Política
Você sente que o mundo e o Brasil estão mudando muito rápido? Historiadores têm uma explicação
Valdo: Trump não autorizou diálogo da Casa Branca com o Brasil
A impressão de que o mundo atravessa, simultaneamente, guerras, colapsos climáticos, revoluções tecnológicas e conflitos políticos não é apenas sensação: é o que historiadores definem como uma aceleração da história — um período em que múltiplos processos globais se desdobram de forma interligada, intensa e imprevisível.
➡️Alguns dos fenômenos que ajudam a explicar a sensação de que o mundo chegou a um ponto de virada:
Guerras comerciais patrocinadas pelos EUA e disputa com a China
Tensões dentro das democracias liberais ocidentais
Ascensão da extrema-direita e de líderes antissistema
Conflitos armados em diversas regiões, inclusive dentro da Europa
Polarização política intensa e globalizada
Disputas culturais e avanço de guerras ideológicas
Crise climática e aumento de eventos extremos
Revolução da inteligência artificial e seus impactos no mercado de trabalho
“É um cenário de incerteza em relação ao presente e mais ainda em relação ao futuro. Considero a sensação parecida com a vivida durante a Segunda Guerra Mundial. Múltiplos atores aparecem no jogo internacional, e não há clareza sobre o que será o dia de amanhã”, diz o historiador Carlos Vidigal, da Universidade de Brasília (UnB).
Essa percepção se fortalece pela dinâmica do mundo atual. Em um planeta globalizado, decisões econômicas, conflitos militares, avanços tecnológicos e lutas ideológicas se retroalimentam e reverberam simultaneamente, impactando a vida de bilhões de pessoas.
O fim da história?
Em 1991, após o colapso da União Soviética, o historiador americano Francis Fukuyama formulou uma ideia que marcou época: a vitória da democracia liberal ocidental significaria o “fim da história” — não no sentido literal, mas como o ponto final das grandes disputas ideológicas globais.
➡️Três décadas passadas, a realidade mostra o oposto. A queda da URSS criou novos polos de instabilidade, reacendeu disputas de influência e produziu um mundo mais fragmentado. Hoje, a ideia de Fukuyama é reavaliada à luz de conflitos como a invasão da Ucrânia pela Rússia, o surgimento de potências autocratas como China e Rússia e o desgaste da democracia liberal em vários países.
Além de anunciar ‘tarifaço’ para Canadá e México, Trump afirmou que ainda está estudando medida semelhante para a China.
Getty Images via BBC
➡️Em 2022, o próprio Fukuyama voltou ao debate com o livro “Liberalism and Its Discontents” (Liberalismo e seus descontentes, em tradução livre), no qual faz uma revisão crítica de suas ideias anteriores.
Inspirando-se no ensaio de Freud “O mal-estar na civilização”, o autor reconhece que o liberalismo falhou, nas últimas décadas, em atender às expectativas de justiça social — o que contribuiu tanto para o avanço de líderes populistas à direita quanto para o descontentamento crescente entre setores da esquerda.
O cientista político Murilo Medeiros afirma que as sociedades carregam cada vez mais o “sentimento de exclusão e insatisfação” em relação às instituições democráticas.
Segundo o especialista, esta emoção é transformada em apoio por alguns grupos por meio de ento de exclusão e insatisfação” sobre as instituições democráticas frequentemente é usado para “retóricas emocionais, como medo, a raiva, a criação do inimigo externo”.
“Com o descrédito das elites, a polarização ganhou terreno entre diferentes grupos ideológicos. E tal cenário alimentado por sentimentos de exclusão e por uma busca maior de controle popular sobre as decisões políticas”, afirma Murilo Medeiros.
Guerras e militarização
O uso da força voltou ao centro da política internacional. A invasão da Ucrânia pela Rússia, os conflitos no Oriente Médio e o aumento das tensões no mar do Sul da China refletem uma nova era de expansão militar, muitas vezes comandada por líderes populistas com discurso nacionalista.
“Vamos assistir a uma nova corrida por armas e tecnologias militares. A preparação para a guerra se tornou explícita”, afirma o historiador Antônio Barbosa, da UnB.
