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Economia

Mortes de cavalos: fabricante de ração proibida pelo governo federal diz que aguarda análises sobre suposta contaminação do produto

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Ministério da Agricultura determinou o recolhimento do produto que pode estar relacionado com a morte de 29 equinos em Indaiatuba (SP). Advogado da Nutratta Nutrição Animal ressalta que ainda não há nenhum elemento que estabeleça nexo entre consumo da ração e a morte dos equinos. Advogado da Nutratta, empresa fabricante da ração Forrage Horse, defende que ainda não há elementos que indiquem que o produto tenha causado a morte de equinos, e que também não há dados que comprovem a contaminação do produto
Reprodução/EPTV
A Nutratta Nutrição Animal, fabricante da ração Forrage Horse, cuja venda e consumo foram proibidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, disse nesta quinta-feira (5) que aguarda análises de laboratório para identificar o que teria provocado a suposta contaminação do produto, apontado como causa provável para a morte de equinos, 29 deles em Indaiatuba (SP).
Segundo Diêgo Vilela, advogado que representa a Nutratta, a empresa se solidariza com as perdas, mas ressalta “que não pode assumir qualquer responsabilidade pois, tecnicamente, não há nenhum elemento que estabeleça nexo entre o consumo da ração e a mortalidade dos equinos”.
“Várias coletas foram feitas e os testes solicitados para alguns laboratórios. Não descartamos a hipótese de o problema não ter nada a ver com a ração, bem como não descartamos a possibilidade de que suposta contaminação do produto possa ter ocorrido fora da Nutratta”, disse Diêgo.
O advogado ressaltou que apesar de donos dos animais alegarem ter feito exames, até o momento “nada foi apresentado que seja conclusivo ou indicativo de que foi a ração que causou o mal-estar e a mortalidade dos animais”.
Proibição
Em ofício publicado na quarta (4), o Ministério da Agricultura e Pecuária determinou o recolhimento e proibição da venda da ração Forrage Horse, de modo cautelar, após “constatação de indícios da presença de contaminantes que podem prejudicar a saúde animal”.
Segundo o documento, estão impossibilitadas para consumo todas as embalagens fabricadas a partir de 8 de março de 2025.
Sobre a decisão do governo federal, o advogado destacou que a Nutratta já havia suspendido, por iniciativa própria, a fabricação e a venda da ração Forrage Horse, e considerou que “o ato administrativo se revelou totalmente desnecessário”.
“(…) a Nutratta já estava em franco processo de coleta da ração junto aos consumidores finais e aos distribuidores, do que o MAPA tinha pleno conhecimento – tanto é que o órgão estava acompanhando esse coleta em um distribuidor de São Paulo. Logo, o ato administrativo se revelou totalmente desnecessário, pois a Nutratta, como dito, já havia identificado os lotes e adotado todas as medidas necessárias”, defendeu.
Governo proíbe venda de ração que pode ter provocado a morte de 29 cavalos em Indaiatuba
Mortes em Indaiatuba
A primeira morte de equino apurada em Indaiatuba ocorreu em 23 de abril, seguida por outra no dia 30. A partir de então, outros sete animais também morreram.
Um veterinário ouvido pela EPTV, afiliada da TV Globo, explicou que os equinos apresentaram desânimo e alterações hepáticas. A ração e o feno oferecido também foram substituídos.
No dia 19 de maio, uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Indaiatuba fez uma vistoria no haras onde nove cavalos morreram.
Veterinários investigam adoecimento de 120 cavalos no interior de SP; nove animais morreram
Reprodução/EPTV
Segundo a pasta, não havia irregularidades no local, e os técnicos apontaram que os animais apresentaram sinais compatívies com intoxicação alimentar.
O laudo preliminar de uma das éguas mortas apontou que ela sofreu uma infecção causada por bactéria.
Cavalos morrem em Indaiatuba e suspeita é de infecção bacteriana
VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região
Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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