Política
Em entrevista ao g1, Ciro Gomes fala sobre preço da gasolina, militares no governo e relação com o Congresso; veja todos os trechos
Pedetista abriu, nesta segunda-feira (13), série de entrevistas comandadas por Renata Lo Prete, apresentadora do podcast ‘O Assunto’, com pré-candidatos à Presidência da República. Entrevista foi transmitida ao vivo direto do estúdio do g1, em São Paulo. Renata Lo Prete entrevista Ciro Gomes, pré-candidato do PDT
Começou nesta segunda-feira (13) a série de entrevistas do podcast O Assunto com presidenciáveis. Ao vivo, Renata Lo Prete conversou com Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à presidência em 2022. No vídeo acima, você confere a íntegra da entrevista, que também está disponível em áudio (abaixo).
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O pedetista disse que, se eleito, abrirá mão da reeleição para presidente, defendeu a criação de uma renda mínima como forma de combate à fome, prometeu ajuda federal aos municípios para o ensino básico e falou sobre a presença de militares no governo.
Ciro Gomes também fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, acusando-o de “canalha”. Também não poupou Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato pelo PT, dizendo que o ex-presidente “se corrompeu” e que “fica acenando com grande estelionato eleitoral”.
Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Ciro
Os próximos entrevistados da série serão Simone Tebet (MDB), em 20 de junho, às 15h; e André Janones (Avante), em 11 de julho, novamente às 15h.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) também foram convidados, mas não confirmaram presença até 3 de junho, prazo estipulado em reunião de 31 de maio com representantes dos partidos na qual foram informadas regras e datas para a realização da série.
Veja, abaixo, todos os trechos da entrevista de Ciro Gomes ao g1:
Participação nas eleições 2022
Alta dos combustíveis
Endividamento das famílias brasileiras
Combate à fome e renda mínima
Autonomia do Banco Central
Educação
Saúde
Amazônia
Morte de Genivaldo
Forças policiais
Militares na política
Ciência
Orçamento Secreto
Lula
Tentativa de Golpe
Alianças
2º turno
Relação com Congresso
Listra tríplice
Segunda instância
Ataques ao STF
Forças Armadas no processo eleitoral
Pandemia
Participação nas eleições 2022
Candidato à Presidência pela quarta vez em 2022, Ciro Gomes contou que quer ser eleito para discutir, agora, como sair da “intricada condição social” dos brasileiros que vão chegar à velhice sem cobertura previdenciária.
Ele também listou o endividamento das famílias brasileiras e a precarização da saúde mental como alguns dos principais problemas a se combater. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre disputar a Presidência pela quarta vez
Volte ao início da reportagem.
Alta dos combustíveis
Em relação ao preço dos combustíveis, Ciro Gomes chamou de “truque eleitoreiro criminoso” e “canalhice” a proposta do governo federal de reduzir o ICMS dos estados para tentar conter a alta do preço dos combustíveis. “E não é para resolver o problema, é pra atravessar o período eleitoral”, disse.
O pedetista também criticou o alto lucro obtido hoje por 60% dos acionistas minoritários da Petrobras e afirmou que a empresa lucra 38%, enquanto no resto do mundo, segundo ele, o lucro de petroleiras fica na faixa de 7%. Entenda no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre preço dos combustíveis
Volte ao início da reportagem.
Endividamento das famílias brasileiras
Ao falar sobre o endividamento dos brasileiros, Ciro fez críticas ao oponente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afirmou que o petista comete “estelionato eleitoral” quando promete, em discursos, que a vida vai melhorar e voltar a ser como na época em que foi presidente, entre 2003 e 2010.
O pré-candidato disse ainda que Lula “está muito longe de entender” que “o Brasil é outro”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre endividamento familiar
Volte ao início da reportagem.
Combate à fome e renda mínima
Em 2022, oito anos após sair do mapa da fome em 2014, 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil. Para Ciro Gomes, a solução é criar estoques de alimentos para regular o mercado em momentos de flutuação dos preços e, paralelamente, colocar em prática um projeto de renda mínima.
