Economia
‘O debate fica mais difícil quando mexe em interesses particulares’, diz Haddad sobre isenção do IR
Senado avança em projeto alternativo sobre isenção do imposto de renda
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (29), em evento no Itaú, que as reformas do Imposto de Renda e do consumo devem avançar nesta semana no Congresso. Para ele, trata-se de um movimento “raro”, que conseguiu unir Executivo e Legislativo.
“Raramente tantos temas avançaram juntos assim. É motivo de agradecimento. Legislativo e Executivo conseguiram dar ordem ao caos e trazer um pouco mais de justiça ao sistema tributário”, disse Haddad.
Segundo Haddad, a proposta de alteração no IR, que prevê isenção de para pessoas com renda mensal até R$ 5 mil, busca mais justiça tributária: enquanto a maioria dos trabalhadores tem o imposto descontado direto no salário, pessoas de renda muito alta ficavam sem tributação.
Ao falar da ampliação da faixa de isenção, Haddad lembrou que a promessa já havia sido defendida por governos anteriores e que Lula cobrou uma solução sustentável para o tema.
A medida será compensada pela criação de um imposto mínimo de 10% para quem ganha acima de R$ 1 milhão por ano (que se enquadram entre os chamados “super-ricos”). Para o ministro, é um passo necessário para equilibrar justiça social e responsabilidade fiscal.
“É uma proposta razoável, talvez até acanhada, quando olhamos a experiência internacional”, afirmou, ressaltando que a iniciativa foi bem recebida no Congresso.
O otimismo com o Legislativo também se estendeu à reforma tributária. Segundo Haddad, a expectativa é que a reforma do imposto de renda seja votada nesta semana, enquanto a etapa final da reforma do consumo caminha para ser concluída.
Ele reconheceu que mudanças desse porte geram resistência, mas destacou a maturidade da discussão e a convergência política em torno do tema.
Gastos primários e ajuste fiscal
Se, de um lado, Haddad mostrou avanços na arrecadação, de outro reconheceu as dificuldades em controlar os gastos do governo.
As despesas chamadas de primárias — que incluem saúde, educação e benefícios, e são em grande parte obrigatórias pela Constituição — deixam pouca margem para investimentos e tornam mais difícil fazer ajustes no médio prazo.
As emendas parlamentares foram citadas como exemplo: saíram de R$ 2 bilhões há alguns anos para R$ 50 bilhões na atualidade.
“Alguém pensou em como honrar essas contas? São gastos contratados por governos anteriores, mas quem está sentado na cadeira é quem precisa lidar com eles”, afirmou.
O ministro também citou dívidas herdadas, como o aumento de precatórios, além de programas sociais criados no passado sem previsão de recursos, como o BPC e o Loas. Ele defendeu que o governo tem buscado corrigir distorções, revisando cadastros e centralizando processos judiciais que oneram a União.
Além disso, Haddad destacou que o gasto público, que chegou a 19,5% do PIB na última década, caiu para menos de 19%, excluindo a pandemia. O desafio, segundo ele, é manter esse ajuste sem penalizar os mais vulneráveis.
“O debate fica mais difícil quando mexe em interesses particulares, mas é o caminho mais correto ao longo do tempo. [Mas] a justiça deve guiar o processo.”
Haddad durante discurso no lançamento do Plano Safra para agricultura familiar
Reprodução/Canal Gov
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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