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Lula diz que pode recorrer contra Trump na OMC, mas órgão que regula comércio foi enfraquecido; entenda

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Organização Mundial do Comércio, que completa 30 anos em 2025 com nomeação de novos juízes barradas por Trump em 2019. Guerra comercial de Trump: qual o limite?
Lula disse que pretende recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) após a decisão do presidente Donald Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto.
A OMC foi criada com a missão de reduzir barreiras e integrar o mundo por meio de regras claras para o comércio internacional, garantindo espaço para diálogo e solução de conflitos comerciais.
O órgão, no entanto, vive uma fase de enfraquecimento, 30 anos após sua criação É o que explica o embaixador Roberto Azevêdo, que foi diretor da organização de 2013 a 2020, em entrevista ao podcast O Assunto, realizada em abril deste ano.
O órgão de apelação do principal mecanismo de resolução de disputas da OMC está paralisado desde 2019, justamente por conta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, ainda no seu primeiro mandato, barrou a nomeação de novos juízes.
É nesse cenário de esvaziamento da OMC que o Brasil e toma parte de uma guerra comercial envolvendo a China e os Estados Unidos de Trump, agora em seu segundo mandato.
Sem os juízes e sem regras atualizadas, prevalece a “lei da selva”, como afirma Azevêdo. E cujas om consequências refletem no mundo todo.
“Quando as regras foram negociadas, não existia internet, não existia comércio eletrônico, não existia o espaço digital, não existia nada disso. O mundo mudou muito, e não só mudou na forma de fazer negócio, mudou também em quem faz os negócios”.
A China entrou na OMC em 2001, marcando uma virada no cenário global. O país teve um salto de desenvolvimento e se tornou uma potência comercial, o que é visto por Trump como prejudicial aos Estados Unidos, que acusam o país asiático de práticas desleais.
Imagem ilustrativa mostra bandeiras dos EUA e da China em Pequim
Tingshu Wang/Reuters
“Hoje, a maior potência mundial de comércio é a China, não é mais os Estados Unidos, não é mais a Europa. Hoje a China é o principal parceiro comercial do mundo. Tudo isso mudou e o sistema precisava se atualizar, o sistema precisava se modernizar”, afirma Azevêdo.
Ainda nesta sexta (11), o Ministério das Relações Exteriores da China criticou a tarifa de importação de produtos brasileiros anunciada por Trump que afirmou que as tarifas do presidente americano “minam a ordem do comércio internacional”.
Ouça a íntegra do episódio aqui.
O que você precisa saber:
Trump eleva tarifa contra a China para 125%, e anuncia redução nas taxas a outros países
China expressa ‘grave preocupação’ com tarifas de Trump à OMC
OMC prevê que tarifas americanas vão reduzir negócios globais em 1% em 2025
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva e Thiago Kaczuroski. Apresentação: Natuza Nery.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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