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Horário, foco em bitcoin, insistência: as pistas que ajudaram a revelar ataque contra empresa que liga bancos ao PIX

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Não há confirmação oficial sobre os valores roubados no golpe milionário, mas fontes da TV Globo estimam que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões. O que se sabe sobre ataque hacker contra empresa que interliga bancos ao PIX
Horário, altos valores e insistentes tentativas de compras de bitcoins despertaram a desconfiança de uma startup de criptomoedas na madrugada da última segunda-feira (30).
Naquele instante, a decisão foi bloquear novas movimentações das contas envolvidas e acionar instituições financeiras.
Dois dias depois, confirmou-se que aquelas operações suspeitas com criptomoedas eram o desfecho de um golpe milionário e histórico, que começou com um ataque hacker a uma empresa que liga bancos a sistemas de pagamentos como o PIX.
🔎 O alvo do ataque não foi o Banco Central ou o PIX, em si, mas à C&M Software, uma das empresas de tecnologia que funcionam como ponte para que instituições financeiras menores possam se conectar aos sistemas do BC e fazer operações.
Ao menos seis clientes da C&M, foram afetados, segundo essa empresa; nem todos tiveram os nomes revelados. Também não foi divulgado o montante roubado, mas fontes da TV Globo estimam que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões.
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Criminosos usaram criptomoeda
Segundo especialistas, os criminosos provavelmente tentaram converter ao menos parte do montante roubado em criptomoedas para, então, redistribuí-la. Isso seria uma tentativa de fazer com que a quantia não pudesse ser devolvida para os bancos.
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Uma das startups que teria sido usada para compra de criptomoedas seria a SmartPay, de Santa Catarina.
A startup começou a suspeitar quando, na madrugada de segunda-feira, uma conta recém-criada movimentou R$ 6 milhões, via PIX, e tentou comprar esse valor em bitcoins.
O PIX de R$ 6 milhões que chamou a atenção da SmartPay partiu do sistema da BMP, uma empresa que fornece infraestrutura para plataformas bancárias digitais. Ela é cliente da C&M e e admitiu ter sido uma das prejudicadas no ataque hacker.
O valor expressivo fez os alertas automáticos da SmartPay serem acionados e notados por funcionários que monitoram as transações. Eles perceberam que a quantidade de movimentações de novas contas estava acima do usual para o horário.
“Foi uma somatória da quantidade de novos usuários na plataforma durante aquele horário com os valores que estavam sendo transferidos”, relatou ao g1 Rocelo Lopes, CEO da SmartPay.
Também houve muitos pedidos de transferência em um intervalo curto, de cerca de duas horas.
Comportamento fora do usual
Outro ponto de atenção foi que parte dos pedidos de compra de criptomoeda foi feita em contas de clientes antigos da SmartPay, que já tinham recebido um “sinal amarelo” nos sistemas da startup por comportamentos suspeitos no passado.
Além disso, naquele dia, esses clientes estavam comprando bitcoins, apesar de terem o costume de negociar outra criptomoeda, chamada de “tether” ou USDT.
🤔 Tether ou USDT é a terceira criptomoeda mais usada no mundo, segundo a CoinMarketCap, plataforma que monitora o mercado de criptomoedas. A Tether é administrada por uma empresa de mesmo nome, que pode bloquear transações suspeitas, o que não acontece com o bitcoin, por exemplo.
Ataque exige melhorias
Para Rocelo, o ataque deverá forçar o Banco Central a cobrar melhorias por parte de empresas como a C&M Software, enquadrada como um Provedor de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI).
Um PSTI ajuda instituições financeiras a se integrarem a sistemas de pagamento, como o PIX. Além da C&M, oito empresas estão homologadas no país para fazerem este papel.
Na avaliação do chefe da SmartPay, elas deveriam adotar mais validações contra movimentações atípicas.
“O Banco Central se preocupou em falar para o banco bloquear uma transação às 2h da manhã, por exemplo. Mas se esqueceu que, depois do banco, tem todo um sistema de compensação financeira. Limitou o cliente, e não a instituição, aí foi onde deu o problema”, afirmou.
A C&M disse que os criminosos usaram credenciais de clientes de forma indevida para acessar seus sistemas e serviços de forma fraudulenta. Senhas são um exemplo de credencial.
Após o ataque vir a público, na última quarta-feira (2), o BC determinou o desligamento do acesso de instituições financeiras afetadas às infraestruturas da C&M.
Na quinta, a medida foi substituída por uma suspensão parcial, permitindo transferências em dias úteis entre 6h30 e 18h30.
A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar o ocorrido. E a Polícia Civil de São Paulo também iniciou uma investigação, com objetivo de “identificar os responsáveis pelo crime, bem como rastrear os valores subtraídos”.
Entenda o ataque hacker que afetou instituições financeiras
Arte g1

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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