Em 2025, segundo a Academia de Genebra, universidade suíça, havia 110 conflitos armados ativos no mundo — com maior incidência no Oriente Médio e na África. Um dos episódios mais recentes foi o ataque de Israel ao Irã, em junho, sob a justificativa de neutralizar uma ameaça nuclear.
Guerra da Ucrania
GETTY IMAGES
Blocos econômicos e disputas comerciais
Em paralelo aos conflitos, disputas comerciais e tecnológicas também remodelam a ordem global. Os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, têm adotado tarifas e sanções unilaterais como estratégia de contenção ao avanço chinês e para reafirmar sua hegemonia.
“A globalização interconecta todos os fatores”, explica o cientista político Joscimar Silva, também da UnB. “Um exemplo claro são os blocos econômicos, que atuam de forma coordenada para defender interesses comuns e redesenham o cenário geopolítico”, analisa o professor.
Ao mesmo tempo, alianças econômicas no Sul Global se fortalecem – países em desenvolvimento se organizam em blocos, como o Brics. Isso enfraquece cada vez mais a posição hemegônica dos Estados Unidos e estimulam uma ordem multipolar no mundo.
O Brasil, por exemplo, negocia acordos com União Europeia, China e países africanos, tentando ampliar sua margem de manobra geopolítica.
“O que os EUA fazem é conter a ascensão da China. Mas a potência asiática já desenvolveu tecnologias que superam as ocidentais e conquista mercados com rapidez”, diz Antônio Barbosa.
A força da China e a resposta russa
A China cresceu 5,2% no segundo trimestre de 2025, mesmo em meio à guerra comercial com os Estados Unidos. Em parceria com a Rússia, Pequim propõe um modelo alternativo à democracia liberal ocidental.
“Putin e Xi Jinping promovem a ideia de que regimes autocráticos garantem maior eficiência e coesão. Essa será uma disputa ideológica central nas próximas décadas”, avalia Felipe Loureiro, professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo.
Putin, por exemplo, age para restabelecer o prestígio russo com base em narrativas históricas, expansionismo territorial e no fortalecimento da própria figura como líder absoluto. A anexação da Crimeia, a invasão da Ucrânia e a atuação militar em países vizinhos fazem parte desse projeto.
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Polarização, identidade e disputa cultural
No plano interno dos países, o avanço de lideranças autoritárias, a polarização nas redes e o crescimento de movimentos identitários reconfiguram o ambiente político.
“Movimentos sociais surgem buscando direitos, mas também são capturados por discursos de guerra cultural por parte da extrema direita”, afirma Antônio Barbosa.
A disputa gira entre uma agenda de costumes conservadora e demandas progressistas por igualdade e diversidade — o que intensifica o clima de confronto em países como Brasil, Argentina, Estados Unidos, Hungria e Itália.
“A liderança populista surfa na onda do medo, da desinformação e da nostalgia de um passado hierárquico. As redes sociais reforçam as bolhas e simplificam debates profundos”, analisa o antropólogo Ismael Silva, da UnB.
Revolução tecnológica e o futuro do trabalho
A inteligência artificial (IA) e a automação impõem um novo salto civilizacional. O Fórum Econômico Mundial estima que, até 2030, 92 milhões de empregos podem desaparecer, mas 170 milhões de novas vagas devem surgir — exigindo maior qualificação e reestruturação do mercado de trabalho.
Segundo o historiador Carlos Vidigal, da UnB, o acesso desigual à tecnologia pode ampliar abismos sociais. E a regulação da IA, se vier, terá de ser construída em colaboração com os setores produtivos e os governos — sob risco de ampliar ainda mais a instabilidade global.
“Esse padrão se repete desde a Primeira Revolução Industrial. Mas agora, a desigualdade pode se aprofundar ainda mais”, alerta Vidigal.
Um novo ponto de inflexão
O “fim da história” previsto por Fukuyama não se concretizou. Em vez disso, o mundo assiste a uma nova disputa por poder, tecnologia, recursos e narrativas.
Democracias passam por crises de identidade e autocracias se fortalecem, entre o Ocidente e modelos alternativos, entre o passado que resiste e um futuro em redefinição.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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