Economia
Colher fruta no pé é uma das riquezas de quem vive na zona rural
Produtores de frutas no interior de SP fazem da colheita um momento de união
Reprodução/TV TEM
No sítio de Rosemeire Tobias, em Bálsamo (SP), não dá para não se surpreender: em cada canto há uma fruta diferente. É como se fossem vários pomares ao mesmo tempo.
A produtora cultiva mais de 30 espécies de frutas na propriedade e o pomar abastece a família. Além disso, o manejo muda de acordo com a variedade, e Rosemeire garante que, com os cuidados certos, a oferta dura praticamente o ano todo.
Rosemeire explica que, atualmente, está colhendo laranja, mamão, maracujá e limão, frutos de época. Ela também lembra que algumas espécies, se forem regadas corretamente, mantêm uma produção mais longa que outras, que só produzem quando estão em temporada.
Em outro sítio, em Guapiaçu (SP), o espaço de Neuza Camarim é mais do que uma plantação de frutas. É também um local de convivência, reuniões de família e contato com a natureza. Ela cultiva diversas espécies e compartilha a colheita com amigos e familiares.
O agrônomo Varlei Perozin lembra que é necessário cuidar do solo antes do plantio e que cada espécie precisa de um cuidado especial. Além disso, as plantas menores devem ser cultivadas em locais diferentes para que uma não atrapalhe o desenvolvimento das outras.
Veja a reportagem exibida no programa em 10/08/2025:
Colher fruta no pé é uma das riquezas de quem vive na zona rural
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Economia
Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários
Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.
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