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Honda CB 650R chega por R$ 58.270, com novo câmbio amigo dos iniciantes nas esportivas

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Confira a nova Honda CB 650R 2025
A Honda lançou nesta sexta-feira (25) a nova CB 650R, sua naked esportiva de média cilindrada, por R$ 58.270.
O modelo chega com o inédito sistema e-clutch, que facilita as trocas de marcha e mira diretamente na rival Yamaha MT-07, vendida por R$ 57.990. A nova geração custa R$ 5.980 a mais que a anterior — mas será que vale o investimento?
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O g1 foi à pista da marca, em Indaiatuba (SP), para ter as primeiras impressões da moto. O ponto positivo é a nova tecnologia de câmbio que as rivais não possuem e abre margem para que consumidores menos experientes se aventurem no segmento de esportivas.
Por outro lado, o preço chega muito perto da Kawasaki Z900, outra naked com motor bem maior, e que custa apenas R$ 3.120 a mais.
Tecnologia de Biz em uma esportiva?
Honda CB 650R tem motor de 86,7 cv e sistema que permite trocas de marcha sem usar a alavanca de embreagem
Divulgação | Honda
Apesar das diferenças de construção, o conceito do e-clutch lembra o sistema da Honda Biz. Para entender, é preciso saber como funciona o câmbio de uma moto.
A força do motor é transmitida à roda por meio da transmissão, composta por engrenagens (marchas) e pela embreagem. A embreagem conecta o motor às marchas, permitindo a transferência de rotação.
Na CB 650R, o câmbio é semiautomático. Diferente da Biz, que não tem manete de embreagem, a CB ainda oferece essa opção. No entanto, com o e-clutch, o acionamento da embreagem pode ser feito automaticamente, dispensando o uso da manete do lado esquerdo do guidão.
O sistema utiliza sensores e atuadores eletrônicos para prever se o piloto vai subir ou reduzir a marcha.
Um dos sensores está no pedal de câmbio, que detecta o movimento do pé. Outros parâmetros também são analisados, como velocidade, rotação do motor, posição do acelerador e da marcha, entre outros.
O eixo verde é acionado manualmente, enquanto o eixo azul é acionado pelo e-clutch
Divulgação | Honda
Como funciona na prática?
Durante o teste, o sistema mostrou vantagens claras. A principal é a facilidade para arrancar sem risco de “matar” o motor, já que o sistema gerencia a embreagem eletronicamente. Isso reduz o desgaste dos componentes e aumenta a confiança do piloto.
No trânsito urbano, a expectativa é de que o sistema torne a pilotagem mais confortável, embora o g1 ainda não tenha avaliado a moto nessas condições. Em pista, a experiência é mais fluida e esportiva, permitindo ao piloto focar apenas nas trocas de marcha pelo pedal.
As trocas são suaves e sem trancos, mesmo com o acelerador aberto. Isso acontece porque o sistema também ajusta o ponto de ignição e a injeção de combustível durante as mudanças.
Para quem está acostumado com o câmbio convencional, pode haver uma curva de aprendizado e adaptação. Mas, após alguns quilômetros, o funcionamento se torna natural. Caso o piloto prefira, é possível desativar o sistema.
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Desempenho e comparação com a MT-07
A CB 650R chega para disputar espaço com a Yamaha MT-07. A diferença de preço entre elas é de apenas R$ 280, mas a Yamaha não oferece o sistema e-clutch.
A naked da Honda tem motor de quatro cilindros e 649 cm³, contra 698 cm³ da rival. A potência é de 86,7 cv — 13 cv a mais que a MT-07 —, embora tenha perdido 1,7 cv em relação à geração anterior para atender à norma de emissões Promot 5.
O torque é de 5,8 kgfm, 1,1 kgfm a menos que o da Yamaha, também reduzido por exigência ambiental. Na pista, a MT-07 parece entregar acelerações mais empolgantes, graças ao torque superior.
A única ressalva fica por conta dos preços que as naked de média cilindrada, tanto de Honda quanto de Yamaha, alcançaram. Pois, por R$ 61.390, a Kawasaki oferece a Z900, naked com motor maior, que entrega 124 cv e muito mais (9,9 kgfm) torque.

Mais tecnologia e conforto
A CB 650R traz painel TFT de 5 polegadas com indicação da marcha ideal para arrancadas, evitando erros comuns. O modelo também recebeu novos faróis (os mesmos da CB 1000R), lanterna traseira redesenhada e entradas de ar laterais para ajudar na refrigeração do motor.
O banco tem novo desenho, mas mantém a altura de 81 cm, o que facilita a pilotagem para pessoas de menor estatura.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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