Economia
Dólar abre nesta manhã com mercado à espera de plano do governo após ‘tarifaço’ e declarações de Galípolo
Alckmin diz que governo não quer retaliar os EUA por tarifaço
O dólar abriu nesta segunda-feira (11) com leve alta de 0,9%, cotado a R$ 5,442. As negociações no Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
▶️ Após uma semana de tensões entre os Estados Unidos e o Brasil, o governo Lula deve alinhar os últimos detalhes do plano de contingência em resposta à taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A expectativa é que as medidas sejam anunciadas até amanhã.
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▶️Ainda no Brasil, o mercado acompanha a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em busca de sinais sobre o próximo corte da Selic, em uma semana marcada pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho.
▶️Antes do IPCA, os investidores avaliam as novas projeções para a economia brasileira com a divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central (BC) nesta segunda. O mercado financeiro reduziu, pela décima primeira semana consecutiva, a estimativa de inflação para este ano.
▶️ No exterior, os índices futuros em Nova York registram leves altas, em meio a uma semana de divulgação de indicadores que podem definir os rumos dos juros nos próximos meses.
Veja abaixo como esses fatores impactam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -1,96%;
Acumulado do mês: -2,95%;
Acumulado do ano: -12,04%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +2,62%;
Acumulado do mês: +2,14%;
Acumulado do ano: +12,99%.
Petrobras divulga balanço
O Ibovespa foi puxado para baixo pelo balanço da Petrobras, referente ao segundo trimestre deste ano, no qual a companhia reportou um lucro de R$ 26,7 bilhões na noite de ontem.
O pagamento aprovado de R$ 8,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio ficou abaixo das expectativas do mercado — a XP, por exemplo, projetava cerca de R$ 12 bilhões.
Também chamou atenção dos investidores o anúncio de novos investimentos no plano estratégico, em especial a decisão do conselho de incluir a distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha.
Com isso, ambas as ações da Petrobras tiveram forte queda nesta sexta-feira:
PETR3: -7,95%
PETR4: -6,15%
As ações da Petrobras correspondem a cerca de 10% da composição do índice. Por isso, quando elas caem, costumam afetar negativamente o desempenho da bolsa.
De acordo com a consultoria Elos Ayta, o valor de mercado da estatal teve uma retração de R$ 31,95 bilhões em relação ao fechamento anterior. A Petrobras agora vale R$ 410,24 bilhões.
“Em 2025, o ponto mais alto de valorização da Petrobras ocorreu em 20 de fevereiro, quando atingiu R$ 525,99 bilhões. Desde então, a estatal acumula uma desvalorização de R$ 115,75 bilhões, montante superior ao valor de mercado do Banco do Brasil (R$ 108 bilhões)”, diz Einar Rivero, da Elos Ayta.
“O recorde histórico, no entanto, foi registrado em 19 de fevereiro de 2024, com R$ 566,97 bilhões. Comparando com o fechamento de 8 de agosto de 2025, a perda acumulada é de R$ 156,73 bilhões, praticamente equivalente ao valor de mercado do Bradesco (R$ 155 bilhões).”
Desdobramentos do tarifaço
O tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, continua afetando a geopolítica e a economia global.
Ontem, o presidente Lula teve uma conversa por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Eles discutiram a sobretaxa de 50% cobrada pelos EUA para itens importados dos países e trocaram informações sobre suas plataformas de pagamento virtual (PIX e UPI).
Lula faz um esforço para abrir mercados para produtos brasileiros na Índia e avalia uma visita ao país em 2026.
O governo já não acredita em acordo com os EUA no curto prazo. A avaliação é de que Trump não está disposto a negociar, podendo, inclusive, impor novas sanções ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Mesmo com os esforços do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda), a avaliação é de que dificilmente haverá novas exceções ou redução das sobretaxas.
A decisão depende diretamente de Trump, que só cede caso veja benefício político ou econômico para a população americana — como ocorreu em negociações com Japão e União Europeia.
No caso brasileiro, Trump condicionou a revisão do tarifaço ao fim dos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado e atualmente em prisão domiciliar.
Sem acordo à vista, Lula determinou que o Ministério da Fazenda elabore uma lista de retaliações comerciais previstas na Lei da Reciprocidade, com participação dos ministérios da Indústria e das Relações Exteriores.
A lista será apresentada na próxima semana. Entre as medidas cogitadas nos bastidores está a quebra de patentes de medicamentos importados.
Trump se reúne com Putin
No exterior, o mercado observa com expectativa o encontro entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin. Nesta sexta-feira (8) venceu o prazo dado por Trump para uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia.
🔎 Será o primeiro encontro entre líderes dos EUA e da Rússia desde junho de 2021, quando Putin e Joe Biden se reuniram em Genebra. A invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, aprofundou a crise entre Rússia e o Ocidente.
O governo russo descarta um acordo diplomático, segundo as agências de notícias, principalmente por causa da vantagem militar sobre a Ucrânia. Mesmo assim, Putin diz estar disposto a negociar uma paz duradoura.
Mercados globais
Em Nova York, as bolsas operavam em alta às 14h15: Dow Jones subia 0,28%, S&P 500 avançava 0,57%, e Nasdaq tinha alta de 0,81%.
Os mercados reagiram à indicação de Trump de Stephen Miran, presidente do Conselho de Assessores Econômicos, para diretor do Fed. O mandato vai até 31 de janeiro de 2026, mas depende da aprovação do Senado.
Miran substituirá Adriana Kugler, que renunciou inesperadamente na semana passada para voltar a ser professora titular na Universidade de Georgetown.
Na Europa, os mercados seguiram as negociações entre Trump e Putin, mas fecharam sem tendência clara.
O índice Stoxx 600 e o CAC 40, de Paris, avançaram 0,25% e 0,44%, aos 547,40 e 7.743 pontos, respectivamente. Já a bolsa de Londres (FTSE 100) caiu 0,06%, aos 9.095,73 pontos, e Frankfurt (DAX) recuou 0,12%, para 21.162,86 pontos.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa, exceto a Nikkei, do Japão. Investidores japoneses reagiram ao anúncio do negociador Ryosei Akazawa de que os EUA concordaram em acabar com o acúmulo de tarifas universais e reduzir impostos sobre automóveis.
Dólar vive disparada nos últimos dias
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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