Connect with us

Economia

Bolsas dos EUA derretem até 10% em semana de ‘tarifaço’ de Trump e retaliação da China

Published

on

Empresas listadas no mercado norte-americano perderam US$ 6 trilhões em valor de mercado em apenas dois dias, mostra levantamento da consultoria Elos Ayta. Operador é visto durante o fechamento na Bolsa de Nova York, em 2020.
Bryan R. Smith/AFP
O tombo das bolsas de valores dos Estados Unidos se acentuou nesta sexta-feira (4), dia em que a China anunciou uma retaliação às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
Os principais índices norte-americanos derreteram até 10% no acumulado da semana, após quedas próximas de 6% nesta sexta. Veja abaixo:
o Dow Jones recuou 5,50%, encerrando a semana com queda acumulada de 7,86%;
o S&P 500 despencou 5,97%, acumulando perdas de 9,08% na semana;
o Nasdaq derreteu 5,82%, chegando a um tombo de 10,02% na semana.
Os resultados vieram após um dia bastante negativo na véspera, quando as bolsas de Nova York já haviam registrado as maiores quedas em um único dia desde 2020 — ano em que o planeta enfrentava a pandemia de Covid-19.
Ao todo, empresas listadas no mercado norte-americano perderam US$ 6 trilhões em valor de mercado entre esta quinta e sexta-feira, conforme levantamento feito por Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta.
“O movimento recente foi puxado principalmente pelo desempenho fraco das chamadas seven magnificents [ou sete magníficas], grupo das sete gigantes da tecnologia que lideraram os mercados nos últimos anos”, afirma Rivero.
Fazem parte do grupo a Alphabet (dona do Google), Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e a Tesla, fabricante de veículos elétricos do bilionário Elon Musk, homem próximo de Donald Trump.
As companhias perderam, juntas, US$ 1 trilhão em valor de mercado na quinta-feira, dia seguinte ao anúncio das tarifas recíprocas pelo presidente norte-americano. Nesta sexta, as perdas foram de US$ 802 bilhões, totalizando US$ 1,8 trilhão em dois dias.
A Apple foi a mais impactada: viu seu valor de mercado cair US$ 500 milhões nos últimos dois dias. Apesar disso, a empresa segue como a mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 2,8 trilhões.
China retalia Trump e anuncia tarifas de 34% sobre produtos dos EUA; bolsas globais desabam com repercussão
O tarifaço de Trump
Trump detalhou, nesta quarta-feira, as tarifas recíprocas que prometia desde o início de seu mandato.
Ele afirmou que as tarifas cobradas sobre os produtos vindos de outros países serão equivalentes a pelo menos a metade das aplicadas pelos mesmos países sobre itens importados dos EUA. No entanto, a fórmula foi feita com base em déficit comercial. Entenda.
As regiões mais afetadas foram a Ásia e o Oriente Médio, com taxas que ultrapassam os 40% em alguns casos. A Europa também foi bastante impactada com as tarifas anunciadas pelo presidente, que classificou os comerciantes europeus como “muito duros”.
O Brasil entrou no grupo que recebeu as tarifas mais suaves, de 10% sobre todas as importações.
Trump chamou o anúncio das tarifas recíprocas como “Dia da Libertação”. O objetivo do presidente é que essas taxas “libertem” os EUA de produtos estrangeiros.
Veja abaixo a lista completa de países atingidos pelas taxas de Trump.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados