Economia
Natura faz acordo para venda de negócios da Avon na América Central
Indústria de cosmético adere ao uso de cacau em produtos de beleza
A Natura anunciou nesta segunda-feira (15) um acordo vinculante para venda de operações da marca Avon em países da América Central por US$ 22 milhões, segundo comunicado da empresa.
O acordo para a venda das operações da Avon na Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana — reunidas sob a designação Avon Card — foi acertado com o Grupo PDC, empresa de bens de consumo com presença na América Central e no Peru.
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Os US$ 22 milhões (cerca de R$ 117 milhões) correspondem a um valor a receber da Avon Guatemala junto à subsidiária integral da Natura no México, segundo o grupo brasileiro de cosméticos.
Sobre o desinvestimento dos negócios reunidos na Avon Internacional, a Natura afirmou que o ativo segue “mantido para venda” e que a empresa continua “explorando alternativas estratégicas” para ele.
A venda da Avon Card, “apoiará o esforço da Natura para otimizar suas operações e simplificar seus negócios, além de posicioná-la para continuar focada na integração da Natura e da Avon na América Latina”.
Segundo a Natura, a empresa seguirá fornecendo produtos acabados para a Avon Card e continuará atuando como licenciadora da marca Avon na região. A conclusão da venda está prevista até 30 de outubro.
A compra da Avon pela Natura
Em maio de 2019, a Natura anunciou a aquisição da Avon Products em uma operação de troca de ações (all-share merger), avaliando a Avon em US$ 3,7 bilhões (aproximadamente R$ 19 bilhões).
A transação excluiu as operações da Avon na América do Norte e Japão.
Com a conclusão da compra, em janeiro de 2020, foi criada a holding Natura &Co, reunindo as marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, tornando a Natura o quarto maior grupo de beleza do mundo, com um valor de mercado de aproximadamente US$ 11 bilhões.
Após a fusão, a Natura &Co passou a ter presença em mais de 100 países, com mais de 6,3 milhões de representantes e consultoras, e um faturamento anual superior a US$ 10 bilhões.
Em 2023, a Natura &Co vendeu a marca Aesop para o grupo L’Oréal por US$ 2,5 bilhões e, posteriormente, a The Body Shop para o fundo Aurelius por £ 207 milhões, concentrando as operações da Natura e Avon na América Latina.
Atualmente, a Natura continua explorando alternativas estratégicas para os ativos da Avon Internacional, que abrangem regiões fora da América Latina.
Loja Natura
Divulgação
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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