Connect with us

Política

O xadrez do Senado 2026: Bolsonaro e Lula miram domínio da casa que pode ‘mandar mais que presidente’

Published

on

Campos políticos têm se movimentado para tentar garantir maioria na Casa; entenda bastidores. Maioria de senadores permite avanço em pauta importantes tanto para o governo quanto para a oposição. Lula durante reunião para anúncio de projeto da isenção do IR em 18/03/2025; Bolsonaro após julgamento no STF que o tornou réu, em 26/03/2025
Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo; Reuters/Adriano Machado
A mais de um ano das eleições nacionais, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já começam a mapear estratégias e candidaturas para o Senado.
Presidentes de partidos e parlamentares de centro têm avaliado que as disputas ao Senado devem ser as mais importantes em 2026.
No próximo ano, cada estado terá direito a eleger dois senadores. Ao todo, serão 54 cadeiras em competição — o que equivale a dois terços da Casa.
Áudios de agente da PF enfraquecem discurso pró-anistia para Bolsonaro e aliados no Congresso
O domínio do Senado é um desejo antigo do entorno de Bolsonaro. A oposição defende que a conquista da maioria dos senadores facilitará pleitos importantes, como a ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
Em discurso na sexta-feira (6), durante evento partidário do PL, Jair Bolsonaro não escondeu a intenção. O ex-presidente afirmou que, se conquistar a maioria absoluta da composição do Senado (41 cadeiras), o seu grupo político mandará “mais do que o próprio presidente da República”.
O mesmo foi feito pelo presidente Lula, em um discurso no último domingo (1º). Em um congresso do PSB, o petista disse que sua base “precisa eleger senadores”.
“Porque, se esses caras elegerem a maioria dos senadores, vão fazer uma muvuca nesse país”, destacou, na ocasião.
Para além das declarações públicas, os campos políticos adversários já têm se movimentado nos bastidores. O objetivo é idêntico: formar a maior bancada na Casa.
Sessão Conjunta com o Congresso Nacional aprovou orçamento de 2025
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Dentro da estrutura dos Poderes, o Senado tem papel importante na renovação de autoridades, o que define o rumo de decisões em diversas esferas.
➡️Para a oposição, a Casa tem relevância por ser a responsável por sabatinar e aprovar indicações ao Supremo, além de ter a atribuição de abrir e analisar processos de impeachment contra magistrados.
➡️Do lado de Lula, a análise é que manter a predominância de cadeiras aliadas ao governo pode diminuir “solavancos” em um futuro quarto mandato do petista.
Movimentação pré-eleições
O ex-presidente tem conversado com dirigentes partidários de centro e de direita para construir chapas “fortes” ao Senado.
Segundo aliados de Jair Bolsonaro, a tática prevê duas candidaturas em todos os estados, preenchidas por nomes do PL e de partidos aliados.
Do lado petista, a movimentação também tem ocorrido. O grupo de trabalho eleitoral da sigla decidiu antecipar as discussões sobre o cenário de 2026 e dar início às tratativas sobre apoios ao Senado.
Há expectativa de que o grupo se reúna na próxima segunda-feira (9). A equipe tem trabalhado para elaborar uma espécie de mapa de candidatos com potencial eleitoral para o Senado.
Internamente, dirigentes do PT avaliam que é necessário antecipar o máximo de definições para este ano e entrar no ano eleitoral com candidaturas mais fortalecidas. O objetivo do partido, no fim das contas, é tentar frear o crescimento da oposição dentro do Senado.
Reeleição de Lula
Dentro do PT, a tônica é de que as decisões eleitorais de 2026 terão de ser tomadas com o objetivo de impulsionar uma eventual candidatura de Lula à reeleição.
Principal candidato à sucessão do comando do partido, Edinho Silva tem dito que o partido precisa lidar com as duas tarefas ao longo dos próximos meses.
Nesta semana, em um debate de candidaturas a presidente do PT, ele afirmou que a disputa de 2026 será “fundamental para os rumos do Brasil”.
“A eleição de 2026, efetivamente, será a última eleição que o presidente Lula estará nas urnas, representando o nosso projeto e representando a nossa construção partidária”, declarou o ex-prefeito de Araraquara.
Durante um debate com candidatos a presidente do PT, Edinho ainda defendeu que a sigla precisa ampliar o diálogo com outras fatias da sociedade para que o partido “dispute os rumos da sociedade, para que a gente faça disputa dentro do Congresso Nacional”.
Lula fala sobre reeleição: “Tenho que estar 100% de saúde”
Para ‘mandar mais’ que o presidente
Aliados de Jair Bolsonaro avaliam que as disputas ao Senado têm conquistado mais espaço nas discussões, enquanto o ex-presidente segue o plano de disputar um segundo mandato mesmo inelegível.
Bolsonaro e o entorno projetam “resultados muito positivos” para o grupo nas eleições ao Congresso. Nos corredores do Senado e da Câmara, há parlamentares que apostam em uma composição com mais de 40 cadeiras para o grupo aliado do ex-presidente.
Por trás da movimentação, está o desejo do entorno de Jair Bolsonaro de, enfim, “emparedar” o Supremo Tribunal Federal.
Parlamentares aliados de Bolsonaro não escondem que um dos objetivos futuros do grupo seria a aprovação do impeachment de um ministro da Corte — o que depende de, no mínimo, 54 votos favoráveis.
Em um evento interno do PL nesta sexta, Bolsonaro afirmou que seus aliados não podem “deixar cadeiras vazias na Câmara ou no Senado”.
“E eu digo: dai-me 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do nosso Brasil”, disse.
Segundo o ex-presidente, com maioria absoluta da Casa, o seu grupo conseguiria fazer o “presidente da Casa”.
“Nós decidimos se uma pessoa vai ser aprovada ou não numa sabatina pro Supremo, as agências vão ser ocupadas por pessoas qualificadas. Nós, ouso dizer, mandaremos mais do que o próprio presidente da República”, declarou.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

Published

on

By

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

Continue Reading

Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

Published

on

By

Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

Continue Reading

Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

Published

on

By

Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados