Política
Os 3 caminhos que o governo Lula estuda para enfrentar tarifas de Trump
Antes de partir para a retaliação contra os EUA, governo Lula avalia outras estratégias, como diversificar os parceiros comerciais do Brasil e apostar no desgaste de bolsonaristas diante do impacto das tarifas. Governo do presidente Lula ainda estuda que medidas poderá adotar para uma eventual retaliação às tarifas impostas por Donald Trump
EPA via BBC
Diversificar parcerias comerciais, apostar no desgaste da oposição e, se tudo falhar, retaliar. Esta é a linha de ação com a qual trabalham integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ouvidos pela BBC News Brasil em caráter reservado desde quarta-feira (9), quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
Segundo eles, o anúncio pegou parte do governo de surpresa por conta da dimensão com a qual as tarifas foram impostas e pelo componente político atrelado a elas.
Na carta divulgada por Trump, o presidente americano atribui a imposição das sanções, “em parte”, ao processo judicial no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é réu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado que culminou com os atos de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de militantes invadiram as sedes dos três poderes, em Brasília. Bolsonaro, no entanto, nega seu envolvimento no caso e diz ser vítima de uma perseguição política.
“Este julgamento não deveria estar acontecendo. É uma caça às bruxas que deveria acabar imediatamente”, diz um trecho da carta de Trump.
Presidente Lula fala ao Jornal Nacional sobre tarifas anunciadas por Trump
Um dos integrantes do governo Lula ouvidos pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmou que, como a justificativa para as tarifas é política, e não econômica, o governo brasileiro não teria subsídios para negociar uma flexibilização das taxas. Segundo ele, o Brasil não vai nem teria como negociar a suspensão dos processos contra Bolsonaro.
Este mesmo integrante afirmou que as tarifas foram interpretadas internamente como uma tentativa do governo Trump de interferir nas eleições de 2026, pressionando o Brasil para reabilitar eleitoralmente Bolsonaro para que ele dispute a Presidência da República no ano que vem.
O ex-presidente, porém, já está inelegível após ter sido condenado em dois casos por crimes eleitorais julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Sem “moeda de troca”, o governo deverá, segundo essa fonte, apostar em estratégias primordialmente políticas e comerciais às tarifas.
Veja abaixo os três caminhos possíveis estudados pelo governo:
1 – Diversificar parcerias
Uma fonte do governo ouvida em caráter reservado afirmou à BBC News Brasil que uma das medidas a serem adotadas pelo governo brasileiro nos próximos meses é intensificar as negociações de acordo comerciais que já estavam em andamento ou que ainda não haviam começado.
A ideia é aumentar as opções de clientes para os produtos brasileiros e, assim, diminuir o impacto das potenciais perdas de exportação para os Estados Unidos. Entre as apostas, estão parcerias com a União Europeia, Canadá, Austrália, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Vietnã e Indonésia.
O desafio, no entanto, não é trivial. Por país, os Estados Unidos são hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil, depois da China.
Em 2024, os dois países movimentaram um comércio de US$ 80 bilhões (R$ 443 bilhões). Historicamente, porém, os americanos têm tido um saldo positivo nessa relação. Segundo o governo brasileiro, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos tiveram um superávit comercial de US$ 410 bilhões em relação ao Brasil.
O exemplo mais emblemático de uma possível nova parceria é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que se arrasta há quase duas décadas e cujas negociações já foram finalizadas. O acordo prevê a criação de um mercado comum de 700 milhões de pessoas e poderia representar um incremento de até R$ 37 bilhões nas transações comerciais do Brasil até 2044, segundo dados do governo brasileiro.
Para entrar em vigor, no entanto, é preciso que o acordo seja aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, os dois principais órgãos de decisão da União Europeia.
A finalização do acordo sofre oposição histórica da França sob o argumento de que a facilidade para a entrada de produtos agropecuários do Mercosul poderia prejudicar os agricultores franceses. Apesar disso, países como a Alemanha, Espanha e Portugal já demonstraram seus apoios à finalização do acordo.
A expectativa é de que a diplomacia brasileira intensifique as negociações restantes com seus parceiros europeus para que uma posição final sobre o acordo seja anunciada até o final do ano, quando chega ao fim a presidência pro tempore do Brasil sobre o Mercosul.
Outro acordo que também estaria prestes a ser finalizado e entrar em vigor é o acordo comercial com a EFTA (sigla em inglês para Associação Europeia de Livre Comércio), bloco comercial que reúne a Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça.
