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Economia

Plano de contingência está sendo elaborado, mas governo brasileiro continua a dialogar com os EUA, diz Alckmin

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A quatro dias do tarifaço, Lula cobra postura civilizada dos EUA
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo federal está preparando um plano de contingência para apoiar os setores brasileiros que serão impactados pelo aumento de tarifas de importação anunciado pelos Estados Unidos — o chamado tarifaço, que começa a vigorar nesta quinta-feira (1º).
“Estamos dialogando neste momento pelos canais institucionais e com a devida reserva. Quando tiver algo a ser anunciado, vocês serão os primeiros a saber. O plano de contingência está sendo elaborado, bastante completo, bem feito, mas todo o empenho agora é para buscar resolver o problema”, declarou Alckmin.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia informado que a equipe econômica trabalha em medidas de apoio aos setores atingidos pela medida americana.
O tarifaço prevê a aplicação de uma sobretaxa de até 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a partir de 1º de agosto. A decisão do governo norte-americano afeta setores como aço, alumínio, minerais críticos e veículos elétricos.
Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o aumento das tarifas pode impactar cerca de 10 mil empresas brasileiras exportadoras, responsáveis por aproximadamente 3,2 milhões de empregos no país.
Chance de conversa com Trump
Ao ser questionado se conversou com o presidente Lula sobre uma possível conversa com Donald Trump, Alckmin afirmou que o assunto não foi levado, mas que Lula “é o homem do diálogo, sempre defendeu o diálogo”.
O governo brasileiro tem enfrentado dificuldades para negociar as tarifas junto ao governo norte-americano.
Na semana passada, Lula afirmou que o republicano “não quer conversar” sobre o tarifaço e disse que o Brasil está disposto a avançar nas negociações, desde que os EUA também tenham interesse.
A interlocutores, o presidente brasileiro também já reclamou da falta de um canal direto de negociação com Trump. O petista relatou que, embora existam conversas em nível diplomático, elas não chegam à Casa Branca.
No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao Brasil e anunciou uma taxa de 50% sobre os produtos brasileiros importados. A medida está prevista para começar a valer no dia 1º de agosto.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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