Economia
Capixaba ajuda a preservar a natureza criando 40 mil abelhas em casa como pets
Clarindo Multz mantém 49 colmeias no bairro na Serra, na região metropolitana de Vitória. Protetores de abelhas destacam importância desses insetos na produção de alimentos
No quintal da casa onde mora, no bairro Parque Residencial Laranjeiras, na Serra, na Grande Vitória, o comerciante aposentado Clarindo Multz, 78 anos, compartilha o espaço com mais de 40 mil moradoras muito especiais: abelhas de quatro espécies diferentes, todas sem ferrão, distribuídas em 49 colmeias.
Para o aposentado, que mora sozinho, essas abelhas são mais que insetos, são verdadeiras companheiras. Elas são criadas como pets!
“Eu cuido delas com muito carinho. Elas fazem parte da minha rotina, como qualquer outro bichinho de estimação”, contou o meliponicultor, ou seja, criador de abelhas nativas sem ferrão.
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Clarindo Multz, 78 anos, cultiva abelhas sem ferrão em casa e ajuda a preservar o meio ambiente no Espírito Santo.
TV Gazeta
A paixão pelas abelhas começou ainda na juventude, quando vivia na zona rural de Itueta, em Minas Gerais. O homem se mudou para a Serra há mais de 40 anos, e conseguiu retomar o hobby há sete. Mesmo com a mudança de ambiente, Clarindo contou que se adaptar à vida urbana não foi difícil.
“Na roça é tudo mais solto, mas aqui também dá pra cuidar bem delas. É só seguir as regras e respeitar o espaço delas. Elas não incomodam ninguém”, explicou.
Além da produção de própolis, o Clarindo vende uma ou outra colmeia para amigos interessados, sempre dentro do limite legal. Mais do que um passatempo, a criação se tornou uma forma de estar em contato com a natureza e contribuir para um futuro mais sustentável.
“O que elas fazem pela natureza é incrível. Eu só dou abrigo, e elas me dão muito mais em troca”, afirmou Clarindo.
Criação urbana com responsabilidade
No quintal de casa, aposentado cultiva abelhas sem ferrão e ajuda a preservar o meio ambiente no Espírito Santo.
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Diferentemente das abelhas com ferrão, as do gênero meliponídeo são dóceis e podem ser criadas em áreas urbanas. É possível andar ao lado das colmeias sem precisar de roupas de proteção.
A legislação estadual permite a criação de até 49 colmeias sem necessidade de autorização especial, desde que as espécies sejam nativas e sem ferrão.
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De acordo com a presidente do Instituto Brasileiro de Apoio ao Desenvolvimento Social e Econômico (IBA), Karina Nolasco, além de não oferecerem risco, essas abelhas têm papel fundamental no equilíbrio ambiental.
“As abelhas são responsáveis pela polinização de plantas, o que impacta diretamente na produção de alimentos e na preservação da biodiversidade. Proteger as abelhas é proteger a nós mesmos”, explicou Karina.
No quintal de casa, aposentado cultiva abelhas sem ferrão e ajuda a preservar o meio ambiente no Espírito Santo.
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No mês de abril, o IBA firmou uma parceria com a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo (EAMES), por meio da Sociedade Acadêmica Marcílio Dias (SAMD), para implementar ações de educação ambiental focadas na importância das abelhas.
A ideia é promover projetos que envolvam desde palestras até criação de meliponários em espaços educativos.
“Estamos promovendo atividades de conscientização para mostrar como cada cidadão pode contribuir para a proteção desses polinizadores, inclusive criando abelhas em casa, de forma legal e segura”, destacou Karina.
🐝 Por que as abelhas são tão importantes? 🐝🐝🐝
As abelhas são responsáveis pela polinização de grande parte das plantas que compõem nossa alimentação, como frutas, verduras e legumes. A queda na população desses insetos pode gerar desequilíbrio ambiental e até insegurança alimentar.
Para evitar isso, especialistas recomendam evitar o uso de pesticidas, plantar flores, preservar áreas verdes e incentivar a criação de abelhas sem ferrão, como faz seu Clarindo.
Abelhas em parque
Meliponário autoguiado no Parque Botânico, em Vitória, Espírito Santo.
Vale
Outro exemplo de como a criação urbana pode ser educativa acontece no Parque Botânico em Jardim Camburi, na capital. No local, 14 colmeias de abelhas sem ferrão ajudam a aproximar os visitantes da natureza.
O espaço permite que os visitantes conheçam as abelhas de perto, aprendam sobre sua importância ecológica e entendam como elas contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas naturais.
A aposentada Rita de Cássia visitou o parque com os netos, e ficou surpresa com a possibilidade de estar tão perto dos insetos.
“Nunca tinha visto abelha de pertinho assim, sem medo. É uma experiência linda para gente e para as crianças”, disse encantada.
O meliponário do parque conta com quatro espécies de abelhas nativas sem ferrão: a Iraí (Nannotrigona testaceicornis), Jataí (Tetragonisca angustula), Uruçu-amarela (Melipona mondury) e a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata).
Como criar abelhas sem ferrão?
No quintal de casa, aposentado cultiva abelhas sem ferrão e ajuda a preservar o meio ambiente no Espírito Santo.
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Para quem tem vontade de criar abelhas sem ferrão, é possível buscar orientação com o IBA. O instituto oferece suporte para iniciantes que tenham quintal com árvores ou que morem perto de áreas verdes, como reservas ou parques.
No Espírito Santo, somente é permitida a criação e comercialização de espécies de abelhas nativas sem ferrão, dentro de sua área de ocorrência natural, conforme definidas na lei nº 11.077/2019.
Os meliponicultores com até 49 colônias de abelhas nativas sem ferrão estão dispensados da obtenção da Autorização de Manejo de Fauna – AMF.
Os meliponicultores com 50 ou mais colônias de abelhas nativas sem ferrão deverão requerer AMF junto ao IEMA, conforme classificação e enquadramentos estabelecidos na in nº 006-n/2021 e in nº 011-n/2023, respectivamente.
Informações pelo telefone: (27) 99650-3732 ou pelo site.
No quintal de casa, aposentado cultiva abelhas sem ferrão e ajuda a preservar o meio ambiente no Espírito Santo.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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