Economia
Dólar inicia pregão à espera do IPCA-15 e de olho em críticas contra o aumento do IOF
Na segunda-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,52%, cotada a R$ 5,6751. Já a bolsa encerrou com um avanço de 0,23%, aos 138.136 pontos. Notas de dólar
Murad Sezer/ Reuters
O dólar inicia o pregão desta terça-feira (27) de olho na divulgação da prévia da inflação oficial do país (IPCA-15) do mês de maio e em meio a pressões para o governo brasileiro suspender o aumento do IOF.
▶️ O grande destaque de hoje no Brasil é a divulgação do IPCA-15, a prévia da inflação oficial do país, às 9h, pelo IBGE. O mercado projeta uma alta de 0,45% nos preços em maio, puxados pela bandeira tarifária amarela na conta de energia elétrica e pelo reajuste nos preços de medicamentos.
▶️ Além disso, no cenário interno, os investidores acompanham as pressões do Congresso Nacional para suspender o aumento do IOF, enquanto seguem à espera de informações sobre como o governo vai compensar o recuo na parte de investimentos no exterior.
▶️ No exterior, o mercado ainda reage ao ao adiamento das tarifas de 50% contra a União Europeia, que haviam sido anunciadas na sexta (23) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O país não teve pregão na segunda por conta do feriado de Memorial Day.
Entenda abaixo como cada um desses fatores impacta o mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,52%;
Acumulado do mês: -0,03%;
Acumulado do ano: -8,17%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,23%;
Acumulado do mês: +2,27%;
Acumulado do ano: +14,84%.
Haddad sobre medidas econômicas do governo: ‘Na direção correta’
IPCA-15
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira (27), às 9h, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, do mês de maio.
O mercado projeta que houve uma alta de 0,45% nos preços pelo país no mês de maio, o que deve levar a taxa acumulada em 12 meses de 5,49% a 5,50%.
Os investidores acompanham de perto esses indicadores econômicos para tentar antecipar as decisões do Banco Central (BC) sobre os juros no país, que afetam o valor das ações, dos títulos públicos, do dólar e de outros investimentos.
Atualmente, a taxa básica de juros do Brasil, conhecida como Selic, está em 14,75%, o maior patamar em quase 20 anos. A lógica do BC é aumentar os juros para desestimular o consumo e, assim, controlar a inflação.
Outros destaques da agenda econômica desta semana são:
Quinta-feira (29): taxa de desemprego (Pnad Contínua) e dados de emprego formal (Caged);
Sexta-feira (30): divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre.
Pressões contra o aumento do IOF
O Congresso Nacional já recebeu 20 propostas para barrar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo na semana passada. A medida prevê arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025, ajudando a cumprir a meta de zerar o déficit fiscal.
No entanto, a alta do imposto para aplicações de fundos no exterior gerou críticas e levantou temores de controle de capitais, levando o governo a recuar poucas horas depois sobre esse ponto específico da medida — e a abrir mão de parte da arrecadação.
Na sexta (23), o ministro Fernando Haddad minimizou o impacto da decisão, mas admitiu que o recuo pode exigir um bloqueio maior no orçamento. O governo já havia anunciado um corte de R$ 31,3 bilhões em despesas, visto pelo mercado como sinal de responsabilidade fiscal.
Nesta segunda (26), Haddad afirmou que o governo ainda avalia como compensar a renúncia: “Temos até o fim da semana para decidir se será com mais contingenciamento ou com alguma substituição”, disse.
Adiamento de tarifas
Na sexta-feira (23), Trump declarou que recomendaria a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos da União Europeia a partir de junho, o que resultaria em impostos elevados sobre itens de luxo, medicamentos e outros bens fabricados por empresas europeias.
No domingo, o presidente dos EUA concordou em adiar a medida para o dia 9 de julho. A decisão foi tomada após um pedido de Ursula von der Leyen, que telefonou para o republicano. Representantes comerciais dos EUA e da UE devem iniciar discussões nesta segunda-feira.
Von der Leyen disse em um post no X que teve um “bom telefonema” com Trump e que a UE está pronta para agir rapidamente. “A Europa está pronta para avançar nas negociações de forma rápida e decisiva”, disse ela.
A UE enfrenta tarifas de importação de 25% dos EUA sobre seu aço, alumínio e carros e as chamadas tarifas “recíprocas” de 10% para quase todos os outros produtos. Entre os afetados estão os veículos de marcas alemãs, como BMWs e Porsches, até azeite de oliva italiano e bolsas de luxo francesas.
Nesta segunda-feira, mesmo após o alívio das tensões entre os EUA e o bloco, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que “as mudanças em curso criam a abertura para um momento global do euro”, indicando que esta é uma “excelente oportunidade” para a Europa.
“Qualquer mudança na ordem internacional que leve à redução do comércio mundial ou à fragmentação em blocos econômicos será prejudicial à nossa economia. É triste, sim, mas com as respostas políticas corretas, também poderá haver oportunidades”, disse a banqueira central.
“A mudança no cenário pode abrir caminho para que o euro desempenhe um papel internacional mais relevante”, completou.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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