Economia
Moratória da soja: Cade adia nova decisão sobre pacto até o final do ano
Agricultores colhem soja
REUTERS/Enrique Marcarian
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu, por maioria, nesta terça-feira (30) adiar até o final do ano uma nova decisão sobre a Moratória da Soja, segundo a Reuters. Até lá, o acordo segue valendo.
➡️O que é a Moratória da Soja? É um pacto entre as empresas compradoras da oleaginosa, que está em vigor há quase 20 anos e proíbe a aquisição do grão cultivado de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, visando preservar a floresta.
O anúncio representa uma reviravolta em relação ao que o Cade tinha decido anteriormente. Isso porque, em agosto, o superintendente-geral do órgão, tinha determinado a suspensão da Moratória.
Na época, o órgão argumentou que o pacto funciona como um cartel, dando às empresas signatárias uma vantagem injusta sobre os agricultores.
Mas, representantes da indústria, como a Abiove, a associação das indústrias esmagadoras de oleaginosas, entraram com recurso contra a suspensão, que foi atendido.
No final de agosto, a Justiça bloqueou a ordem de suspensão do Cade, alegando que a decisão do superintendente-geral do órgão não pode valer até que haja um julgamento administrativo pelo tribunal do Cade.
Foi nesse cenário, que o Cade anunciou o adiamento de uma nova decisão até o final do ano. A votação foi de 5 a 1 entre os conselheiros do órgão.
Reação da indústria
A decisão do Cade frustra, por ora, o setor de produção de soja, já que algumas associações de agricultores consideram que o acordo privado representa um cartel.
Na contramão, ela pode ser vista como positiva por defensores da moratória, como ambientalistas, que admitem a importância do pacto para evitar desmatamento.
Além disso, a Abiove disse que o novo prazo dará tempo para trabalhar em busca de uma solução, segundo a Reuters.
“A Abiove continuará monitorando os desdobramentos do CADE e permanece à disposição para colaborar com as autoridades competentes para promover a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória no setor”, afirmou em comunicado.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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