Economia
De hacker mirim a bilionário: como o único não-herdeiro entre os 10 jovens mais ricos do Brasil fez fortuna
Pedro Franceschi é o único da lista que construiu o patrimônio a partir do próprio trabalho.
Redes sociais/ Reprodução
Aos 28 anos, Pedro Franceschi aparece entre os mais jovens bilionários do Brasil. Ele ocupa a 8ª posição no ranking divulgado pela revista Forbes nesta quinta-feira (28), que revela um padrão: entre os 10 jovens mais ricos do país, nove herdaram suas fortunas.
A exceção é Franceschi, único da lista que construiu o patrimônio de R$ 3,3 bilhões a partir do próprio trabalho — chamado de bilionário “self-made”.
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Cofundador e CEO da Brex, plataforma de gestão de gastos corporativos com base em inteligência artificial, Franceschi lidera uma empresa que atende mais de 30 mil companhias no mundo.
Fundada em 2017 no Vale do Silício, a Brex oferece soluções que vão de cartões corporativos a softwares para gestão de viagens e despesas.
A virada financeira ocorreu em janeiro de 2022, quando a Brex foi avaliada em US$ 12,3 bilhões, colocando Franceschi oficialmente no grupo dos bilionários. Hoje, segundo a Forbes USA, a empresa vale US$ 3,4 bilhões.
A trajetória de Franceschi, no entanto, começou muito antes, marcada por sinais de genialidade precoce.
Hacker mirim
Nascido e criado no Brasil, Franceschi teve contato com computadores aos 6 anos. Aos 8, já programava. Três anos depois, desbloqueava iPhones com tanta habilidade que passou a cobrar pelo serviço — com o dinheiro, comprou o próprio celular.
Na adolescência, criou ferramentas como o Quick2gPwner e o QuickOib, que facilitaram o jailbreak de iPods e a instalação do iPhone Linux. Aos 13 anos, lotou o Planetário do Rio de Janeiro no TEDxSudeste, onde foi apresentado como jovem programador promissor e respeitado “ex-hacker”.
Aos 15, voltou a chamar atenção ao fazer a Siri, assistente de voz do iPhone 4S, funcionar em português antes mesmo de a Apple lançar suporte oficial ao idioma. Questionado sobre o futuro, dizia que se via “trabalhando em uma grande empresa como a Apple”.
Hoje, lidera a própria empresa. A parceria com Henrique Dubugras, seu sócio na Brex, começou em 2012, após uma discussão no Twitter sobre editores de texto para programação.
“A gente viu que não dava para brigar em 140 caracteres, então foi pro Skype. Depois viu que não conseguíamos mais brigar e viramos amigos”, contou Franceschi em entrevista ao g1, em 2014.
Da amizade nasceu a sociedade: juntos criaram a Pagar.me, startup de pagamentos online que simplificava a intermediação entre lojas virtuais, bandeiras de cartão e bancos, com sistema antifraude integrado.
Na mesma época, ambos foram aprovados em Stanford, mas adiaram o sonho acadêmico para focar na empresa. Anos depois, Franceschi retomou os estudos e concluiu a graduação em Ciência da Computação na universidade americana.
Em 2017, Franceschi e Dubugras fundaram a Brex no Vale do Silício. No ano seguinte, lançaram os primeiros produtos voltados a startups: um cartão corporativo e um programa de pontos. Desde então, a empresa se especializou em soluções financeiras para negócios em rápido crescimento.
Além da Brex, Franceschi atua em conselhos de grandes companhias. Desde abril de 2022, integra o board da Coupang, gigante sul-coreana do e-commerce. Entre 2021 e 2023, fez parte do conselho da Stone, empresa brasileira de tecnologia em pagamentos.
Com patrimônio estimado em R$ 3,3 bilhões, Franceschi vive atualmente em San Francisco, de onde lidera a Brex e segue criando soluções que conectam tecnologia e finanças em escala global.
Lista dos 10 bilionários brasileiros com menos de 30 anos
Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes
Amelie Voigt Trejes
Patrimônio: R$ 3,4 bilhões
Idade: 20 anos
Fonte de riqueza: WEG
Filha de Cladis Voigt Trejes, herdou parte das ações da mãe na WEG e divide o patrimônio com os irmãos Pedro e Felipe.
Lívia Voigt
Patrimônio: R$ 6,6 bilhões
Idade: 20 anos
Fonte de riqueza: WEG
Neta de Werner Ricardo Voigt, fundador da WEG. Já chegou a ser considerada a bilionária mais jovem do mundo em 2024.
Felipe Voigt Trejes
Patrimônio: R$ 3,6 bilhões
Idade: 23 anos
Fonte de riqueza: WEG
Irmão de Amelie e Pedro Voigt Trejes.
Pedro Voigt Trejes
Patrimônio: R$ 3,6 bilhões
Idade: 23 anos
Fonte de riqueza: WEG
Também irmão de Felipe e Amelie Voigt Trejes.
Helena Marina da Silva Petry
Patrimônio: R$ 1,9 bilhão
Idade: 23 anos
Fonte de riqueza: WEG
Herdeira de Eggon João da Silva, cofundador da WEG.
Ana Flávia da Silva Petry
Patrimônio: R$ 1,9 bilhão
Idade: 26 anos
Fonte de riqueza: WEG
Irmã de Helena Petry.
Dora Voigt de Assis
Patrimônio: R$ 6,6 bilhões
Idade: 27 anos
Fonte de riqueza: WEG
Neta de Werner Ricardo Voigt, fundador da companhia catarinense.
Pedro Franceschi
Patrimônio: R$ 3,3 bilhões
Idade: 28 anos
Fonte de riqueza: Brex
Fundador da fintech Brex, com sede em São Francisco (EUA). É o único do ranking que construiu sua fortuna fora da herança.
Izabela Henriques Feffer
Patrimônio: R$ 2,3 bilhões
Idade: 28 anos
Fonte de riqueza: Grupo Suzano
Bisneta de Leon Feffer, fundador da Suzano.
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles
Patrimônio: R$ 29,3 bilhões
Idade: 29 anos
Fonte de riqueza: AB InBev / 3G Capital
Filho de Marcel Herrmann Telles, vive em Nova York.
Os 10 maiores bilionários do Brasil entre 2024 e 2025
Arte/g1
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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