Na semana passada, os dois blocos anunciaram o fim das negociações do acordo. O texto seguiu para a etapa de revisão legal e, após essa fase, irá à etapa de aprovação e ratificação pelos dois blocos.
Um diplomata ouvido pela BBC News Brasil em caráter reservado afirmou que a expectativa dentro do governo brasileiro é de que essas fases sejam finalizadas antes do final deste ano.
O bloco tem uma população estimada em 14 milhões de pessoas e estão entre os que têm a maior renda per capita do mundo. Segundo o governo brasileiro, a estimativa é de que, uma vez em vigor, o acordo possa gerar um aumento de US$ 2,69 bilhões (R$ 14,9 bilhões) no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2044.
Outro caso mencionado por este diplomata é um eventual acordo comercial com o Canadá. A possibilidade, segundo ele, foi mencionada pelo primeiro-ministro do país, Mark Carney, durante encontro bilateral com o presidente Lula na reunião do G7, grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Segundo ele, o interesse dos canadenses em um acordo com o Mercosul teria aumentado depois que os Estados Unidos, sob o comando de Trump, anunciaram tarifas sobre produtos do país vizinho. As conversas, segundo o governo brasileiro, foram iniciadas em gestões passadas, mas teriam sido interrompidas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
2 – Narrativa, desgaste e recuo
Outra aposta do governo é o efeito “rebote” que o anúncio das tarifas de Trump podem ter sobre a opinião pública brasileira.
O governo não descarta, por exemplo, que um eventual desgaste da oposição por seu apoio às tarifas possa fazer com que membros do bolsonarismo defendam, junto a Trump, que as tarifas sejam revogadas.
Esse movimento, segundo um integrante do governo, seria uma tentativa de evitar que as tarifas pudessem jogar a favor da candidatura à reeleição de Lula, em 2026.
Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que, historicamente, ingerências estrangeiras em assuntos domésticos podem a fortalecer sentimentos nacionalistas, o que poderia beneficiar o discurso de Lula.
Nas redes sociais, houve um elevado número de manifestações contrárias às tarifas e até mesmo associações patronais tradicionalmente distantes do governo Lula, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgaram notas rechaçando a medida imposta por Trump.
Nas redes sociais, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma carta defendendo a imposição das tarifas alegando que elas seriam resultado dos supostos “abusos” praticados pelo governo brasileiro.
Apesar de ter recebido diversos comentários de apoio, Bolsonaro também foi alvo de críticas. A medida também vêm na esteira da campanha liderada pelo PT e por integrantes do governo em favor da tributação de grandes fortunas, na qual o governo é colocado como defensor dos mais necessitados.
Segundo este integrante do governo, uma das batalhas a serem travadas, agora, é pelo domínio da narrativa em torno das tarifas. Segundo ele, essa disputa será feita nas redes sociais, principalmente.
3 – Se tudo falhar… Retaliar
A opção que o governo também não descarta é retaliar o governo americano e anunciar tarifas à importação de produtos ou serviços fornecidos por empresas dos Estados Unidos.
A ideia seria usar a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional em abril deste ano e que autoriza o governo federal a retaliar países que, eventualmente, imponham tarifas comerciais ou não comerciais a produtos brasileiros.
Essa possibilidade foi citada na nota divulgada pelo presidente Lula na quarta-feira, horas depois de Trump anunciar as tarifas ao Brasil.
“Qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica”, diz um trecho da nota.
O governo ainda não definiu quando anunciará suas eventuais retaliações. Inicialmente, o prazo com qual se está lidando é o dia 1º de agosto, quando as sanções prometidas por Trump começariam a entrar em vigor.
O governo, no entanto, não descarta demorar mais para responder.
Também não há uma definição no governo sobre quais setores americanos poderiam ser atingidos pelas tarifas brasileiras.
Segundo um integrante do governo ouvido pela BBC News Brasil, a ideia é que as eventuais tarifas impostas pelo Brasil não prejudiquem setores econômicos brasileiros.
Em 2024, por exemplo, turborreatores e turbinas usadas na construção de aviões comerciais lideraram a pauta de exportações dos Estados Unidos para o Brasil. No ano passado, a importação desses produtos chegou a US$ 6 bilhões (R$ 33 bilhões).
Esses produtos, no entanto, são usados na indústria aeronáutica brasileira, que, posteriormente, vende aeronaves prontas, inclusive para os Estados Unidos.
Alguns setores analisados como potencial alvo de sanções são o de patentes de produtos farmacêuticos, agrícolas e o de royalties sobre produções audiovisuais. Outra possibilidade seria alterar a taxação sobre remessas de dividendos de multinacionais americanas que atuam no Brasil.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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