Economia
De Adamantina para o mundo: marca de roupas ganha espaço no mercado internacional e participa de desfile de moda na Itália
Desfile de moda foi realizado no mês de julho na Itália
Cedida
Para muitas meninas, a infância foi marcada pelo momento de brincar com as bonecas, de vesti-las com as melhores roupinhas e mudar os sapatos de acordo com a ocasião. Para a proprietária e diretora criativa da marca Clariá, Maria Clara Paloni Silva, a brincadeira era ao contrário, na história fictícia, a personagem era a vendedora das roupas e ajudava as amigas na escolha do look perfeito.
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A paixão de Maria pela moda foi tanta que ultrapassou os brinquedos, chegou ao mundo real e, quase como um toque de mágica (que levou alguns anos), se tornou realidade na vida dela por meio de seu primeiro e maior empreendimento: a sua própria marca de roupas.
De uma loja inaugurada em agosto de 2016, em Adamantina (SP), as peças ganham visibilidade em outros estados do Brasil e, no mês de julho de 2025, foram desfiladas no Torino Fashion Week, na Itália.
Desfile de moda foi realizado no mês de julho na Itália
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O desfile, que marca a semana de moda italiana, é conhecido por ser como uma espécie de “vitrine” para empreendedores que buscam se conectar com o mercado global e, neste ano, a Clariá foi uma das selecionadas para fazer parte do evento internacional.
Conforme a fundadora da marca, de 29 anos, a participação no evento reforçou o vínculo internacional da empresa, que aposta em peças atemporais, com informação de moda que traduza os gostos de uma mulher contemporânea.
“Fomos convidadas pela ITALCAM (câmara de comércio italiana) para ser uma das primeiras marcas brasileiras a se apresentar em uma passarela italiana, de forma independente, sem colaborações. Foi uma grande conquista esse convite, não pensei duas vezes e abracei isso! Dei o meu melhor!”, contou Maria ao g1.
Desfile de moda foi realizado no mês de julho na Itália
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“Eu e minha equipe fizemos o possível para entregar uma apresentação a altura de uma passarela italiana, e chegamos lá! Há dois anos, inauguramos a nossa primeira loja na Itália e, desde então, a gente vem construindo uma história lá”, expressou a fundadora da marca.
Durante a entrevista ao g1, Maria divulgou em primeira mão que, por meio do desfile em Torino, a marca foi convidada para participar da Milão Fashion Week, entretanto, como seria já em setembro, a profissional contou que “ficou muito em cima” e que “acabaram recusando o convite “, mas que estão com expectativa de serem convidados para a próxima temporada.
Ao todo, foram apresentados na Itália 15 looks, totalizando 29 peças (referências).
Desfile de moda foi realizado no mês de julho na Itália
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Questionada sobre o que a Clariá significa para ela, Maria compartilhou que é a sua história e que transformou não apenas a vida dela, mas de todos os familiares.
“São nove anos vivendo cada detalhe, cada conquista, cada desafio. É algo que transformou não só a minha vida, mas a da minha família também, porque tudo que construímos juntos está ligado a ela”, disse Maria.
“Viver a Clariá é viver o que escolhi para mim, e ver as pessoas se conectarem com o que faço me dá propósito, alegria e a certeza de que escolhi o caminho certo. É, de verdade, uma das maiores felicidades da minha vida!”, ressaltou ao g1.
Desfile de moda foi realizado no mês de julho na Itália
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Um novo conceito de moda 🌟
Com foco em peças de alfaiataria, Maria contou que a Clariá é uma marca de casual wear, que nasceu pensando na mulher, e disse não acreditar em limitar quem pode ou não vestir as peças.
“Nossa modelagem e identidade conversam com um público que busca sofisticação e autenticidade. Então, mesmo tendo um foco, acreditamos que a moda é livre e democrática, e queremos que qualquer pessoa que se identifique com a marca se sinta à vontade para usá-la!”, detalhou a fundadora.
Atualmente, a marca possui oito lojas físicas, nas cidades de Adamantina, Osvaldo Cruz (SP), Tupã (SP), Presidente Prudente (SP), Dracena (SP), Presidente Venceslau (SP), São José do Rio Preto (SP) e uma unidade na Itália, no Lago di Garda, e também está presente no ecommerce.
Atualmente, a marca possui oito lojas físicas
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Inspiração que ultrapassa gerações 🧵
A proprietária da Clariá compartilhou ao g1 que foi criada com a avó que era costureira em Adamantina, e foi lá, na casa em que moravam, que o despertar para a moda de Maria aconteceu.
“Eu fui criada com a minha avó e ela é uma costureira de primeira, foi a profissão dela por muitos anos, então eu acompanhei ela costurando roupas de muitas famílias da minha cidade, de muitas pessoas mesmo, inclusive minhas próprias roupas. Depois que comecei a ter essa noção, eu ia em uma loja de tecido, comprava o tecido sem saber se ia dar certo o modelo que eu estava idealizando e eu explicava para ela como eu queria”, contou ao g1.
