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Política

Quem é Padre Patrick, fenômeno da internet convidado a falar na CPI das Bets

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Padre capixaba foi convidado a prestar depoimento por meio de requerimento de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR), presidente do colegiado. Padre Patrick é convidado para falar na CPI da Bets.
Reprodução TV Senado
O padre Patrick Fernandes, capixaba e fenômeno nas redes sociais, foi convidado a prestar depoimento na CPI das Bets por meio de requerimento de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR), presidente do colegiado. O sacerdote começou a falar Comissão Parlamentar de Inquérito na manhã desta quarta-feira (21).
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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (20), o padre falou sobre o convite para participar da CPI.
Padre Patrick fala sobre convite para participar da CPI das Bets em Brasília
“Primeiro de tudo, eu não fui intimado a depor, eu estou indo como convidado. Eu estou indo lá para falar mal das Bets, entendeu?! Eu acho que é uma obrigação profética da Igreja, inclusive. Eu acho que se existem pessoas que estão perdendo a sua dignidade por conta de jogo, viciadas e tomadas, a Igreja tem a obrigação de se manifestar em relação a isso. E eu estou recebendo críticas por ir lá. Eu acho isso um cúmulo, é um absurdo pensar dessa forma, eu posso ser naquele lugar uma voz profética, eu estou indo lá para denunciar jogos”, disse.
O padre esclareceu que poderia se recusar a ir, uma vez que, convidado e não intimado, e disse que já recebeu propostas relacionadas a apostas, mas considera esse tipo de divulgação contrária ao evangelho.
“Parece que o braisleiro se acostumou a ler o título das matérias e não ler as matérias. Tem que ler a matéria, porque tem muita gente que acha que eu estou envolvido com jogo e eu nunca recebi nenhum centavo. Já recebi várias propostas, eu poderia estar milionário, se eu quisesse. Mas eu sempre tive na minha consciência que eu não poderia me envolver com jogo, não simplesmente porque eu sou padre, mas porque eu sou cristão, seria um erro da minha parte porque isso é contrário ao evangelho”, encerrou.
Padre Patrick Fernandes
Divulgação/Instagram
Nascido em Santa Teresa

Padre Patrick Fernandes, de 37 anos, nasceu em Santa Teresa, na região Serrana do Espírito Santo, e se mudou para o Pará ainda criança.
Em apenas uma rede social possui mais de 6,6 milhões de seguidores. Em geral, faz publicações que falam sobre a vida e a fé de forma bem humorada.
Em entrevista dada ao Gazeta Meio Dia em abril de 2022, quando participou da programação da Festa da Penha, em Vila Velha, na Grande Vitória, o padre comentou sobre esse perfil.
“Na minha vida, antes mesmo de ser padre, eu sempre acreditei que a fé precisava ser algo leve, que atraísse de verdade. Porque aquele peso, aquele fardo, que tantas vezes a gente impõe nas pessoas, foi totalmente o que Jesus fez para tirar da vidas pessoas. Eu acho que o humor, o riso, o carinho, a docilidade, aproxima as pessoas de Deus”, falou na ocasião.
Padre Patrick.
Herbeth Ferreira
Padre Patrick começou a fazer sucesso nas redes sociais com vídeos gravados para ajudar a passar por uma depressão.
“Quanto eu fui me recuperando, a terapia, o remédio, a fé, foi logo no início da pandemia. Mas com a Igreja fechada, o lockdown, o pouco contato com as pessoas, eu precisava de alguma forma me comunicar. Aí eu comecei a responder a caixinha de perguntas no Instagram para o público que me seguia na ocasião, duas mil pessoas, da minha paróquia”, lembrou.
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Quando a visibilidade aumentou, o padre disse que ficou preocupado em ser associado apenas a uma figura caricata, mas depois entendeu que é possível ser bem humorado e falar de fé.
“Pelo próprio testemunho das pessoas, pelos relatos, eu fui observando que aquilo era um modo de fisgar, de chamar a atenção, de segurar as pessoas. O que nos dá um bálsamo sobre essa internet que tantas vezes é muito tóxica, muito pesada. […] Eu acredito que Jesus era bem humorado, e por isso conquistava tantas pessoas. Penso que se Jesus fosse uma pessoa séria, carrancuda, não conseguiria atrair tantas pessoas”.
Confira na íntegra a entrevista feita com o Padre Patrick, durante a programação da Festa da Penha em 2022:
Padre Patrick participa da Festa da Penha 2022
Sobre a CPI das Bets
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets começou em novembro de 2024 e investiga a possível associação do setor de apostas com organizações criminosas e práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro, e os impactos das plataformas de apostas e jogos online no orçamento das famílias brasileiras.
Entre os objetivos, a comissão pretende elaborar políticas públicas de proteção aos grupos mais vulneráveis, especialmente os jovens.
Segundo o senador Dr. Hiran (PP-RR), a comissão considera importante ouvir figuras públicas que expressem a “percepção social e moral” da população sobre o tema, conforme divulgou a Agência Senado.
A escolha de Fernandes leva em conta seu trabalho pastoral voltado à juventude e às famílias, além da frequência com que aborda, em suas redes sociais, assuntos relacionados à saúde emocional, vícios comportamentais e os efeitos do uso excessivo da tecnologia.
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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