Política
Em ato com Lula, PSB oficializa apoio ao petista e Alckmin como candidato a vice-presidente
Aliança também envolve outros cinco partidos. Esta é a sexta vez que Lula disputa Presidência; pesquisa mostrou petista em primeiro lugar, com 47% das intenções de voto. Lula e Alckmin se cumprimentam em convenção do PSB após oficialização da chapa que disputará a eleição presidencial deste ano
Reprodução/PSB
O PSB fez nesta sexta-feira (29) em Brasília a convenção nacional do partido e oficializou apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano.
Também durante a convenção, o PSB confirmou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula. A votações foram feitas por aclamação, ou seja, os votos foram expressos verbalmente.
A aliança também envolve outros cinco partidos: PC do B, PV, Solidariedade, Rede e PSOL (os dois últimos ainda precisam oficializar o apoio).
Lula, Alckmin e diversos integrantes dos partidos participaram da convenção. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (28) mostrou Lula em primeiro lugar, com 47% das intenções de voto.
Datafolha: Lula tem 47% no primeiro turno, contra 29% de Bolsonaro
Em seguida, conforme o levantamento, aparecem o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, com 29%; o ex-governador Ciro Gomes (PDT), com 8%; a senadora Simone Tebet (MDB), com 2%; e o deputado André Janones (Avante), com 1%.
Esta é a sexta vez que Lula disputa a Presidência. Em 1989, o petista chegou ao segundo turno, mas perdeu para Fernando Collor (PRN). Em 1994 e em 1998, Lula também chegou ao segundo turno, mas perdeu nas duas ocasiões para Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Já em 2002, Lula foi eleito presidente no segundo turno ao derrotar José Serra (PSDB). Em 2006, se reelegeu, derrotando Geraldo Alckmin (à época no PSDB e atualmente no PSB).
Palanques regionais
O PSB já havia apoiado Lula em outras disputas presidenciais, e a composição da chapa nas eleições deste ano envolveu a definição sobre palanques regionais.
Em Pernambuco, por exemplo, o PT não terá candidato e apoiará Danilo Cabral, do PSB; em São Paulo, o pré-candidato do PSB ao governo estadual Márcio França passará a disputar o Senado para apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, ao Palácio dos Bandeirantes.
Houve também acordo para o apoio à candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao governo do Rio de Janeiro. Por lá, ainda há um impasse. O PT indicou para compor a chapa ao Senado o nome de André Ceciliano. O PSB local mantém, porém, a indicação de Alessandro Molon, recém-filiado à sigla.
Na última quarta (27), Ceciliano anunciou que o PT havia estabelecido um prazo para que Molon retirasse a candidatura. O prazo se encerraria nesta sexta, mas não houve menção durante o evento.
Molon não participou do encontro da sigla. Segundo a assessoria, ele está “tocando a campanha” ao Senado no Rio de Janeiro.
Ao chegar à convenção, Freixo disse que somente o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, poderia responder sobre a decisão. Outro filiado recente do partido, o ex-governador Flávio Dino, afirmou que a “prioridade” do partido é a candidatura de Marcelo Freixo e que ainda é preciso conversar para solucionar o impasse ao Senado. “Vamos decidir isso até 5 de agosto”, declarou.
Em discurso na convenção, Siqueira citou “questões pontuais e projetos distintos em alguns estados” e defendeu a união de partidos progressistas.
“Não temos o direito de perder estas eleições e não nos bastará vencer a disputa presidencial. É preciso formar maiorias, eleger governadores progressistas, atrair para a tarefa de reconstrução nacional o melhor que houver na política, na economia, no mundo intelectual e cultural”, disse.
A presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), relembrou, em discurso, o distanciamento entre o PSB e o PT nas eleições passadas. Segundo ela, neste ano, “ninguém titubeou”, em menção aos partidos que compõem a aliança de Lula.
“É um processo de construção da unidade da defesa da democracia. PT e PSB caminharam juntos por muito tempo, em muitas caminhadas e em muitas lutas, mas nem sempre estiveram juntos em todas as eleições que disputamos no Brasil pós abertura democrática. Isso faz parte”, afirmou.
“Aqui tem a qualidade de um projeto que estamos apresentando no Brasil, e a qualidade de lideranças que têm condições de tirar o Brasil dessa crise. […] São duas pessoas que têm experiência de gestão”, disse.
A aliança
A aliança aprovada nesta sexta-feira (29) pelo PSB será formada por meio de uma coligação. Essa modalidade consiste na união de dois ou mais partidos e possibilita às legendas, entre outros pontos, um incremento no tempo de propaganda gratuita na TV e no rádio, além de mais recursos no fundo eleitoral. Diferentemente da federação, a coligação pode ser desfeita ao final do pleito.
A campanha de Lula e Alckmin espera que, com os apoios formais, a chapa tenha o maior tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV, com início no dia 26 de agosto.
Oficialmente, a divisão do tempo deve ser conhecida somente após o término do prazo para o registro de candidaturas, em 15 de agosto.
Entre os partidos que integram a aliança, somente a federação PSOL-Rede não oficializou apoio a Lula. A convenção nacional da federação está marcada para este sábado (30).
PT oficializa pré-candidatura de Lula à Presidência e lança Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice
‘Juntar os divergentes’
A aliança nacional do PT com o PSB foi costurada a partir da entrada de Alckmin no partido. Antes, a sigla tentou discutir a entrada na federação partidária encabeçada pelo PT, mas deixou a discussão em desacordo com exigências dos petistas.
Integrante histórico do PSDB, Alckmin deixou o partido em meio a desentendimentos após 33 anos. Sondado por partidos como o PSD, o ex-governador paulista escolheu o PSB de olho nas negociações de uma chapa com Lula.
Ao anunciar a votação que confirmaria o nome de Alckmin à chapa, Carlos Siqueira classificou o ex-governador como uma das “mais honradas da política brasileira”. “O nome da simplicidade, da discrição, da competência”, afirmou.
Alckmin disse se sentir “realmente em casa”. “Hoje é dia de confraternização, de mostrar a força da nossa união em torno de Lula. É dia de o PSB abrir as portas e promover esse grande encontro suprapartidário”, afirmou
“Jamais vamos abrir mão do nosso direito de escolher livremente quem deve governar o país. Quem alega fraude tem de provar, e quem não prova tem de ser punido pela farsa de acusar. Não vamos cair no jogo da mentira. Não vamos nos render às manhas e aos desvarios de um presidente que não quer voltar para a casa. É hora de Bolsonaro ir embora”, disse.
Na última semana, Lula justificou a união com Alckmin uma citação de Paulo Freire. Segundo ele, é preciso juntar os divergentes para derrotar os antagônicos.
“Eu fui estabelecer uma aliança política com um segmento político que não era o meu”, disse, em Pernambuco.
Nesta sexta, o ex-presidente afirmou que “pouca gente acharia possível” a aliança com o PSB e o ex-governador.
“Estamos fazendo a mais importante aliança já feita entre todos os partidos de esquerda nesse país, e os partidos democráticos desse país. […] Temos uma novidade que ninguém imaginava que pudesse acontecer há seis meses, que é o companheiro Alckmin filiado ao PSB e candidato a vice-presidente da República”, afirmou.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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