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Economia

Dólar sobe forte e bate R$ 5,60, após Trump anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

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Na quarta-feira (9), a moeda americana avançou 1,06%, cotada a R$ 5,5032. Já o Ibovespa recuou 1,31%, aos 137.481 pontos. Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
O dólar abriu em forte alta de 1,79% nesta quinta-feira (10), aos R$ 5,5995, com os investidores repercutindo o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a aplicação de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto. Na máxima, a moeda americana chegou a R$ 5,6030.
▶️ Os investidores repercutem o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (9), sobre a aplicação de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Ao justificar a medida, Trump citou Jair Bolsonaro e criticou o julgamento dele no STF, chamando o caso de “vergonha internacional”. Em resposta, o presidente Lula prometeu reagir com base na Lei da Reciprocidade Econômica. (leia mais)
▶️ Com o anúncio, o Brasil se tornou o país com a taxa mais alta entre as novas tarifas divulgadas pelo presidente americano. Desde segunda-feira, Trump tem enviado cartas a diversos líderes globais estabelecendo taxas mínimas para a negociação comercial. Até agora, 22 nações já foram comunicadas.
A situação preocupa o mercado financeiro devido à avaliação de que as tarifas podem elevar os preços ao consumidor e os custos de produção, o que tende a aumentar a inflação e forçar o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a manter os juros do país altos por mais tempo.
▶️ Na agenda econômica brasileira, o destaque do dia é a divulgação do IPCA de junho, que deve confirmar um novo estouro da meta de inflação do país. Assim, o Banco Central se prepara para divulgar uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +1,46%;
Acumulado do mês: +1,28%;
Acumulado do ano: -10,95%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,58%;
Acumulado da semana: -2,68%;
Acumulado do mês: -0,99%;
Acumulado do ano: +14,30%.
Tarifa de 50% sobre o Brasil
De acordo com a carta de Trump enviada nesta quarta-feira, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes”.
Produtos como o aço e o alumínio, por exemplo, já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira.
Assim, a nova tarifa deve atingir em cheio outros setores estratégicos da economia nacional. A medida pode afetar diretamente itens como petróleo, aço, café e carne bovina, que lideram as exportações do Brasil para os Estados Unidos.
Além do teor político da carta, Trump também justificou a taxação como uma resposta às tarifas e barreiras comerciais impostas pelo Brasil, classificadas por ele como “injustas”.
O presidente americano disse que o comércio com o Brasil gera um déficit insustentável para os EUA, o que colocaria em risco a economia e a segurança nacional.
Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que o Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos.
Resposta de Lula
Em resposta a Trump, Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tutelado por ninguém e que a elevação unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
A lei, aprovada pelo Congresso quando Trump começou a impor tarifas extras a países de todo o mundo, prevê que o Brasil deve taxar quem também o taxa.
A carta de Trump, porém, também trouxe um alerta claro: se o Brasil reagir elevando suas próprias tarifas, os EUA aumentarão ainda mais as taxas sobre produtos brasileiros.
Por outro lado, Trump sugeriu que a tarifa poderia ser reduzida caso o Brasil abrisse seus mercados e eliminasse tarifas e barreiras comerciais.
Ele também afirmou que empresas brasileiras poderiam evitar a tarifa ao fabricar seus produtos diretamente nos Estados Unidos, prometendo agilizar os processos para viabilizar essa iniciativa.
Cartas a outros países
Desde o início da semana, Trump tem enviado cartas a líderes de diferentes nações, definindo tarifas mínimas para as negociações comerciais desses países com os EUA.
Na segunda-feira, por exemplo, 14 notificações foram enviadas, com alíquotas mínimas sobre produtos importados que variavam de 25% a 40% e têm vigência a partir de 1º de agosto.
A segunda leva de cartas foi enviada nesta quarta-feira (9). Ao todo, oito países foram notificados: Argélia, Brasil, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia e Sri Lanka.
As cartas seguem um padrão semelhante: Trump afirma que o gesto representa uma demonstração da “força e do compromisso” dos EUA com seus parceiros e destaca o interesse em manter as negociações, apesar do déficit comercial significativo.
🔎 A volta das atenções de Trump para as tarifas reacende preocupações sobre eventuais efeitos dessas taxas na inflação dos EUA e do mundo. Isso porque a leitura dos investidores é que as taxas impostas por Trump podem acabar aumentando os custos de produção baseados em produtos importados e, consequentemente, elevar os preços ao consumidor.
Caso se concretize, esse cenário tende a pressionar a inflação norte-americana e pode forçar o Fed a manter os juros do país altos por mais tempo — o que, por sua vez, também poderia fortalecer o dólar e afetar as taxas de juros de outros países pelo mundo.
Os temores com as tarifas também acabaram mascarando o efeito positivo vindo pelo adiamento da retomada do tarifaço, anunciado por Trump na última segunda-feira. A nova data ficou para 1º de agosto.
A suspensão de 90 dias das tarifas impostas pelo republicano estava prestes a expirar nesta quarta-feira (9), e o baixo número de acordos firmados até o momento continuava a gerar preocupação.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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