Política
Ovos de granja foco de gripe aviária foram enviados a MG, PR e RS, diz ministério
Unidades serão destruídas. Vários países já suspenderam a compra de carne de frango brasileira. Caixas de ovos e outros itens são queimados em buraco no chão de granja na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, após a confirmação de caso de gripe aviária
REUTERS/Diego Vara
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou neste sábado (17) que conseguiu rastrear o destino dos ovos que estariam com foco de gripe aviária H5N1 em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.
De acordo com o órgão, os foram enviados para granjas localizadas nos estados de Minas Gerais, Paraná e no próprio Rio Grande do Sul, região onde foi identificado o primeiro caso.
“O Mapa já orientou a adoção das medidas de saneamento definidas no plano de contingência pra influenza aviária e doença de Newcastle, que prevê a destruição desses ovos de maneira a mitigar qualquer risco”. afirmou o ministério em nota.
A detecção ocorreu no município de Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e foi informada na manhã desta sexta (16).
Escavadeira abre buraco em chão de granja avícola na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, após a confirmação de caso de gripe aviária.
REUTERS/Diego Vara
O Ministério ainda informou que não há comprovação de que as unidades estão contaminadas com o vírus, mas que os protocolos de contingência para a doença preveem que os ovos sejam destruídos, como forma de conter qualquer proliferação da doença.
“Ressaltamos que não há comprovação de que tais ovos estejam contaminados com vírus da gripe aviária e que todas as medidas necessárias para proteção da avicultura nacional estão sendo adotadas, reforçando o compromisso do Mapa com a sociedade e com o setor produtivo”, afirmou o Mapa em nota.
Placa bloqueia entrada em granja avícola após a confirmação de caso de gripe aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul
REUTERS/Diego Vara
Ainda de acordo com o Ministério, os ovos para incubação, fornecidos pela granja com o foco da influenza aviária de alta patogenicidade, gripe aviária, em Montenegro, já foram rastreados quanto aos seus destinos.
Eles não são ovos para consumo humano, as unidades são utilizadas como matrizes fertilizadas pra gerar novas aves. Por isso, o ministério aponta que não há risco de contaminação humana.
“Não há risco da pessoa se contaminar consumindo carne de frango e ovos. Ela pode consumir com tranquilidade”, disse Fávaro em entrevista à GloboNews.
Suspensão de venda
A China, União Europeia, Argentina, Uruguai e México anunciaram que suspenderam as importações de frango do Brasil, após o 1º registro de gripe aviária no país em granja comercial.
O Ministério da Agricultura reforça que não existe risco no consumo da carne ou de ovos.
“Não é o consumo humano que está em risco, e sim a contaminação sanitária dos plantéis comerciais”, afirmou o ministro Carlos Fávaro. “Você exportar uma carne contaminada com aquele vírus e ele contaminar os plantéis comerciais.”
O Brasil é o maior exportador de frango no mundo e o terceiro maior produtor.
Depois da China, os maiores compradores das aves brasileiras no exterior são os Emirados Árabes e o Japão, segundo a associação de produtores, a ABPA.
Raio X da produção e venda de carne de frango do Brasil
Arte g1
Como se dá a suspensão
Em entrevista do g1, o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, explicou que as exportações de todos os estados do Brasil estão suspensas para a China e União Europeia.
E que a medida faz parte de acordos que preveem bloqueios automáticos em caso de doenças em granjas. É próprio Brasil que faz o bloqueios (entenda abaixo).
Para os demais clientes do Brasil, como África do Sul, Japão, Emirados Árabes, Reino Unido, Filipinas, Arábia Saudita, há acordos regionalizados.
Para alguns, são suspensas as vendas somente do que é produzido no local de foco da doença; para outros, ela se estende ao município ou ao estado afetado.
“Com o Japão, por exemplo, nós temos um acordo por município que negociamos recentemente. Então, obviamente, nós paramos as exportações de Montenegro para lá”, exemplifica.
O Rio Grande do Sul já havia interrompido as vendas de frango para a China em 2024, por causa após a detecção da doença de Newcastle em aves.
Moreira explica que o acordo com a Argentina prevê o bloqueio da exportação do que é produzido em um raio de até 10 km do foco da contaminação. No entanto, o governo argentino publicou uma nota dizendo que suspendeu as importações de frango do Brasil, sem especificar se fará isso apenas dos locais próximos a Montenegro.
Frango em números: Brasil é o maior exportador mundial e China é maior cliente
Cabe ao Brasil suspender as vendas
Moreira esclarece ainda que os acordos sanitários preveem que é o próprio Brasil que precisa suspender automaticamente as exportações de frango quando há detecção de doenças em granjas.
Isso acontece antes mesmo de os países anunciarem restrições.
“É um procedimento já acordado, país a país, para garantir a credibilidade do Brasil em mercados internacionais”, explica Moreira, do Ministério.
“Obviamente, estamos esperando as reações dos países. Precisamos aguardar. É final de semana, o horário não favorece, mas em breve devemos começar a receber as respostas dos países em relação ao ocorrido”, afirmou.
O que acontece agora
Moreira explica que, passados 28 dias após a desinfecção da granja de Montenegro, o Brasil pode se autodeclarar livre de gripe aviária em granjas comerciais, caso não haja nenhum outro foco.
Essa é uma regra da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), detalha.
Se o Brasil não tiver novos focos após esse período, pode negociar as reaberturas de mercado para o frango nacional.
Caso inédito
Segundo o governo federal, o foco em Montenegro é o primeiro de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) detectado na avicultura comercial do país.
Veja onde fica Montenegro, onde primeiro foco de gripe aviária em granja foi confirmado
Foto: Arte/g1
Casos da doença registrados anteriormente no Brasil ocorreram em aves silvestres, ou seja, que vivem soltas na natureza, e em criações para subsistência, que não são comerciais.
Em 2023, por conta desses focos, o Ministério da Agricultura declarou emergência zoossanitária no país.
O vírus da gripe aviária, H5N1, circula desde 2006, especialmente na Ásia, na África e no Norte da Europa. “Nós tivemos a chegada deste vírus em aves migratórias, silvestres, há exatos 2 anos, e tínhamos, infelizmente, a convicção de chegaria a granjas comerciais”, disse Fávaro à GloboNews.
“Nenhum país do mundo conseguiu segurar tanto tempo depois da chegada em animais silvestres . O Brasil conseguiu mais 2 anos. Com isso, revisamos diversos protocolos sanitários.”
Os Estados Unidos sofreram recentemente com os casos de contaminação em granjas, o que levou à morte de mais de cem milhões de aves e fez o preço dos ovos disparar naquele país. Com isso, os EUA passaram a comprar este alimento do Brasil.
ENTENDA: como aves migratórias carregam vírus pelo mundo
Rota de paraguaios escravizados pela máfia do cigarro
Arte/g1
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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