Economia
Presidente do BC vai escrever mais uma carta ao ministro da Fazenda sobre o descumprimento da meta de inflação
Gabriel Galípolo participou de almoço com Frente Parlamentar do Empreendedorismo. Meta é considerada descumprida se a inflação ficar fora do intervalo de tolerância por seis meses. O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (8), que escreverá mais uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de descumprimento da meta de inflação.
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“Vou assinar uma carta de descumprimento da meta no mês que vem”, disse Galípolo a parlamentares durante almoço oferecido Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE).
Em janeiro, ele enviou uma carta à Haddad e creditou o resultado a fatores como a forte atividade econômica, a queda do real e os extremos climáticos.
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Segunda vez
Com a nova carta, esta será a segunda vez que ele alertará sobre o descumprimento da meta. Fixada em 3º, ela possui uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual – ou seja, a meta será considerada cumprida se a inflação variar entre 1,5% e 4,5%.
Pelo sistema de metas, o BC tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente;
Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia;
Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026;
Desde janeiro, a inflação acumulada em 12 meses é comparada com a meta e com o intervalo de tolerância;
Se a inflação ficar fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Raphael Ribeiro/BC
Galípolo disse ainda que tem que “perseguir a meta sim”.
“Quando digo isso, de maneira nenhuma, estou fazendo algum tipo de discussão para se rediscutir isso não, porque tem um custo altíssimo. Dizer que você persegue a banda superior da meta significa mais tolerância com inflação, mais tolerância com a inflação significa que você é um país que está confortável com a sua moeda, ano a ano, perder mais valor”, explicou.
“Eu tenho plena consciência de que ao colocar a taxa de juros em 15% dificilmente eu e o meus colegas do Copom vamos ganhar o Miss Simpatia de 2025, mas eu durmo muito tranquilo do que eu estou fazendo é cumprir a meta e perseguir a meta”, acrescentou. “Esse é o papel do Banco Central”, concluiu.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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