Na entrevista, o pré-candidato comparou a produção de alimentos no Brasil com a de outros países. “Isso aqui é um país do fundão da África subsaariana, que não tem comida? Não, nós somos o maior produtor de alimentos do planeta Terra”, disse. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre a Amazônia
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Autonomia do Banco Central
A autonomia do Banco Central, lei estabelecida durante a pandemia de Covid, em fevereiro de 2021, foi, para Ciro Gomes, “um assalto”. “ E [Arthur Lira] passa, no Congresso Nacional, em plena pandemia, sem discussão de ninguém, numa votação virtual, em que nem a seriedade do voto pode ser apurada, uma autonomia do Banco Central. Isso foi o que aconteceu no nosso país, isso foi um assalto. Eu vou pra lá pra corrigir isso, se não, elejam outro.” Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre autonomia do Banco Central
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Educação
A aposta de Ciro Gomes para melhorar a educação no país é a criação de um fundo para “valorizar” e “estimular” docentes. Ele ainda propõe a federalização da gestão de do ensino básico.
“Precisamos preparar o profissional dos novos tempos, ensinando a perguntar. Isso pressupõe professor qualificado e motivado, treinamento massivo para todos os professores. Isso pressupõe programa de retreinamento com estímulos [para professores]”, afirmou Ciro, sem detalhar de onde sairiam os recursos para o fundo. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre educação
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Saúde
O plano de Ciro Gomes para a saúde é criar uma “carreira de estado” para os médicos brasileiros como forma de fortalecer a medicina de família, formando profissionais generalistas e atendendo, segundo Ciro, 80% das demandas de saúde do país. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre investimentos na saúde pública
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Amazônia
Sobre as mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, Ciro Gomes disse que o presidente Jair Bolsonaro colocou culpa nas vítimas ao dizer que ambos “foram para uma aventura”. E comentou que, para ele, a Amazônia “é uma terra sem dono”. Na visão do pedetista, “os militares estão muito longe de cumprir mais remotamente o ordenamento espacial da força terrestre brasileira”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre a Amazônia
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A morte de Genivaldo
Quando questionado sobre o que teria feito após a tortura e morte de Genivaldo Jesus Santos pela Polícia Rodoviária Federal, Ciro Gomes afirmou que teria “imediatamente afastado das suas funções” o diretor-geral da PRF e também o ministro da Justiça. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre a Amazônia
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Forças policiais
O pré-candidato afirmou que os policiais militares do Ceará que participaram de motins teriam sido presos e expulsos da corporação se ele fosse governador do estado. Na época, o titular do cargo era Camilo Santana (PT). Ex-governador do Ceará, o pedetista relacionou os motins, o último deles em 2020, a uma realidade de policiais com “pouca aptidão para segurança” no estado. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre forças policiais
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Militares na política
Se for eleito, Ciro Gomes garantiu que irá proibir que militares da ativa ocupem cargos políticos. “Veja o que está acontecendo: tem 3,8 mil militares da ativa dobrando salário em cargos políticos. No meu governo, [no] primeiro dia [haveria a determinação]: está proibido militar participar de cargo político”, afirmou. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre a presença de militares no governo
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Ciência
Ciro Gomes criticou o investimento do governo brasileiro de apenas 0,75% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no setor de Ciência e Tecnologia. Ele afirmou que esse valor deveria ser, na verdade, de 3% do PIB. “É um desastre o que está acontecendo. Estão transformando o nosso país em uma ex-nação. Não duvide disso”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre ciência
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Orçamento Secreto
Questionado sobre como pretende pôr fim ao chamado “orçamento secreto” e lidar com a atual cúpula do Congresso Nacional, o pré-candidato do PDT afirmou que, se eleito, abre mão da reeleição para presidente e irá propor reformas nos seis primeiros meses. “Abro mão da minha reeleição em troca da reforma do país (…) uma reconstitucionalização do Brasil para acabar com essa barafunda institucional em que estamos navegando”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre o ‘orçamento secreto’
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Lula
Ciro Gomes fez críticas ao ex-presidente e também pré-candidato do PT nas eleições de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato do PDT, que já foi aliado do petista, criticou o patrimônio pessoal de Lula e afirmou que ele se “corrompeu organicamente”. “Não dá para fazer de conta que ele não se corrompeu organicamente. O patrimônio pessoal do Lula não se explica”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre o ex-presidente Lula
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Tentativa de Golpe
O pré-candidato do PDT afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pode tentar dar um golpe caso não seja eleito no pleito de 2022. Apesar disso, Ciro tem a opinião de que Bolsonaro não encontrará apoio para alcançar seu objetivo, que ele classificou como um “delírio”. “A condição objetiva interna e externa inviabiliza o delírio que o Bolsonaro tem na cabeça”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre tentativa de golpe de Bolsonaro após eleição
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Alianças
Ao comentar sobre alianças políticas formadas para o pleito de 2022, Ciro Gomes afirmou que o motivo de ter ficado “isolado” foram as suas ideias e os números das pesquisas de opinião. Apesar disso, ele propõe uma ampla aliança entre partidos. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre alianças políticas
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2º turno
“Eu estarei no segundo turno”. Essa foi a resposta do pré-candidato Ciro Gomes sobre o que ele faria caso não conseguisse uma vaga no segundo turno da eleição. O pedetista não revelou se apoiaria qualquer outro candidato na segunda etapa da disputa. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre apoios no 2º turno da eleição presidencial
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Relação com Congresso
Perguntado sobre como seria o seu relacionamento com o Congresso Nacional em um possível governo, Ciro Gomes afirmou que pretende “restaurar a autoridade da presidência da república”. Ele disse estar “cheio de ideias”, não ter medo de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e que não fará “negociata” por reeleição porque abrirá mão dela. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre como seria sua relação com o Congresso
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Listra tríplice
Numa possível escolha de um procurador-geral da República, o pedetista afirmou que não iria seguir, necessariamente, a lista tríplice de candidatos oferecida pela categoria. Desde 2003, o único caso de indicação fora da lista é o do procurador Augusto Aras, feita pelo presidente Jair Bolsonaro. Ciro justificou sua decisão: “Eu vou buscar aqueles que, entre os titulados formalmente, tenha aquilo que a Constituição pede”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre escolha de procurador-geral da República
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Segunda instância
Ciro Gomes afirmou que enviará um projeto para que seja cumprida a sentença de um crime após passar por duas instâncias judiciais. Ele discorda do formato atual, no qual o processo tramita em quatro jurisdições. “Eu vou acabar com dois dos quatro graus de jurisdição e vão ficar só dois. Cometeu o crime comum e foi condenado na segunda instância, vai pagar a pena”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre prisão após condenação em segunda instância
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Ataques ao STF
O pré-candidato Ciro Gomes comentou os ataques sofridos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele afirmou que decisão final é do STF, não interessando se isso é bom ou ruim. Também discordou da atitude do ministro Luís Roberto Barroso, que convidou as Forças Armadas para participarem do processo eleitoral de 2022. “Por definição, quem fala por último é o Supremo Tribunal Federal (STF). Ponto final. É bom? É ruim? Não interessa”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre ataques ao STF
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Forças Armadas no processo eleitoral
Perguntado sobre qual o papel das Forças Armadas no processo eleitoral, o pedetista disse que o assunto não tem nada a ver com a instituição. Segundo ele, cabe aos militares apenas garantir a ordem para que “ocorra com tranquilidade”. “Eles são o fator de ordem para que a eleição ocorra com tranquilidade. Eu estou falando [que sou contra] em chamar para dar opinião sobre o processo eleitoral. Isso não tem nada a ver com Forças Armadas”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre a participação das Forças Armadas na eleição
Volte ao início da reportagem.
Pandemia
Ao comentar o número de mortos causados pela Covid no país, Ciro Gomes disse que enviou, no início da pandemia, recomendações para o combate da doença ao presidente. A carta, segundo ele, foi ignorada. “Esse crime [as mortes por Covid] foi cometido pelo senhor Jair Messias Bolsonaro e por todos os canalhas que o cercam”. Veja a declaração no vídeo abaixo.
Ciro Gomes (PDT) responde a pergunta sobre pandemia de Covid-19
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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