Economia
Dólar abre em queda com mercados atentos à paralisação do governo nos EUA
Sem acordo orçamentário, Casa Branca ordena shutdown federal
O dólar inicia a sessão desta quarta-feira (1º) em queda, recuando 0,35% às 9h05, cotado a R$ 5,3038. Já o Ibovespa , principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
O mercado começou o mês de outubro sob forte influência do cenário internacional. Nos Estados Unidos, a paralisação administrativa traz incertezas sobre a divulgação de indicadores importantes, enquanto no Brasil a agenda do dia combina dados econômicos e votação da isenção do IR no Congresso.
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▶️ Nos EUA, teve início à meia-noite desta quarta (1º) a paralisação administrativa, resultado do impasse entre democratas e republicanos no Congresso. O mercado acompanha de perto a duração do “shutdown”, já que um prolongamento pode adiar dados importantes antes da reunião do Fed no fim de outubro.
O Departamento do Trabalho americano informou que suspenderá quase todas as atividades, incluindo a divulgação do payroll de setembro, que estava prevista para esta sexta-feira. A ausência desse dado aumenta a incerteza nas projeções de juros americanos.
▶️ Mesmo com o shutdown, o calendário de hoje nos EUA segue carregado: emprego privado de setembro, PMI de indústria, gastos com construção, ISM da indústria, estoques de petróleo da AIE e discurso de Barkin, do Fomc.
▶️ No Brasil, destaque para o PMI da indústria de setembro e o fluxo cambial semanal, que ajudam a medir o humor dos investidores. Em Brasília, a Câmara vota hoje o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,29%;
Acumulado do mês: -1,83%;
Acumulado do ano: -13,87%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,54%;
Acumulado do mês: +3,40%;
Acumulado do ano: +21,58%.
Paralisação orçamentária nos EUA
O governo dos EUA entrou em paralisação nesta quarta-feira (1º) após o Congresso não conseguir aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal.
A paralisação, também conhecida como “shutdown”, é a 15ª desde 1981. No centro do impasse está a saúde. Os democratas afirmam que só aprovarão o orçamento se programas de assistência médica prestes a expirar forem prolongados.
Com o governo impedido de gastar, milhares de servidores públicos serão colocados em licença, enquanto outros, que trabalham em serviços essenciais, podem ter os salários suspensos.
Já os republicanos de Donald Trump defendem que saúde e financiamento federal sejam tratados separadamente. Eles acusam os democratas de usar o orçamento como moeda de troca para atender demandas próprias antes das eleições legislativas de 2026, que definirão o controle do Congresso.
Nas redes sociais, a Casa Branca confirmou a paralisação, que chamou de: “shutdown democrata”. Na terça-feira, republicanos e democratas trocaram acusações sobre quem seria culpado pelo shutdown.
A crise ganhou novos contornos com as ameaças do presidente. Trump afirmou que poderia “fazer coisas ruins e irreversíveis”, como demitir servidores e encerrar programas ligados aos democratas, caso o governo fosse paralisado.
“Vamos demitir muita gente. E eles serão democratas”, disse Trump na terça-feira.
Na segunda-feira (29), lideranças democratas e republicanas se reuniram com Trump na Casa Branca para tentar negociar uma saída. As conversas não avançaram, e ambos passaram a se acusar de forçar a paralisação do governo.
Na noite desta terça-feira (30), senadores tentaram aprovar o orçamento, mas a última proposta discutida recebeu apenas 55 dos 60 votos necessários.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados americanos estão em queda, refletindo a preocupação dos investidores com a paralisação do governo, que começou à meia-noite. O impasse entre o presidente Donald Trump e os democratas sobre os gastos com saúde impediu a aprovação do orçamento.
Com isso, os principais índices futuros dos EUA operam no vermelho: o Dow Jones Futuro cai 0,51%, o S&P 500 Futuro recua 0,58% e o Nasdaq Futuro tem queda de 0,67%.
As bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira, mesmo com a atenção voltada para a paralisação do governo americano. O setor de saúde se destaca, impulsionado por um acordo entre a farmacêutica Pfizer e o presidente Donald Trump, que prevê redução no preço de medicamentos em troca de benefícios tarifários.
Os principais índices da Europa registram ganhos: o STOXX 600 sobe 0,67%, o DAX da Alemanha avança 0,46%, o FTSE 100 do Reino Unido cresce 0,72%, o CAC 40 da França tem alta de 0,43%, e o FTSE MIB da Itália sobe 0,19%.
Na Ásia, as bolsas da China estão fechadas por conta de feriado. Enquanto isso, o mercado japonês teve queda nesta quarta-feira, com investidores vendendo ações para garantir lucros após uma sequência de altas. O índice Nikkei caiu ao menor nível em três semanas, pressionado por perdas em empresas como a Tóquio Electron e o SoftBank Group.
O Nikkei do Japão caiu 0,85%, fechando em 44.550,85 pontos. Já o Topix recuou 1,37%, para 3.094,74 pontos. Em outros países asiáticos, o Kospi da Coreia do Sul subiu 0,91%, o Taiex de Taiwan avançou 0,63%, o Straits Times de Cingapura teve alta de 0,53%, e o S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,04%.
Os índices de Hong Kong, Xangai e Shenzhen permaneceram fechados.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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