Economia
‘Febre’ do Labubu deve fazer receita da Pop Mart chegar a US$ 4 bilhões em 2025
Labubu ou Lafufu? Saiba como diferenciar os monstrinhos
O diretor-presidente da Pop Mart, Wang Ning, afirmou na quarta-feira (20) que a empresa de brinquedos está no caminho para atingir a meta de receita de 20 bilhões de yuans (US$ 2,78 bilhões) em 2025 e que “30 bilhões (US$ 4,18 bilhões) neste ano também devem ser bastante fáceis”.
Fundada por Wang em 2010, a companhia divulgou na véspera resultados semestrais recordes. A fabricante da boneca Labubu registrou lucro líquido quase 400% maior, impulsionado pela forte demanda.
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Na quarta-feira, a Pop Mart foi a ação mais negociada em volume financeiro na Bolsa de Hong Kong. Os papéis avançaram mais de 12,5%, alcançando o maior fechamento desde a estreia da companhia no pregão, em dezembro de 2020.
Executivos também informaram que a empresa avalia expandir para mercados emergentes no Oriente Médio, Europa Central e América Latina.
“Em relação aos mercados internacionais, seguimos muito otimistas e acreditamos que ainda há amplo espaço para crescimento”, disse Wang. Ele acrescentou que, neste ano, as vendas na América do Norte e na Ásia-Pacífico devem, juntas, igualar as vendas da China em 2024.
Nos Estados Unidos, onde a companhia já possui cerca de 40 lojas, Wang afirmou que a Pop Mart entrará em uma fase de “abertura relativamente rápida de lojas” nos próximos um ou dois anos, com a previsão de inaugurar outras dez unidades até o fim de 2025.
O principal negócio da Pop Mart é a produção e venda de brinquedos colecionáveis, muitos desenvolvidos em parceria com artistas e comercializados em blind boxes — caixas-surpresa que custam entre US$ 10 e US$ 20, sem revelar ao consumidor qual versão do brinquedo está dentro.
O personagem Labubu, sorridente integrante da série The Monsters, criada por Kasing Lung, tornou-se um fenômeno global, conquistando celebridades como Rihanna e David Beckham. Até agora mais popular como acessório de bolsa, o brinquedo ganhará nesta semana uma versão mini, que pode ser acoplada a celulares.
Segundo a empresa, a série The Monsters arrecadou 4,81 bilhões de yuans (US$ 669,9 milhões) no primeiro semestre, representando 34,7% da receita total. Outras quatro linhas superaram 1 bilhão de yuans no período, incluindo Molly e Crybaby.
“Esperamos reposições de séries existentes e o lançamento de novas edições para sustentar o crescimento dos lucros no segundo semestre. Ainda assim, acreditamos que as ações seguem supervalorizadas, já que investidores ignoram o alto risco do negócio no longo prazo”, avaliou o analista Jeff Zhang, da Morningstar.
No acumulado do ano, os papéis da Pop Mart já saltaram mais de 230%, tornando a companhia mais valiosa que tradicionais gigantes do setor, como a fabricante da Barbie, Mattel (MAT.O), e a controladora da Hello Kitty, Sanrio (8136.T), com valor de mercado acima de US$ 50 bilhões.
O próximo objetivo da Pop Mart é construir um império nos moldes da Disney. Executivos afirmaram que a empresa está otimista quanto a oportunidades de levar seus personagens para filmes de animação e parques temáticos — ainda que, no curto prazo, essas iniciativas não devam gerar receitas diretas significativas.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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