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Fabricação de geleias garante renda em pequenas propriedades rurais

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Fabricação de geleias garante renda em pequenas propriedades rurais
TV TEM/Reprodução
Com 350 pés de frutas como morango, framboesa, limão-siciliano e dois tipos de amora, uma pequena propriedade em Jundiaí (SP) se transformou em um negócio lucrativo e saboroso. É de lá que Eva Campos produz geleias artesanais que fazem sucesso nas feiras e no café da manhã dos clientes.
A tradição no preparo, o cuidado com a terra e o uso de ingredientes naturais fazem das geleias um exemplo de como pequenos produtores podem agregar valor à produção rural e conquistar novos mercados, sem abrir mão do sabor nem das raízes no campo.
Debaixo de uma estufa de 300 metros quadrados, Eva cuida com carinho de morangos, framboesas, amoras e limões. As frutas colhidas ali vão direto para a cozinha do sítio, onde se transformam em geleias artesanais feitas com calma, no fogão a lenha, sem conservantes.
“É uma fruta em potinho, com pouquíssimo açúcar e sem nada químico. Vai bem com pão, sorvete ou no café da tarde”, diz a produtora, que começou a preparar as geleias para evitar o desperdício das frutas fora do ponto ideal de venda in natura.
Entre os sabores preferidos do público estão combinações como morango com limão-siciliano e manga com maracujá. Ela vende mais de 100 unidades por mês apenas nas feiras regionais. O retorno financeiro ajuda na manutenção da propriedade e na contratação pontual de mão de obra.
“O rendimento é bom. Ajuda com combustível, alimentos, até no cuidado da estufa. É um trabalho que vale a pena e traz muito prazer”, afirma.
Produção o ano todo
Na vizinhança, a família Pavan também se dedica à produção de geleias, mesmo na entressafra. Quando não há frutas no sítio, o caminho é a parceria com produtores vizinhos.
“Buscamos sempre ingredientes direto do campo, com qualidade, pra manter o padrão natural do nosso produto”, explica Clara Pafan.
Assim, a linha de produção nunca para. Todos os dias, potes de geleias, picles e patês saem fresquinhos da cozinha rural, com receitas que aproveitam as safras e mantêm viva a cultura da produção artesanal.
Com 16 sabores diferentes, a produção da família Pavan chega a mais de 10 mil potes por mês e conta com oito funcionários. Apesar do crescimento, tudo continua sendo feito à mão. Uma das receitas, a geleia de caju com pimenta, foi premiada pelo Ministério da Agricultura como a melhor do estado de São Paulo e está entre as cinco melhores do Brasil.
A ideia veio da cientista de alimentos Verônica Pavan. “Testamos várias especiarias, mas o caju com pimenta agradou todo mundo. É um agridoce equilibrado que surpreende”, diz.
Veja a reportagem exibida no programa em 27/07/2025:
Fabricação de geleias garante renda em pequenas propriedades rurais
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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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