Política
Quem é Angelo Bonelli, deputado italiano que diz ter dado endereço de Carla Zambelli à polícia
Angelo Bonelli questionou presença de Carla Zambelli em discurso no parlamento italiano
O deputado italiano Angelo Bonelli, do grupo Alleanza Verdi e Sinistra, afirmou em publicação no X que foi ele quem forneceu à polícia o endereço onde Carla Zambelli (PL-SP) estava hospedada em Roma. A deputada federal brasileira foi presa na capital italiana na tarde desta terça-feira (29).
Segundo a polícia, Zambelli foi levada a uma delegacia local e, a partir de agora, as autoridades italianas têm até 48 horas para definir sobre sua soltura, extradição ou prisão domiciliar.
Em junho, Angelo Bonelli protocolou uma interpelação formal aos ministros das Relações Exteriores, da Justiça e do Interior da Itália cobrando uma posição do governo italiano sobre o caso. No documento, Bonelli pedia que o governo italiano esclareça se pretende colaborar com o Brasil, inclusive via Interpol, para garantir o cumprimento da Lei nº 144/1991 — que rege o tratado de extradição entre os dois países (relembre no vídeo acima).
Há uma semana, ele fez um discurso no parlamento italiano questionando a permanência de Zambelli na Itália (veja no vídeo acima).
“O governo continua em silêncio sobre o caso Zambelli. Por que uma pessoa procurada e condenada no Brasil pode viver tranquilamente na Itália sem ser presa?”, escreveu o deputado em publicação compartilhada em seu Instagram.
Quem é Angelo Bonelli
Deputado Angelo Bonelli, que entregou Zambelli
Reprodução
Angelo Bonelli, 62, é um deputado italiano e uma das lideranças do Aliança Verde-Esquerda, uma coligação de esquerda que faz oposição ao governo da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
Foi eleito na XIX legislatura em 2022 pelo distrito de Imola, na Emília-Romagna, e atua como secretário da Comissão de Meio Ambiente.
À GloboNews, o deputado disse que chamou a polícia após receber a informação que Zambelli havia sido vista em um bairro chamado Aurelio. Os agentes foram ao local cerca de duas horas depois e encontraram a parlamentar em um apartamento.
Em suas rede sociais, Angelo Bonelli faz posts em defesa da Palestina e contra os líderes da extrema-direita italiana. Ele também faz várias postagens em defesa da preservação da Amazônia e, em alguns destes conteúdos, fala sobre o Brasil.
Em 9 outubro de 2022, entre o 1º e 2º turno da eleição brasileira, ele postou uma foto ao lado de Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, e em apoio ao então candidato Lula.
“Com @marinasilva em #SãoPaulo em apoio a @lulaoficial. Marina, deputada federal, é uma liderança ecologista de renome mundial. Amiga de Chico #Mendes, assassinado por pistoleiros da Amazônia. Defender o meio ambiente, os direitos humanos e sociais: trabalharemos juntos por isso”, ele escreveu
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Veja o discurso de Angelo Bonelli sobre Zambelli
No dia 16 de julho, Angelo Bonelli compartilhou em seu Instagram um trecho do discurso que fez no Parlamento italiano no qual questiona as autoridades do país sobre o caso Zambelli. Veja a íntegra abaixo:
“Senhor ministro, você foi informado por este que vos fala muito antes da chegada de Carla Zambelli à Itália. Já era de conhecimento público sua intenção de vir para cá pois ela mesma afirmou, com todas as letras: ‘sou cidadã italiana, portanto sou intocável’. Francamente, considero inadmissível que se use a cidadania italiana para se declarar intocável. Inadmissível. Isso vale para qualquer cidadão italiano, não somente para aquele que cometeu crimes graves em seu país de origem. Mas o que considero ainda mais grave é o fato de que essa pessoa utiliza perfis no Instagram, divulga vídeos e, mesmo com contas bancárias bloqueadas, vive tranquilamente na Itália. O que levanta a evidente suspeita de que alguém esteja oferecendo apoio logístico e político. Quero chamar a atenção para um ponto relevante porque não pretendo me substituir ao Ministério do Interior, senhor ministro. O advogado de Carla Zambelli, Fabio Pagnozzi, declarou publicamente que está em contato com as autoridades italianas. Portanto, há uma questão: existe algo que o governo não quer revelar ao país sobre esses contatos em andamento? Então, caso isso não seja verdade, que fosse desmentido porque a questão é delicada. Em todas as agências e jornais, o advogado Pagnozzi afirmou estar em contato com autoridades italianas. Também afirmou que está em contato com algumas forças políticas em vista de uma eventual candidatura de Zambelli nas próximas eleições. Então, o que está acontecendo senhor ministro? Como explicar que com toda a competência das forças policiais italianas ninguém seja capaz de localizar essa pessoa? Isso nos leva inevitavelmente a pensar que ela conta com uma proteção política neste país e isso, francamente, seria um fato extremamente grave.”
Infográfico mostra fuga de Carla Zambelli até prisão na Itália.
Arte/g1
As investigações sobre Carla Zambelli
A deputada brasileira Carla Zambelli foi condenada em maio pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos e 8 meses de prisão, por participação em um esquema para inserir mandados de prisão falsos contra autoridades no sistema do Conselho Nacional de Justiça, com o auxílio do hacker Walter Delgatti Neto.
Ela também teve o mandato cassado e foi declarada inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, por disseminação de desinformação eleitoral em 2022.
Zambelli também é investigada em dois inquéritos sigilosos no STF. Um deles, é o chamado “inquérito das fake news”, que apura a disseminação de notícias falsas e ataques a ministros do Supremo.
O outro, o inquérito das milícias digitais, investiga a suposta participação da deputada em articulações golpistas após o resultado das eleições de 2022.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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