Proprietária da Clariá ao lado de sua avó
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“Eu lembro perfeitamente assim: eu de novinha brincando de Barbie com as minhas amigas, e eu era vendedora de roupa, a profissão dela [da boneca] era vender roupa, então eu ficava ali brincando, ela atrás do balcão, mostrando pra cliente o que ela tinha que comprar, dando dicas de looks”, relembrou Maria ao contar sobre a infância.
“A Ideia de criar a marca vem dessa paixão de menininha, de criança mesmo, por esse universo. Quando eu precisei escolher o que eu ia fazer no profissional, o que eu ia cursar, eu já sabia que era moda”, disse Maria.
Fundadora da Clariá ao lado dos pais e do irmão
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Ao falar sobre a sua família, Maria se emociona e diz que “a Clariá não seria nem a metade do que ela é sem eles”.
“Sem dúvidas eu não estaria onde eu estou hoje se eu não tivesse o apoio da minha família, não só financeiro (que claramente foi muito importante para o início), mas o apoio emocional, a presença deles, de estarem comigo em todas as inaugurações, de participarem da produção… Tudo isso foi importantíssimo, não teve um minuto sequer que eles não estiveram ao meu lado”, completou a proprietária da marca.
A proprietária da Clariá e o noivo em uma das lojas da marca
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Pequenos passos, grandes conquistas 🙌
Ao se lembrar do início da carreira, a fundadora da Clariá compartilhou uma de suas “pequenas alegrias”, aquelas que, para alguns pode parecer bobeira mas, que para você, faz todo o sentido, sabe?
“Desde o primeiro momento da Clariá até então, vivi momentos inesquecíveis mas, sem dúvidas, me marcou muito a primeira vez, depois da inauguração da loja, que encontrei com uma cliente usando uma peça desenvolvida por mim, da minha marca, em um evento. Isso brilhou muito os meus olhos!”, enfatizou Maria.
Fundadora da Clariá contou que, apesar dos desafios, nunca pensou em desistir da loja
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Maria contou ao g1 que, no começo, um dos principais desafios que encontrou em iniciar a marca própria do zero era de encontrar os fornecedores.
“A gente sabe que, para você comprar tecidos, aviamentos, você precisa ter um grande volume para comprar num valor de atacado, ou então você teria que comprar no varejo e o custo elevaria, assim, triplicaria, né? Então esse foi um dos principais desafios, a parte de encontrar esses fornecedores que também abraçassem o projeto”, esclareceu Maria.
Atualmente, a marca possui oito lojas físicas
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“Eu lembro que eu e meu pai, a gente tinha uma historinha pronta para contar para eles [fornecedores]. A gente falava ‘olha, nós estamos começando hoje (2016) com uma loja, mas a nossa ideia é no final do ano já ter mais uma, 2017 outra’. A gente mostrava um mapa onde nós estaríamos com a Clariá, quais as cidades que nós levaríamos e eles compraram essa essa ideia”, expôs ao g1.
“Eles começaram a nos fornecer 10, 15 metros de tecido e hoje a gente chega a comprar 800, 900, mil metros de tecidos de alguns artigos desses mesmos fornecedores que há nove anos atrás começaram com a gente”, concluiu Maria.
Fachada da loja Clariá, na Itália
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Como é viver um sonho? 💭
Ao g1, Maria contou que ter uma de suas lojas em Presidente Prudente (SP) fazia parte de seus sonhos, pois além de ser uma das cidades do Oeste Paulista referência no setor de vendas de roupas, o município carrega um valor sentimental e de afeto para ela.
“Foi a cidade que durante toda minha infância e juventude, eu ia passear com a minha família e, muitas vezes, acabava comprando roupas. Eu esperava ansiosamente para meus pais terem algum compromisso lá, ou a mãe de alguma amiguinha chamar, para irmos”, explicou Maria.
Fundadora da Clariá contou que, apesar dos desafios, nunca pensou em desistir da loja
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“Nós somos muito realizados com a Clariá de Presidente Prudente [que fica localizada dentro de um shopping]. Temos clientes fiéis, queridas e durante esses esses seis anos, construímos uma história incrível com a cidade”, salientou ao g1.
Além disso, Maria compartilhou que, quando circula pela cidade, sempre vê pessoas usando as peças de sua marca, situação essa que a faz muito feliz e orgulhosa.
“Quando lembro como tudo começou e o que construímos durante todos esses anos, sinto muito orgulho de todo caminho percorrido até aqui. Empreender em Presidente Prudente é e tem sido uma experiência muito positiva”, ressaltou Maria”.
Fundadora da Clariá contou que, apesar dos desafios, nunca pensou em desistir da loja
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“Sinto muita gratidão também quando olho ao meu redor e vejo que tenho tantas pessoas especiais dentro da Clariá. Uma equipe muito forte e alinhada. Tenho eterno respeito e gratidão a eles”, também expressou a fundadora em entrevista ao g1.
Maria ressaltou que, apesar dos desafios enfrentados na jornada do empreendedorismo, nunca pensou em desistir da Clariá e do sonho em ter o seu próprio negócio.
“Eu sou apaixonada pela Clariá. Ela é responsável por muitas alegrias em minha vida e na vida da minha família. Com o passar dos anos você entende que, desafios existem em todas as áreas, e desistir não é uma opção quando você escolhe fazer o que ama”, finalizou Maria ao g1.
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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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