segurança cibernética baseado na nuvem, obteve US$ 500 milhões (R$ 3 bilhões) em receita recorrente no ano passado e espera ultrapassar US$ 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões na cotação atual) em 2025.
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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