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É #FAKE indenização do Banco Central de até R$ 10 mil para quem usou PIX entre 2020 e 2025; trata-se de golpe

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É #FAKE indenização do Banco Central de até R$ 10 mil para quem usou PIX entre 2020 e 2025; trata-se de golpe
Reprodução
Circula nas redes sociais um anúncio sobre uma indenização do Banco Central para pessoas que usaram o PIX entre 2020 e 2025. A publicação alega que os dados desses brasileiros foram vazados durante uma falha do sistema. É #FAKE.
Selo #FAKE
G1
🛑Como é o anúncio?
O anúncio circula nas redes sociais da Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads) desde esta terça-feira (15), com a seguinte legenda: “Atenção! Todas as pessoas que utilizaram PIX entre 2020 e 2025 podem receber uma quantia como pedido de desculpas”.
A propaganda exibe um vídeo manipulado de uma reportagem da Record, na qual um repórter afirma que o BC pagará uma indenização de até R$ 10 mil devido a um vazamento de dados.
No final, um botão de “saiba mais” redireciona a vítima a um site que imita uma página do Banco Central, exibindo o símbolo da instituição e cores do site oficial.
As falsas peças publicitárias podem ser encontradas na Biblioteca de Anúncios da Meta. Trata-se de uma central de informações sobre todas propagandas (pagas por usuários ou empresas) veiculadas nas redes da plataforma. O material aparece para o usuário de acordo com idade, gênero, localização e interesses.
❌ Como é o site falso?
Para verificar se há valores a receber, a página exige que o usuário informe seu CPF. Em seguida, a vítima é exposta a diversos recursos enganosos, usados para aumentar a sensação de credibilidade.
Primeiro, é exibido um trecho adulterado do Jornal Nacional, no qual William Bonner e Renata Vasconcellos anunciam a indenização. “Mais de 200 milhões de brasileiros foram afetados por esse vazamento de dados”, diz a jornalista.
Depois, a tela mostra um chat interativo com uma assistente do Banco Central. O recurso faz a vítima confirmar dados pessoais para seguir com o processo e envia comprovantes de transferência mentirosos.
No entanto, o site alega ser necessário pagar uma taxa para receber a indenização. A taxa cobrada seria o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o valor que será enviado.
Trata-se de um golpe do PIX, que faz a vítima repassar dados pessoais e transferir R$ 58,20 a criminosos. O valor é direcionado a uma intermediadora de pagamentos, que não deixa claro o destinatário final.
⚠️ Por que isso é mentiroso?
Consultado pelo Fato ou Fake, o Banco Central afirmou por e -mail que a indenização é falsa. A página usada no conteúdo enganoso não passa de um canal para criminosos aplicarem golpes. O único site oficial da instituição é bcb.gov.br.
Além disso, as duas reportagens exibidas foram manipuladas com inteligência artificial (IA). O Fato ou Fake submeteu os dois vídeos ao Hive Moderation, ferramenta que detecta o uso de IA em imagens e vídeos. Resultado: os áudios tem 99,9% de chances de terem sido produzidos com esse recurso.
A reportagem original da Record foi ao ar em 4 de junho de 2025, quando o Banco Central anunciou o serviço de PIX automático. No vídeo, o repórter Emerson Ramos fala sobre a nova função, mas em nenhum momento cita qualquer indenização.
Para encontrar a matéria, o Fato ou Fake buscou no YouTube da Record por títulos que citassem o termo “PIX”.
O Fato ou Fake não identificou qual vídeo do Jornal Nacional foi usado no conteúdo falso, mas não encontrou qualquer reportagem que abordasse o pagamento a “pessoas que usaram o PIX entre 2020 e 2025”.
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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