Economia
Produtores tentam se proteger contra ameaça de incêndios na seca
Produtores estão adotando o método de aceiros, faixas de terreno que aumentam o espaço entre plantações vizinhas. Agricultores do interior de São Paulo adotam técnica de aceiro para prevenir incêndios
TV TEM/Reprodução
Para evitar novos problemas decorrentes de incêndios, produtores do interior de São Paulo estão investindo em aceiros, que são faixas de terreno limpas de qualquer vegetação, capazes de prevenir a propagação do fogo.
É o caso do citricultor Lucas Ferrante, produtor de laranjas que já enfrentou um incêndio em sua plantação. Para evitar que a situação se repita, ele passou a adotar estratégias de prevenção, como a construção de aceiros, que aumenta o espaço entre as plantações vizinhas, e o uso de um caminhão-tanque.
O agricultor também investiu no treinamento dos funcionários e, neste ano, está cultivando 28 mil pés de laranjas. A expectativa é de uma colheita de mil toneladas. Todas essas medidas foram adotadas para prevenir futuros prejuízos na fazenda.
Em 2024, todo o estado de São Paulo sofreu com queimadas, que destruíram mais de 600 mil hectares. Desse total, 22% das queimadas ocorreram no noroeste paulista.
Veja a reportagem exibida no programa em 13/07/2025:
Produtores tentam se proteger contra ameaça de incêndios na seca
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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