Economia
Trump diz que vai taxar chips e semicondutores de empresas que não fabricarem nos EUA
Donald Trump na Casa Branca
AP Photo/Evan Vucci
O presidente Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (4) que seu governo vai impor tarifas sobre importações de semicondutores de empresas que não transferirem a produção para os Estados Unidos. A declaração foi dada pouco antes de um jantar com executivos de grandes empresas de tecnologia.
Desde que voltou ao cargo em janeiro, a ameaça de tarifas feita por Trump afastou parceiros comerciais, trouxe volatilidade aos mercados financeiros e aumentou a incerteza econômica global.
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“Sim, eu já discuti isso com as pessoas aqui. Chips e semicondutores — vamos aplicar tarifas às empresas que não vierem. A tarifa será implementada muito em breve”, disse Trump, sem informar prazo ou percentual exato.
“Será uma tarifa significativa — não tão alta, mas relevante — com a condição de que, se vierem para o país, estiverem construindo ou planejando produzir aqui, não haverá tarifa”, acrescentou.
Trump transformou as tarifas em um pilar da política externa dos EUA, usando-as para pressionar politicamente, renegociar acordos comerciais e obter concessões de países e empresas que exportam para o país.
“Se não estiverem vindo, haverá tarifa”, continuou Trump em seus comentários sobre semicondutores. “Eu diria que o [CEO da Apple] Tim Cook está em boa posição”, disse, enquanto Cook estava sentado do outro lado da mesa.
A Apple, fabricante do iPhone, aumentou recentemente seu investimento planejado nos EUA para US$ 600 bilhões nos próximos quatro anos, em meio à aproximação de líderes de tecnologia com Trump durante seu segundo mandato.
No mês passado, Trump afirmou que os EUA aplicariam uma tarifa de cerca de 100% sobre importações de semicondutores. A medida, no entanto, não se aplicaria a empresas que já produzem no país ou que tenham se comprometido a fazê-lo.
A gigante taiwanesa TSMC e as sul-coreanas Samsung Electronics e SK Hynix anunciaram investimentos em novas fábricas de chips nos EUA.
Trump tem enfrentado resistência legal pelo uso das tarifas. Sua administração pediu à Suprema Corte dos EUA que analise rapidamente um recurso para manter suas tarifas abrangentes, aplicadas com base em uma lei de 1977 destinada a emergências, depois que um tribunal inferior invalidou a maioria das medidas — que são centrais em sua agenda econômica e comercial.
Tarifaço: Trump critica tribunal de apelações dos EUA e diz que tarifas continuam em vigor
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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