Economia
Assembleia Geral da ONU: o que esperar dos discursos de Lula, Trump e outros líderes?
Lula é o primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU nesta terça (23)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrirá nesta terça-feira (23) a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com um discurso que deve ser marcado pela crítica ao protecionismo dos Estados Unidos e pela defesa do multilateralismo.
A fala deve evidenciar o contraste com a posição do presidente Donald Trump, que subirá à tribuna logo depois, reforçando a tensão entre os dois países em um dos momentos mais delicados da relação bilateral em décadas.
Embora não esteja previsto um encontro oficial, há expectativa de que Lula e Trump se cruzem nos corredores da sede das Nações Unidas — e de que cada um acompanhe o discurso do outro.
Abaixo, o g1 reuniu quais devem ser os assuntos abordados pelos líderes mundiais durante os discursos na ONU.
Lula
A expectativa é de que Lula apresente a visão brasileira sobre a crise comercial global, agravada pelas tarifas impostas por Washington. O governo brasileiro avalia que as medidas americanas fragilizam economias emergentes e distorcem o comércio internacional.
Para o presidente, esse tipo de estratégia amplia desigualdades e ameaça a cooperação entre nações. Ele deve insistir que organismos como a Organização Mundial do Comércio (OMC) precisam de reformas profundas para que tenham condições de enfrentar práticas unilaterais.
Além das críticas ao “tarifaço”, Lula também deve associar o debate econômico à soberania nacional.
A tendência é que defenda a independência das instituições brasileiras, citando a importância de preservar o papel do Supremo Tribunal Federal em meio às críticas recebidas por autoridades de Washington.
O recado busca transmitir que o Brasil não aceita ingerência externa em sua política interna.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução Pacífica da Questão da Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados. Sede das Nações Unidas, Salão da Assembleia Geral – Nova York (EUA)
Ricardo Stuckert / PR
*Reportagem em atualização
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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