Connect with us

Economia

Javier Milei dá a entender que Brasil deveria agradecer a ele por governo Trump ter taxado produtos do país em ‘apenas’ 10%

Published

on

Segundo presidente da Argentina, graças à sua boa relação com o republicano, o Brasil e outros países do Mercosul foram menos impactados pelo tarifaço dos EUA. Em entrevista a podcast, mandatário também elogiou o argentino Ramón Díaz, técnico do Corinthians. Javier Milei, presidente da Argentina
EPA-EFE/REX/Shutterstock
O presidente da Argentina, Javier Milei, deu a entender que o Brasil deveria agradecer à Argentina por ter sido taxado em 10% pelos EUA no início do mês.
A declaração foi feita a um podcast na segunda-feira (14). No dia 2 de abril, o predisente americano, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 10% para produtos importados do Brasil — a menor alíquota do tarifaço imposto por Washington a diversos países no mundo.
No podcast “La Cosa en Sí”, Milei foi entrevistado pelo apresentador Alejandro Fantino. Em certo momento, Fantino trouxe à tona uma conversa na qual foi questionado sobre por que tanto o Brasil e a Argentina foram taxados em 10%, embora Milei seja aliado de primeira hora de Trump, enquanto o governo Lula, no Brasil, tem uma relação mais distante com a atual gestão dos EUA.
“Eu disse a eles: Pessoal, se o Brasil ficar doente, nós ficaremos doentes. Então, em algum momento, o Brasil deveria, não sei se deveriam agradecer…”, disse Fantino.
“É verdade”, concordou Milei.
Segundo Milei, não fosse sua relação com a Casa Branca, a Argentina deveria ter recebido uma tarifa de 35% “mais as penalidades” pelo déficit comercial americano com Buenos Aires. O presidente argentino argumentou que o impacto das tarifas nos outros países do Mercosul penalizaria indiretamente a Argentina, e por isso todos os países do bloco foram taxados em 10%.
“Isso gerava um desvio de comércio, estenderam para o Mercosul e quando viram o quanto pesava o Mercosul dentro da América do Sul, [disseram] ‘vamos colocar tudo em 10 [porcento]'”, explicou o presidente argentino, sem dar mais detalhes.
“Ou seja, se impusessem uma taxa de 35% ao Brasil, poderiam adoecer ou machucar a nós [na economia]”, afirmou o apresentador. “Óbvio”, respondeu Milei.
A entrevista ao podcast, realizada na noite de segunda-feira e transmitica ao vivo, durou mais de quatro horas e meia. De acordo com o jornal “La Nación”, Fantino e Milei são amigos pessoais.
Fantino é uma personalidade de TV e atuava principalmente como locutor esportivo, tendo narrado jogos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, para uma rádio de seu país.
A conversa com Milei também abarcou outros assuntos, inclusive o técnico do Corinthians, Ramón Díaz.
“Ramón Díaz é um gênio. Estou esperando ir para o Brasil para vê-lo. Entende o folclore do futebol como ninguém”, destacou Milei.
VEJA TAMBÉM
PIB da Argentina tem queda de 1,7% em 2024, primeiro ano de Javier Milei

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

Published

on

By

O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

Continue Reading

Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

Published

on

By

Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados