Economia
Preço das carnes cai no IPCA-15; veja os cortes que ficaram mais baratos
É a primeira queda na prévia da inflação desde agosto de 2024, mas trégua deve durar pouco, segundo especialista. Preço da carne cai pela 1ª vez desde agosto.
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O preço da carne caiu 0,77% nos supermercados em março, segundo a prévia da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).
Essa é a primeira queda do produto no índice desde agosto de 2024.
O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA-15 mede a variação de preços entre o dia 16 do mês anterior e o dia 15 do mês da divulgação.
Os dados incluem carnes bovinas, de porco e outras.
Entre os cortes que tiveram redução no preço, os destaques foram o peito (3,63%) e o filé mignon (3,10%). Em contrapartida, outros ficaram mais caros, como a picanha, que subiu 1,34%.
1ª queda desde agosto
O preço das carnes iniciou a trajetória de alta em agosto do ano passado, atingindo o pico em dezembro e desacelerando a partir de janeiro.
O aumento da carne foi um dos principais fatores para o recente aumento da inflação dos alimentos no país. Nos 12 meses de 2024, os preços subiram 20,8%, segundo o IBGE, marcando o maior aumento anual desde 2019.
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O que motivou a queda
A carne ficou mais barata principalmente por dois fatores, segundo André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV – Ibre):
➡️Clima favorável
O especialista explica que a pecuária depende muito das chuvas, porque elas afetam o pasto. Quando chove, tem mais pasto e, consequentemente, os produtores precisam gastar menos com ração para complementar a alimentação dos animais, diminuindo os custos.
“Foi o que aconteceu em algumas regiões produtoras do Brasil nesse período”, destaca Braz.
➡️Valorização do real
A força do real é um importante fator na composição do preço da carne. Isso porque a ração dos bois tem soja e milho, commodities negociadas em dólar no mercado internacional.
“Por isso, com a recente valorização do real frente à moeda dos EUA, esses insumos ficaram menos caros, diminuindo o custo da produção”, explica o economista.
Além disso, Braz destaca que com a valorização do real, a carne brasileira fica mais cara para o exterior, desestimulando a exportação e aumentando a oferta nacional.
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🕑Trégua deve ser rápida
O preço da carne não deve continuar caindo por muito tempo, afirma o especialista da FGV. Segundo ele, é provável que o preço siga diminuindo em abril e maio e, com a chegada do inverno, em junho e julho, ele pare de cair.
“Estamos no início do outono, ainda temos chuvas. Com a chegada do frio, elas devem diminuir, comprometendo as pastagens e aumentando os custos de produção”, explica. “Mas só o fato de o preço ter caído um pouco já é uma boa notícia”.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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