Política
Veja os recados da pesquisa Quaest de setembro para Lula e a oposição
Quaest, eleição 2026: Lula mantém liderança em todos cenários de 1º e 2º turno
A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada entre 16 e 18 de setembro, com a avaliação do governo Lula (PT), a opinião dos brasileiros sobre anistia, sobre o julgamento da tentativa de golpe e com projeções para as eleições de 2026 traz recados para o presidente e para a oposição.
O levantamento mostra que a recuperação da popularidade de Lula foi interrompida e estagnou, que o nome do presidente continua liderando eventuais cenários de 1º e 2º turno e que a vantagem sobre a família Bolsonaro melhorou.
A pesquisa aponta ainda Ciro Gomes (PDT) com desempenho semelhante a de outros adversários pesquisados, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União).
Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível, o levantamento indica que a percepção entre os entrevistados de que houve tentativa de golpe se consolidou e que para a maioria Bolsonaro participou do plano golpista.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 12 e 14 de setembro. Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%.
O que a pesquisa diz para Lula?
📈Recuperação interrompida
A recuperação da popularidade do presidente, iniciada em julho, foi interrompida. O levantamento mostra estabilidade:
51% de desaprovação (eram 51% em agosto, e 53% em julho);
46% de aprovação (46%, em agosto; 43% em julho).
💸 Economia ainda é desafio
Pela 1ª vez desde outubro de 2024, cresceu a sensação de que está mais fácil conseguir emprego, passando de 34% para 41%. Já a percepção sobre a inflação parou de melhorar, segundo a pesquisa:
61% dizem que os preços dos alimentos estão mais caros (eram 60% em agosto, e 76% em julho).
🔍 Programas sociais com menor efeito político
De acordo com a pesquisa, programas como Bolsa Família (80%) e Gás do Povo (67%) mantiveram aprovação alta. Mas a ideia de que estão consolidados como “direitos” da população cresceu de 51% para 65%. Segundo o diretor da Quaest, isso reduz o retorno político esperado pelo governo.
🔍Onde Lula melhorou
Entre os que têm renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, há empate técnico entre aprovação (46%) e reprovação (52%). Antes, a desaprovação era maior.
🗳️ Lula na eleição de 2026
O presidente lidera em todos os eventuais cenários testados para a eleição de 2026 e venceria no 2º turno de todos os nomes testados. Mmelhorou a vantagem sobre a família Bolsonaro, segundo o diretor da Quaest:
2º turno – Lula X Bolsonaro: 47% a 34%
2º turno – Lula x Michelle: 47% a 32% (eram 34% em agosto)
2º turno – Lula x Eduardo: 47% a 29% (eram 32%)
➡️ Substitutos de Lula
A pesquisa mostra, no entanto, que o percentual de eleitores que acham que Lula não deve se candidatar é de 58%. Pela primeira vez, a Quaest consultou nomes que poderiam substituir Lula na corrida eleitoral. Veja as respostas:
Deve ser o Lula: 40%;
Geraldo Alckmin (PSB): 9%;
Simone Tebet (MDB): 6%;
Fernando Haddad (PT): 5%;
Eduardo Paes (PSD): 3%;
Camilo Santana (PT): 2%;
Ciro Gomes (PDT): 1%;
Gleisi Hoffmann (PT): 1%;
Nenhum desses: 8%;
Não sabem/não responderam: 25%.
O que a pesquisa diz para a oposição?
➡️ Bolsonaro desgastado
Segundo diretor da Quaest, Felipe Nunes, a pesquisa mostra que, depois do julgamento no STF, a percepção de que houve tentativa de golpe se consolidou.
55% dos entrevistados afirmam acreditar que houve tentativa de golpe (eram 50% em dezembro);
38% acham que não (eram 38%);
7% não sabem ou não responderam (eram 12% em dezembro).
A fatia dos brasileiros que acha que Bolsonaro participou ativamente da tentativa de golpe chegou a 54%. Na pesquisa de agosto, eram 52%.
➡️ Anistia sem apoio popular
Segundo Nunes, a pesquisa mostra ainda que não há clima favorável na sociedade para uma anistia a Bolsonaro: 41% são contra qualquer anistia, e 36% defendem uma anistia geral que inclua o ex-presidente.
“Não há clima na sociedade brasileira hoje para uma anistia em relação ao ex-presidente. São 51% ‘não anistia’ ao ex-presidente Bolsonaro, somando os 41% que são contra [qualquer anistia] com os 10% que topam anistia apenas para os manifestantes”, disse o diretor da Quaest.
🗳️ Candidatura de Bolsonaro
A parcela de brasileiros que defendem que o ex-presidente desista de disputar 2026 subiu de 65% para 76%. A alta foi impulsionada pelos entrevistados que se consideram:
de direita (subiu de 53% para 74%);
e bolsonaristas (subiu de 31% para 46%).
➡️ Rejeição ao clã Bolsonaro
A pesquisa também mostra que os índices de rejeição ao nome do ex-presidente, ao da ex-primeira-dama Michelle (PL) e ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) cresceram e agora superam os 60% entre os eventuais nomes para a disputa nas eleições de 2026.
Conhece e não votaria em Bolsonaro: 64% (eram 57% em agosto)
Conhece e não votaria em Michelle Bolsonaro: 61% (eram 51%)
Conhece e não votaria em Eduardo Bolsonaro: 68% (eram 57%)
🗳️ Ciro, Tarcísio, Ratinho Jr., Zema e Caiado
Segundo a pesquisa, a desvantagem do governador de SP, Tarcísio de Freitas, sobre Lula continuou igual ao desempenho na pesquisa de agosto. Ficaram estáveis, dentro da margem de erro, os nomes do governador do Paraná Ratinho Júnior, do governador de MG, Romeu Zema, e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
Lula x Tarcísio: 43% a 35% (estava 43% a 35%)
Lula x Ratinho Júnior: 44% a 32% (estava 44% a 32%)
Lula x Zema: 45% a 32% (estava 46% a 32%)
Lula x Caiado: 46% a 31% (estava 47% a 31%)
O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), também aparece na pesquisa com desempenho semelhante ao dos demais adversários testados: 40% a 33%. O nome dele não foi pesquisado no levantamento anterior, de agosto.
Segundo Felipe Nunes, a competitividade de Ciro “chama atenção”. “É o nome mais competitivo dentre todos os citados [diferença de 7 pontos em relação a Lula]. O segundo mais competitivo é Tarcisio [8 pontos]. O terceiro é Ratinho Jr. [12 pontos]”, disse o diretor da Quaest.
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


