Economia
Dólar abre em queda com investidores atentos à inflação e julgamento de Bolsonaro
Julgamento encerra o dia com dois votos para condenar Jair Bolsonaro e outros sete réus que compõem o núcleo central da trama do golpe
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (10) em queda. Por volta das 9h10, a moeda americana recuava 0,07%, cotada a R$ 5,432. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
O dia será marcado pela divulgação de dados da inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que movimentam o radar econômico dos investidores. No campo político, as atenções se voltam para mais uma etapa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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▶️ Nesta quarta-feira, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o terceiro a votar no julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados. Eles respondem por participação na tentativa de golpe de Estado.
Com a conclusão do julgamento prevista para sexta-feira (12), a percepção no mercado é de que a condenação de Bolsonaro é praticamente certa. A preocupação, no entanto, é que a decisão possa provocar novas reações negativas por parte do governo dos Estados Unidos.
▶️ Ainda no Brasil, o IBGE divulgou os dados da inflação referentes a agosto. O IPCA registrou queda de 0,11% no mês, após uma alta de 0,26% em julho. No acumulado de 12 meses até agosto, a inflação ficou em 5,13%. Os números vieram próximos das projeções do mercado, que apontavam para uma queda mensal de 0,15% e uma taxa anual de 5,09%.
▶️ No cenário internacional, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de agosto dos EUA será publicado.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,42%;
Acumulado do mês: +0,26%;
Acumulado do ano: -12,04%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,72%;
Acumulado do mês: +0,13%;
Acumulado do ano: +17,73%.
Julgamento de Bolsonaro
O ministro Flávio Dino, do STF, votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Com isso, o julgamento na Primeira Turma da Corte tem placar de 2 a 0 pela condenação.
O relator do caso, Alexandre de Moraes, já havia votado no mesmo sentido, afirmando que os réus compuseram o chamado núcleo crucial da trama golpista — uma organização criminosa que tentou manter Bolsonaro no poder e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dino fez uma ressalva em relação ao voto de Moraes: para ele, as penas dos réus Alexandre Ramagem, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira devem ser menores, pelo fato de eles terem menor participação na trama golpista.
Além de Dino e Moraes, os demais ministros da Turma – Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente do colegiado – ainda precisam se posicionar. A expectativa é de que o julgamento seja concluído até a próxima sexta-feira (12).
Em meio a isso, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Brasil e citou o ministro Alexandre de Moraes.
Em um post na rede social X, na segunda-feira (8), o subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos EUA lembrou da comemoração da independência do Brasil neste domingo (7) e falou do ministro para criticar ‘abusos de autoridade’:
“Ontem marcou o 203º Dia da Independência do Brasil. Foi um lembrete do nosso compromisso de apoiar o povo brasileiro que busca preservar os valores da liberdade e da justiça. Em nome do ministro Alexandre de Moraes e dos indivíduos cujos abusos de autoridade minaram essas liberdades fundamentais, continuaremos a tomar as medidas cabíveis”.
Na sexta-feira (5), Trump declarou que está “muito irritado” com o Brasil e não descartou restringir vistos de autoridades que planejam participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, ressalta que, na visão do mercado, a condenação do ex-presidente é considerada inevitável. Porém, a principal questão é como os EUA podem reagir ao Brasil em decorrência desse cenário.
“Na minha visão, já não há dúvidas de que Bolsonaro será sentenciado em breve. A questão central é o que acontece depois disso, especialmente diante da incerteza sobre como Trump pode reagir. Outro aspecto relevante é quem será o candidato indicado por Bolsonaro para assumir seu lugar.”
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices atingiram novos recordes após os investidores reagirem à revisão nos números de emprego nos EUA.
O Dow Jones subiu 0,43%, aos 45.711,65 pontos. O S&P 500 avançou 0,27%, aos 6.512,61 pontos, e o Nasdaq Composite teve ganhos de 0,37%, aos 21.879,49 pontos.
Na Europa, os índices fecharam com leve alta, influenciados por notícias corporativas e preocupações políticas. O setor de mineração puxou os ganhos após o anúncio de fusão entre a Anglo American e a canadense Teck Resources, criando uma nova gigante do setor.
Na França, o clima é de tensão devido à situação fiscal do país, que pode levar a uma reavaliação da nota de crédito. Os investidores também aguardam a escolha do novo primeiro-ministro francês e estão atentos à próxima decisão sobre os juros na zona do euro.
No fechamento, o índice europeu STOXX 600 registrou leve alta de 0,06%, encerrando aos 552,39 pontos. Em Londres, o Financial Times avançou 0,23%, a 9.242,53 pontos, enquanto em Frankfurt o DAX recuou 0,37%, para 23.718,45 pontos. Em Paris, o CAC-40 teve valorização de 0,19%, atingindo 7.749,39 pontos.
Na Ásia, os mercados tiveram desempenho misto. As bolsas de Hong Kong se destacaram com forte alta, impulsionadas pela expectativa de que os EUA reduzam os juros em breve, o que pode beneficiar economias emergentes. Já na China continental, os índices caíram, refletindo preocupações internas.
No fechamento, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,19%, a 25.938 pontos. Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,4%, encerrando o dia em 43.459 pontos. Na China, o índice de Xangai perdeu 0,51% e o CSI300 caiu 0,70%.
Em outras partes da Ásia, o Kospi (Coreia do Sul) subiu 1,26%, o Taiex (Taiwan) avançou 1,25%, enquanto o Straits Times (Singapura) recuou 0,30% e o S&P/ASX 200 (Austrália) caiu 0,52%.
Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo
Jornal Nacional/ Reprodução
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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