Economia
Tarifa de Trump contra o Brasil faz parte de estratégia global da extrema direita, diz especialista
Republicano enviou carta a Lula em que anuncia a aplicação de tarifas de importação e cita ações no STF sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre as big techs. Na carta enviada a Lula anunciando tarifas de 50% a produtos brasileiros, o presidente Donald Trump atacou ações no STF sobre Jair Bolsonaro e as empresas de redes sociais, as chamadas big techs.
O movimento de Trump faz parte de uma estratégia global de fortalecimento da extrema direita, segundo avaliação de Guilherme Casarões, professor da FGV-SP. Pesquisador do Observatório da Extrema Direita, Casarões explica que essa estratégia é um movimento que vem desde o primeiro mandato do republicano e que ganha força agora. Ouça, no player acima, a partir de 28:57.
“Desde a primeira passagem do Trump pela Casa Branca já se falava na construção de uma espécie de frente internacional da extrema direita, que o Steve Bannon, que foi um estrategista importante do Trump na primeira passagem pela Casa Branca, chamava de internacional conservadora ou internacional nacionalista”, diz o cientista político em entrevista a Julia Duailibi no podcast O Assunto.
“A ideia de usar o peso político da maior potência econômica e política do mundo para garantir a eleição de aliados de extrema direita em vários outros lugares do mundo não é exatamente nova”, relembra.
Isso, segundo Casarões, pressupõe a ideia de que os Estados Unidos cumprirão seus interesses políticos e ideológicos caso consigam eleger uma série de aliados ao redor do mundo.
“Mas existe uma outra dimensão, que é a dimensão da chamada liberdade de expressão. A gente não pode esquecer de que um dos temas aglutinadores da extrema direita nesses últimos anos tem sido a defesa de um tipo muito particular de liberdade de expressão, que diz respeito à maneira como a Constituição americana interpreta liberdade de expressão e que fala de uma liberdade incondicional e restrita.”
Segundo Casarões, uma liberdade que não é compatível com a maioria das legislações nacionais existentes no mundo, mas que é de interesse de grandes empresas de tecnologia, detentoras de plataformas de redes sociais.
Nesse contexto, Trump tem apoiado campanhas contra a regulamentação das redes sociais em países que a buscam, como o Brasil e a Austrália.
Ouça a íntegra do episódio aqui.
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Presidente dos EUA, Donald Trump
REUTERS/Kevin Lamarque
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 161 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 12,4 milhões de visualizações.
Trump, o Brasil e Bolsonaro
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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