Economia
‘EUA estão contratando uma inflação global’, diz especialista sobre tarifaço de Trump
Para Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-RJ, o Brasil não foi dos mais prejudicados pelo anúncio do presidente americano. ‘Brasil não foi dos mais prejudicados’, diz especialista sobre tarifaço de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou nesta quarta-feira (2) quais serão as tarifas recíprocas que pretende cobrar de produtos importados a partir de abril. Segundo especialista ouvido pela GloboNews, o Brasil não foi dos mais prejudicados, e a medida é um risco para a inflação global.
“Com essa medida, os Estados Unidos praticamente estão assegurando a contratação de uma inflação global, e essa é a maior preocupação geral mundo afora”, afirmou Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-RJ e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.
“Inflação essa que já assombra a economia brasileira e é o pavor de todos os governantes que enfrentaram eleições nos últimos anos”, disse Coelho.
De acordo com o especialista, as tarifas não são boas, mas podem abrir novos mercados para o Brasil. “O Brasil não foi um dos mais prejudicados, primeiramente. A maior concentração é em relação à China, e isso deve abrir algumas oportunidades específicas para a indústria brasileira”, explicou.
“O efeito que isso tem ou pode ter é abrir novos mercados, que estão sendo afetados por essas novas tarifas, para produtos brasileiros. Ganhos setoriais são possíveis para o Brasil, mas a maior preocupação é que essas medidas, para além da relação bilateral, contratem uma inflação global para todos os mercados”.
Taxa de 10%
O presidente dos EUA, Trump, faz anúncios sobre tarifas na Casa Branca
Reuters/Carlos Barria
O republicano afirmou que o país cobrará 10% de todas as importações feitas do Brasil, e as demais tarifas que serão cobradas dos países que taxam produtos norte-americanos serão ao menos metade da alíquota cobrada dos EUA. Veja a lista completa mostrada por Trump.
Chamada pelo republicano de “Dia da Libertação”, esta quarta-feira marca o início de um conjunto de tarifas que, segundo Trump, libertarão os EUA de produtos estrangeiros.
No caso do Brasil, a base para todos os produtos é de 10%. Aço e alumínio, que têm taxas próprias já anunciadas, seguem com 25% de taxa.
O presidente norte-americano afirmou que, caso os países não queiram ser taxados, devem transferir suas fábricas para os EUA. “Tarifas dão ao nosso país proteção contra aqueles que nos fariam mal econômico. […] Mas, ainda mais importante, elas nos darão crescimento”, afirmou Trump.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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