Economia
Lista de bilionários da Forbes: quem são as mulheres mais ricas do mundo, e de onde vêm suas fortunas
Topo da lista fica com Alice Walton, herdeira do Walmart. Na lista geral, com homens e mulheres, ela ocupa o 15º lugar. Alice Walton, filha do fundador da Wal-Mart, Sam Walton
Reuters/Rick Wilking
Alice Walton, herdeira do Walmart, é a mulher mais rica do mundo, segundo o ranking de bilionários da Forbes. Com uma fortuna estimada em US$ 101 bilhões (R$ 585 bilhões), a norte-americana de 75 ocupa o 15º lugar na lista geral, que inclui homens e mulheres.
Filha de Sam Walton, fundador do Walmart, Alice ultrapassou a riqueza da empresária francesa herdeira da L’Oréal, Françoise Bettencourt Meyers — que agora é a segunda mulher mais rica do mundo, com uma fortuna estimada de US$ 81,6 bilhões (R$ 473 bilhões) — já no final do ano passado. Na lista geral, a francesa ocupa o 20º lugar.
1. Alice Walton: US$ 101 bilhões
Alice Walton herdou a fortuna de seu pai, Sam Walton, fundador da gigante norte-americana do varejo Walmart. Ele morreu em 1992.
Apaixonada por artes, Alice fundou o Crystal Bridges Museum of American Art, no Arkansas, nos Estados Unidos. Ela também foi uma das maiores criadoras de cavalos do país. Em 2015, no entanto, ela vendeu seus ranchos para se dedicar ao museu.
A empresária se divorciou duas vezes e não tem filhos. Ela já foi protagonista de escândalos por dirigir embriagada e chegou a ser presa em outubro de 2011. Em 1989, ela atropelou e matou uma pessoa.
Alice nunca se envolveu nos negócios da empresa, ao contrário dos irmãos. Segundo a revista Forbes, os herdeiros de Sam Walton ainda possuem quase 46% da empresa fundada pelo pai — a estimativa é que as ações estejam igualmente divididas entre Alice e seus irmãos, Jim e Rob Walton.
2. Françoise Bettencourt Meyers: US$ 81,6 bilhões
Françoise Bettencourt Meyers volta à lista dos 10 mais ricos do mundo
Francois Mori/AP
A francesa Françoise Bettencourt Meyers se tornou a herdeira direta da L’Oréal em 2017, quando sua mãe faleceu, aos 94 anos. Assim, passou a ter 33% das ações da companhia. Um ano depois, em 2018, ela apareceu pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes.
Meyers esteve no conselho de administração da companhia por 28 anos, de 1997 até fevereiro deste ano, quando anunciou que deixaria o cargo e a vice-presidência da companhia.
Seu filho, Jean-Victor Meyers passou a ocupar seu cargo como vice-presidente e Alexandre Benais, presidente adjunto da Téthys Invest — holding da família e maior acionista da empresa de cosméticos — a substituiu no conselho.
A família Bettencourt Meyers tem uma participação de cerca de 35% na L’Oréal, segundo a Forbes.
Além do trabalho na L’Oreal, Bettencourt Meyers é escritora, pianista e filantropa. Ela também preside a fundação filantrópica da família, que incentiva e participa de projetos na ciência e na arte na França.
A bilionária escreveu dois livros: um estudo em cinco volumes sobre a Bíblia e uma genealogia dos deuses gregos.
3. Julia Koch: US$ 74,2 bilhões
A 3ª mulher mais rica do mundo é a socialite e filantropa Julia Koch, herdeira da Koch, Inc. (antiga Koch Industries). Segundo a Forbes, ela e seus três filhos herdaram uma participação de 42% na empresa de seu marido, David Koch, que morreu em 2019, aos 79 anos.
Nascida em 1962 em Iowa, nos Estados Unidos, a bilionária se mudou para Nova York na década de 1980. Segundo a Forbes, ela conheceu seu marido, David, em um encontro às cegas em 1991. Eles começaram a namorar seis meses depois e se casaram em 1996.
Em fevereiro do ano passado, sua fundação de caridade voltada para iniciativas de saúde, educação e artes, a Julia Koch Family Foundation, doou US$ 75 milhões (R$ 430,7 milhões) para financiar um centro de atendimento ambulatorial na unidade de West Palm Beach da NYU Langone.
Quatro meses depois, seus três filhos pagaram quase US$ 700 milhões (cerca de R$ 4 bilhões) por 15% da BSE Global, dona da Brooklyn Nets da NBA e do New York Liberty da WNBA, segundo a Forbes.
4. Jacqueline Mars: US$ 42,6 bilhões
Jacqueline Mars, que ocupa a 4ª posição no ranking das mulheres mais ricas do mundo da Forbes, também é herdeira. Segundo a revista, estima-se que ela seja dona de um terço da Mars, empresa de doces, alimentos e cuidados para animais de estimação fundada por seu avô.
A bilionária trabalhou na empresa por quase 20 anos, tendo atuado no conselho de administração da companhia até 2016. Seu filho, Stephen Badger, segue no conselho de diretores da Mars.
Nascida em 1939, a herdeira também faz parte do conselho do Arquivo Nacional e já fez parte do conselho da Ópera Nacional de Washington. A bilionária também é dona de uma fazenda de cavalos na Virgínia, com animais treinados e montados por medalhistas olímpicos.
Veja as 10 mulheres mais ricas do mundo
Alice Walton (herdeira do Walmart): US$ 101 bilhões;
Françoise Bettencourt Meyers (herdeira da L’Oréal): US$ 81,6 bilhões
Julia Koch (herdeira da Koch, Inc.): US$ 74,2 bilhões
Jacqueline Mars (herdeira da Mars): US$ 42,6 bilhões
Rafaela Aponte-Diamant (cofundadora da MSC): US$ 37,7 bilhões;
Savitri Jindal (presidente do Jindal Group): US$ 35,5 bilhões
Abigail Johnson (herdeira e CEO of Fidelity Investments): US$ 32,7 bilhões;
Miriam Adelson (herdeira do Las Vegas Sands): US$ 32,1 bilhões;
Marilyn Simons (herdeira de investimentos): US$ 31 bilhões;
Melinda French Gates (acionista da Microsoft): US$ 30,4 bilhões.
* Esta reportagem está em atualização
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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