Política
União Brasil anuncia Soraya Thronicke como pré-candidata à Presidência após desistência de Bivar; convenção será na sexta
Oficialização da chapa está marcada para a sexta-feira (5), quando ocorre a convenção nacional da sigla. No último domingo (31), Bivar anunciou que não seria candidato ao Planalto e lançou o nome de Soraya. Políticos do União Brasil em coletiva de imprensa em São Paulo nesta terça-feira (2). Da esquerda para a direita: Soraya Thronicke; Junior Bozzella, Luciano Bivar, Geninho Zuliani, Milton Leite, Jorge Tadeu Mudalen e Antônio Rueda
Reprodução/GloboNews
O partido União Brasil anunciou nesta terça-feira (2) a pré-candidatura à Presidência da República de Soraya Thronicke. A oficialização da chapa está marcada para a sexta-feira (5), quando ocorre a convenção nacional da sigla.
O anúncio ocorreu em evento em São Paulo com a presença de políticos paulistas do partido, como o vereador Milton Leite, e também do presidente nacional da sigla, Luciano Bivar.
Em discurso, Bivar disse que a candidatura de Soraya Thronicke deve ser confirmada nesta sexta.
“Sexta-feira seu nome está submetido à convenção nacional”, disse.
No mesmo evento, o presidente interno do partido, Antônio Rueda, declarou que a candidatura de Soraya teve uma aceitação “excepcional” entre os correligionários e que seu nome é “consenso” no partido.
“Toda a comissão instituidora está muito confortável. Consultei todos nossos pré-candidatos ao governo e todos fizeram fileira em torno do nome da Soraya”, declarou Rueda.
Apoio a Rodrigo Garcia
Durante o mesmo evento, os políticos do União Brasil anunciaram o apoio do partido à candidatura de Rodrigo Garcia (PSDB) para o governo do estado de São Paulo.
“Rodrigo Garcia é nosso candidato aqui a governador”, disse Bivar.
Os representantes, no entanto, não confirmaram a indicação de um nome do partido para ser candidato a vice na chapa de Garcia. O vice-presidente do União Brasil, Eduardo Rueda, confirmou que seu nome foi um dos citados para a chapa, mas outros quadros também poderiam ser escolhidos.
“Eu não tenho dúvida de que todos os nomes que compõem o nosso partido são fortes nomes”, declarou Rueda.
Desistência de Bivar
No último domingo (31), Bivar anunciou que não seria candidato ao Palácio do Planalto em um evento em Recife.
“Resolvi voltar e continuar na Câmara Federal com ajuda de vocês para que a gente possa continuar presidindo o partido com a força que tem nosso partido, nossos parlamentares e todos os que compõem o União Brasil”, discursou, confirmando a candidatura à reeleição.
No mesmo evento, o presidente da sigla declarou que a senadora pelo Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke, seria a candidata do partido ao Palácio do Planalto. “Quero parabenizar meu Senado Federal, na pessoa da senadora Soraya Thronicke, que em breve estará em Pernambuco se apresentando como alternativa para nosso país”, afirmou.
O nome dela tem sido defendido por líderes do partido como forma de equalizar gastos do Fundo Eleitoral – já que a legislação atual impõe uma cota mínima de gastos para a candidatura de mulheres.
Bivar disse, ainda, que é preciso defender a democracia e falou que esse foi um dos propósitos para a criação do União Brasil, com a união do PSL e DEM.
“Eu tenho absoluta convicção de que nós queremos o que o União Brasil pretende. Dois partidos que fundiram-se para dar segurança política, segurança institucional ao país. Porque eu talvez seja um dos poucos aqui que vivi um momento delicado quando era estudante da faculdade de direito. A gente precisa, antes de tudo, preservar nossa democracia, a liberdade de tantos jovens que querem realmente prestar seu trabalho e inteligência em desenvolvimento do nosso país”, declarou.
O anúncio da desistência ocorreu no mesmo evento em que o União Brasil oficializou a candidatura do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União) ao governo de Pernambuco. O ato ocorreu no Clube Internacional, na Madalena, na Zona Oeste.
A desistência de Bivar havia sido antecipada pelo colunista Gerson Camarotti. Ao blog, dirigentes do partido contaram que o presidente nacional do União se queixava de um possível “abandono” nos palanques estaduais, embora soubesse que sua candidatura estava sendo prevista apenas para marcar posição – sem qualquer compromisso de apoio real nas bases.
Bivar não pontuou na última pesquisa Datafolha que mediu as intenções de voto para presidente de República.
O empresário Luciano Bivar tem 77 anos. Formado em Direito, fez pós-graduação em Educação Financeira em Illinois, nos Estados Unidos. Bivar está no seu terceiro mandato como deputado federal por Pernambuco. Foi eleito pela primeira vez em 1998. Antes, em 1994, participou da fundação do PSL, partido que presidiu até a criação do União Brasil.
Bivar também foi presidente do Sport, tendo deixado o cargo em 2013 para se candidatar a deputado federal.
O União Brasil é um partido criado em outubro de 2021 como resultado da fusão entre PSL e DEM. O presidente Jair Bolsonaro, que agora tenta a reeleição pelo PL, chegou ao poder filiado ao PSL. Ele deixou a legenda em novembro de 2019 após uma série de desentendimentos com Bivar.
A crise entre Bivar e Bolsonaro se tornou pública em outubro de 2019, quando o presidente se dirigiu a um apoiador e pediu para ele “esquecer” o partido, argumentando que Bivar estava “queimado para caramba”.
A saída de Bolsonaro do PSL desencadeou uma crise no extinto partido, dividindo as alas ligadas a ele e a Bivar.
O União Brasil tem a maior bancada no Congresso e, por isso, é o partido que vai receber o maior valor de Fundo Eleitoral nas eleições deste ano: R$ 782,5 milhões, bem como um dos maiores tempos de TV nas propagandas eleitorais. A distribuição leva em conta o número de candidatos eleitos pelo partido na última eleição.
Por isso, o apoio do partido tem sido disputado pelos candidatos ao Planalto. O próprio ex-presidente Lula (PT), candidato à presidência, articulou a desistência de Bivar.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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