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Economia

Como uma comunidade rural da Paraíba criou um polo gastronômico que fatura R$ 1 milhão por ano

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Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba
Na Serra da Borborema, a sete quilômetros do centro de Areia (PB), onde o frio nordestino atrai visitantes nos meses de junho a agosto, a comunidade rural de Chã de Jardim vive um exemplo inspirador de como o empreendedorismo pode mudar realidades.
Liderada por Luciana Balbino, moradora local e formada em História, a região deixou de ser apenas um ponto no mapa para se tornar referência em turismo de experiência, gastronomia e hospedagem.
Luciana sempre acreditou que as pessoas têm o direito e o privilégio de viver onde nasceram. Com esse propósito, reuniu jovens da comunidade, criou uma associação e buscou capacitação em áreas como condução de trilhas e roteiros turísticos.
Aos poucos, surgiram novos empreendimentos: uma fábrica de polpa de frutas, um restaurante e, mais tarde, uma pousada com três modalidades de hospedagem — camping, glamping e chalés inspirados em casas de avós.
O restaurante, que começou com investimento de R$ 10 mil e utensílios emprestados, hoje recebe até 1,5 mil clientes nos finais de semana de alta temporada, fatura R$ 1 milhão por ano e oferece pratos típicos preparados com ingredientes comprados exclusivamente de produtores locais.
Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba
Reprodução/Tv Globo
“Faço questão de comprar tudo aqui, só trago de fora o que não conseguimos produzir”, conta Luciana.
“Não vendo comida, vendo uma experiência gastronômica”, diz Luciana. O restaurante, que começou com 80 lugares, oferece pratos como galinha de capoeira, buchada, tripa frita e até tanajura.
Ao redor do restaurante, surgiram pequenas bodegas e lojinhas de artesanato e produtos típicos, administradas por 27 microempreendedores da comunidade.
“Cada lojinha é de uma pessoa diferente. Aqui não é só um restaurante, é uma cadeia de empreendedores”, explica.
O espaço oferece desde picolés de sabores inusitados, como pitomba e canjica, até brinquedos tradicionais feitos de bananeira. Para muitos, a venda no local representa a principal fonte de renda.
A demanda dos clientes por hospedagem motivou a abertura da pousada, com investimento inicial de R$ 60 mil. O negócio, que já fatura R$ 300 mil por ano, se destaca pelo glamping – uma versão sofisticada do camping – e pelos chalés com decoração afetiva.
Para Luciana, o segredo do sucesso está em “fazer o que acredita no coração” e oferecer algo único. “Hoje vejo crianças dizendo que querem trabalhar aqui ou abrir negócios na comunidade. Ninguém mais sonha em ir embora, porque sabem que é possível viver com dignidade aqui”, afirma.
Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba
Reprodução/Tv Globo
Com faturamento crescente e um ecossistema de negócios interligados, Chã de Jardim se consolidou como destino turístico, gastronômico e cultural no interior da Paraíba, mostrando que desenvolvimento e preservação das raízes podem caminhar juntos.
“Quando alguém sugere algo, é uma consultoria gratuita. Cabe a nós escutar e colocar em prática”, diz Luciana, que vê o empreendedorismo como ferramenta de transformação. “A receita do sucesso é amar o que faz, ter propósito e oferecer algo único.”
O impacto é visível. Crianças da comunidade sonham em trabalhar no restaurante ou abrir seus próprios negócios. “Hoje ninguém mais sonha em abandonar Chã de Jardim. Esse legado vai perdurar por muitas gerações”, afirma emocionada.
Luciana prova que é possível empreender com afeto, valorizando o coletivo e resgatando memórias afetivas. E mostra que, mesmo nos cantos mais afastados do país, grandes negócios podem nascer — e transformar realidades.
Da roça ao sucesso: restaurante fatura R$ 1 milhão e movimenta comunidade na Paraíba
Reprodução/Tv Globo
Restaurante rural Vó Maria
📍 Sitio Chã do Jardim, s/n – Zona Rural – Areia/PB -CEP: 58397-000
📞 Telefone: (83) 99998-2597 e (83) 99810-2177
✉️ E-mail: lucbalbino@yahoo.com.br
📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/1GMskorzLB/?mibextid=wwXIfr
📱 Instagram: https://www.instagram.com/restaurantevomaria

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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