Economia
Trump diz que EUA e China fecharam acordo sobre TikTok e estende prazo para venda da rede
Donald Trump e TikTok
Jornal Nacional e AP.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta terça-feira (16) que estende até dezembro o prazo para a venda das operações do TikTok no país.
Com a prorrogação, a ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok, tem mais 90 dias para concluir a venda dos ativos da plataforma a investidores americanos. Esse prazo já havia sido adiado outras três vezes.
Mais cedo, Trump disse que os EUA e a China já chegaram a um entendimento para que o TikTok continue funcionando nos Estados Unidos.
“Temos um acordo sobre o TikTok. Temos um grupo de empresas muito grandes que querem comprá-lo”, disse Trump, sem dar mais detalhes.
A confirmação do acordo deve acontecer na sexta-feira (19), durante uma ligação entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping.
Trump confirma acordo com a China sobre operações do TikTok nos EUA
Negociações avançadas
As conversas sobre o TikTok fazem parte de uma disputa maior entre EUA e China, que envolve tarifas comerciais e regras para exportação de tecnologia.
Autoridades dos EUA e da China chegaram a um acordo preliminar na segunda-feira (15), após meses de negociações. A Casa Branca tem acompanhado o processo de perto e participa ativamente das discussões.
Segundo a CNBC, o acordo deve ser concluído em até 45 dias e envolverá investidores atuais da ByteDance e novos interessados.
A Reuters não confirmou a informação da CNBC, mas publicou em abril que o plano é transformar o TikTok nos EUA em uma nova empresa, com sede no país e controle majoritário de investidores americanos.
As negociações sobre o TikTok começaram no primeiro semestre, mas foram interrompidas após a China sinalizar que não aprovaria o acordo por causa das tarifas aplicadas por Trump sobre produtos chineses.
Lei obriga venda do TikTok
A venda do TikTok pode precisar do aval do Congresso. Em 2024, os parlamentares americanos aprovaram uma lei obrigando a ByteDance a ceder o controle da operação da plataforma nos EUA.
A medida foi criada para evitar que o governo chinês tivesse acesso, eventualmente, a dados de usuários no país.
A ByteDance nega os vínculos com o governo chinês e afirma que os dados dos usuários americanos são armazenados em servidores da Oracle nos EUA. Segundo a empresa, as decisões de moderação também são feitas em território americano.
Desde que reassumiu a presidência, em janeiro, Trump evitou aplicar a lei. Segundo ele, a legislação deixaria usuários insatisfeitos e afetaria a comunicação política.
Trump, que tem 15 milhões de seguidores no TikTok, disse que a rede contribuiu para sua vitória nas eleições do ano passado. A Casa Branca também criou uma conta oficial na plataforma no mês passado.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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