Economia
Xiaomi lança o YU7, SUV elétrico mais barato que Tesla Model Y
Carro da marca de smartphones tem processador presente nos celulares mais potentes da companhia e é capaz de rodar 835 quilômetros com apenas uma carga. Xiaomi YU7
divulgação/Xiaomi
A fabricante chinesa de veículos elétricos e smartphones Xiaomi precificou nesta quinta-feira (26) seu novo SUV elétrico YU7 a partir de 253.500 iuanes (cerca de US$ 35.364), quase 4% abaixo do Model Y da Tesla, intensificando o desafio à empresa norte-americana no maior mercado automotivo do mundo.
O modelo básico do YU7 custa 10.000 iuanes a menos do que o preço inicial do Model Y da Tesla na China, com os modelos de gama superior YU7 Pro e YU7 Max custando 279.900 e 329.900 iuanes, respectivamente.
Olhando para o Xiaomi YU7, o SUV é grande. São cinco metros de comprimento, dois de largura, 1,6 metro de altura e três metros de entre-eixos. A distância entre o centro de cada roda é 30 centímetros maior que o Toyota Corolla, por exemplo.
Xiaomi YU7 por fora
Xiaomi YU7 por fora YU7 por fora
O YU7 tem uma autonomia de até 835 quilômetros por carga, em comparação com a autonomia de até 719 quilômetros do Model Y, que teve sua versão atualizada lançada em janeiro.
Outra comparação possível do Xiaomi YU7 é com o aspecto lateral de uma Ferrari Purosangue, que Neymar comprou recentemente. As semelhanças vão além do desenho da carreira, passando pelo desenho de estrela das rodas que exibem freios na mesma cor amarela, as maçanetas escamoteáveis que ficam escondidas nas portas e o caimento traseiro do SUV.
Xiaomi YU7 (esquerda) e Ferrari Purosangue (direita)
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Só as lanternas e a linha que percorre a parte superior da caixa de roda traseira são bem diferentes entre Ferrari Purosangue e Xiaomi YU7.
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Internamente, o Xiaomi YU7 segue o padrão de carros chineses e é minimalista e esconde todos os botões, centralizando os comandos na central multimídia de 16,1 polegadas. O painel de instrumentos é o item mais original deste carro, com 43,4 polegadas distribuídas em um display fino que percorre a parte inferior do para-brisa, de lado a lado.
Existe ainda um display para projeção de dados no para-brisa, focando apenas para o motorista, junto de outras duas telas para os passageiros da fila traseira. Ao todo, contando o HUD, são cinco telas diferentes.
Xiaomi YU7 vende 200 mil unidades em minutos
A Xiaomi começou a receber pedidos para todos os três modelos na noite de quinta-feira, atingindo 200.000 pedidos em 3 minutos após o início da venda.
O Model Y da Tesla, que foi o SUV mais vendido da China em maio, custa a partir de 263.500 iuanes na China.
A Xiaomi disse que fará parceria com a BYD, a GAC Toyota e a Zhengzhou Nissan para construir um ecossistema que conecte humanos, casas e carros.
O presidente-executivo e fundador da Xiaomi, Lei Jun, disse que quer que o YU7 compita com o Model Y e os analistas dizem que ele tem potencial para ser bem-sucedido.
“O YU7 servirá como um teste inicial para saber se a Xiaomi pode ampliar seu apelo para além dos primeiros usuários e entusiastas da tecnologia para se tornar um participante sério no segmento de veículos elétricos para o mercado de massa”, disse Rosalie Chen, analista sênior da Third Bridge.
O YU7 é o segundo carro da Xiaomi desde que a empresa sediada em Pequim entrou no setor automobilístico no ano passado com seu sedã elétrico esportivo SU7, que foi inspirado no estilo da Porsche e tinha preço abaixo do Model 3 da Tesla. Desde dezembro, o SU7 tem superado o Model 3 da Tesla na China em uma base mensal.
Em março, a Xiaomi aumentou sua meta de entregas de veículos elétricos este ano para 350.000, em comparação com ao objetivo anterior de 300.000 unidades.
*Reportagem em atualização.
g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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