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Musk anuncia que vai dedicar menos tempo ao governo dos EUA e ações da Tesla sobem 5% no pré-mercado

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A notícia alimentou a esperança de que o CEO bilionário passará a se dedicar a corrigir o desempenho da marca e, sobretudo, aumentar as vendas da fabricante de veículos elétricos. Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025
Reuters/Bryan Snyder
As ações da Tesla subiam cerca de 5% no pré-mercado desta quarta-feira (23), depois que o fundador e CEO da montadora, Elon Musk, anunciou que passaria menos tempo trabalhando para o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A notícia alimentou a esperança de que o CEO bilionário passará a se dedicar a corrigir o desempenho da marca e, sobretudo, aumentar as vendas da fabricante de veículos elétricos.
A participação de Musk no chamado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do governo Trump, onde enfatizou a redução agressiva de custos por meio de cortes de empregos federais, causou forte reação pública e política, levando a protestos e vandalismo em showrooms da Tesla.
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Musk reconheceu a reação negativa, mas minimizou as preocupações de que os danos à marca estivessem por trás da queda de 25% nas vendas de automóveis da Tesla no primeiro trimestre, uma baixa mais acentuada do que o esperado, e da forte redução de 71% no lucro líquido da companhia.
Musk disse que vai reduzir seu número de dias dedicados ao DOGE para uma ou duas vezes na semana a partir do próximo mês, já que “o grande trabalho árduo necessário para colocar a equipe do DOGE em funcionamento e trabalhar com o governo para colocar as finanças em ordem está praticamente concluído”.
Investidores apostam que isso aliviaria um pouco a pressão sobre a marca Tesla e daria a Musk mais tempo para se concentrar em como reverter a queda nas vendas, que levaram as ações da empresa a despencarem quase 50% em relação ao seu pico registrado em dezembro passado.
“Os investidores podem respirar aliviados, já que Elon Musk disse que se afastará da DOGE no próximo mês, potencialmente aliviando um pouco a pressão sobre a imagem da marca Tesla”, disse Chris Beauchamp, analista da plataforma de negociação online IG.
“Após uma queda de 50% no preço das ações, os investidores estão inclinados a ter uma visão diferente e com Musk prestes a retornar, esses números podem ser deixados de lado na esperança de que uma mão mais segura esteja no comando novamente.”
Analistas da Morningstar disseram: “Acreditamos que o mercado estava preocupado com a possibilidade de Musk se distrair da liderança da Tesla e potencialmente prejudicar a marca. A decisão de Musk de reduzir seu papel consultivo (no governo) deve aliviar essas preocupações.”
A fabricante de veículos elétricos está a caminho de lançar um carro mais acessível — considerado uma via crucial para o crescimento futuro — no primeiro semestre de 2025, mas “o ritmo pode ser mais lento do que esperávamos”, disse Lars Moravy, vice-presidente de engenharia da Tesla.
Na semana passada, a Reuters noticiou o atraso nos planos da Tesla para um carro acessível, uma versão simplificada e fabricada nos EUA de seu SUV mais vendido, o Model Y.
A Tesla, no entanto, afirmou que estava no caminho certo com os planos de lançar uma frota de robotáxis em Austin, Texas, em junho.
“Os investidores parecem dispostos a ignorar a queda nas vendas de automóveis por enquanto, optando por se concentrar no prêmio maior: um futuro autônomo”, disse Matt Britzman, analista sênior de ações da Hargreaves Lansdown.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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