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Economia

Dólar abre em baixa com atenção voltada a indicadores do Brasil e dos EUA

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Nos EUA, o governo Donald Trump quer enviar agentes de imigraçãopara fiscalizar show de Bad Bunny
O dólar inicia a sessão desta sexta-feira (3) em baixa, recuando 0,04% às 09h05, cotado a R$ 5,3371. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os investidores seguem atentos a sinais vindos dos Estados Unidos e do Brasil. A paralisação do governo americano, chamada de “shutdown”, já provoca efeitos na agenda econômica, enquanto, por aqui, dados de atividade e questões fiscais estão no centro das discussões.
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▶️ Nos EUA, o governo completa o terceiro dia de shutdown, iniciado na quarta-feira (1º) por falta de aprovação do orçamento. Após o feriado de Yom Kippur, o Senado deve se reunir novamente nesta sexta-feira (3).
▶️ A paralisação afetou a divulgação de indicadores, incluindo o payroll — tradicional termômetro do mercado de trabalho. Sem ele, o foco recai sobre o PMI de serviços e sobre os discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
▶️ No Brasil, o dia começa com a divulgação da produção industrial de agosto, que registrou alta de 0,8% na comparação com julho e, em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 0,7%. As expectativas dos economistas eram de alta de 0,3% na variação mensal e de queda de 0,8% na base anual.
▶️ Ainda no noticiário doméstico, investidores avaliam os impactos fiscais do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda, aprovado na Câmara e encaminhado ao Senado. A medida é vista como fator de reforço à popularidade de Lula.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,02%;
Acumulado do mês: +0,32%;
Acumulado do ano: -13,60%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,99%;
Acumulado do mês: -1,53%;
Acumulado do ano: +19,72%.
Câmara aprova isenção do IR
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (1º) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A votação foi unânime: 493 votos a favor.
O texto ainda terá que passar pelo Senado Federal e depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor.
➡️Atualmente, a tabela do Imposto de Renda funciona de forma progressiva. Ou seja, conforme o valor da renda aumenta, o contribuinte passa a pagar um imposto maior sobre aquela parcela de rendimentos. Pela tabela atual, quem ganha até R$ 3.036 está isento. A partir daí, a tributação começa a incidir em “faixas”, que chegam a 27,5% de imposto.
Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, aponta que o mercado observa dois aspectos principais. O primeiro, considerado positivo, é a isenção de imposto para quem recebe até R$ 5 mil, além de uma escala de alíquotas que favorece quem ganha até R$ 7.350.
“Ao reduzir a carga tributária, essa medida busca ampliar o poder de compra da população, liberando mais recursos. Com isso, espera-se um crescimento do consumo, o que pode impulsionar setores como o varejo e os serviços”, afirma.
No entanto, há uma contrapartida relevante: o impacto fiscal da isenção. O mercado observa com atenção as propostas de compensação, como a taxação de rendimentos superiores a R$ 600 mil e a tributação de dividendos, LCA e LCI.
“A principal dúvida é: essas medidas serão suficientes para equilibrar as contas públicas?”, questiona o especialista.
Segundo Moreira, é essencial analisar se a compensação fiscal será suficiente para evitar um déficit — e, por consequência, a adoção de novas medidas, como uma possível revisão do arcabouço fiscal.
“Em resumo, a medida também exerce pressão sobre as finanças públicas, o Banco Central, a dívida pública e os DIs, afetando o mercado financeiro — especialmente os ativos de maior risco, como se observou no pregão de hoje.”
Senado americano avalia paralisação
O Senado dos EUA vai votar nesta sexta-feira duas propostas — uma dos democratas e outra dos republicanos — para tentar encerrar a paralisação do governo, que já dura três dias. No entanto, não há expectativa de que qualquer uma delas seja aprovada.
Os dois lados continuam sem acordo e trocando acusações sobre quem é responsável por não manter o funcionamento do governo após o início do novo ano fiscal, em 1º de outubro.
Enquanto isso, o presidente Donald Trump congelou bilhões de dólares destinados a Estados governados por democratas e ameaçou demitir mais funcionários públicos, além dos 300 mil que já devem deixar seus cargos até o fim do ano.
A paralisação já suspendeu pesquisas, divulgação de dados econômicos e o funcionamento de vários serviços.
Cerca de 2 milhões de servidores estão sem pagamento, e uma paralisação prolongada pode afetar viagens, distribuição de alimentos e até o funcionamento dos tribunais.
O Senado já rejeitou propostas semelhantes três vezes, e mesmo com maioria republicana, são necessários votos democratas para aprovar qualquer plano.
Bolsas globais
Em Wall Street, índices americanos fecharam em alta na quinta-feira, com os investidores animados pela expectativa de novos cortes na taxa de juros.
Com poucos dados econômicos previstos para os próximos dias, o mercado se apoia na perspectiva de estímulos e na ausência de grandes eventos que possam gerar instabilidade.
No fechamento de quinta, o Dow Jones subiu 0,17%, aos 46.520 pontos. O S&P 500 avançou 0,07%, para 6.716 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve ganho de 0,39%, aos 22.844 pontos.
As bolsas europeias começaram esta sexta-feira em alta, dando continuidade ao bom desempenho que marcou a semana. O movimento é reflexo do otimismo dos investidores, que seguem confiantes após os ganhos recentes em setores como indústria e tecnologia.
Durante o início das negociações por lá, o índice geral europeu STOXX 600 subia 0,48%. Entre os principais mercados, o FTSE 100 do Reino Unido avançava 0,66%, o DAX da Alemanha ganhava 0,12%, o CAC 40 da França subia 0,29%, o FTSE MIB da Itália tinha alta de 0,57%.
Na Ásia, os resultados foram mistos: em Hong Kong, os investidores aproveitaram os lucros recentes e venderam ações, o que fez o mercado cair após três dias de alta. Empresas de tecnologia e montadoras tiveram quedas expressivas.
Em outras partes da região, o clima foi mais positivo, com altas em países como Japão, Coreia do Sul e Taiwan.
Com isso, o índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,54%, encerrando o dia aos 27.140 pontos. Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,9%, chegando a 45.769,50 pontos. O Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 2,70% (3.549 pontos), enquanto o Taiex de Taiwan avançou 1,45% (26.761 pontos).
Em Cingapura, o Straits Times subiu 0,38% (4.412 pontos), e em Sydney, o S&P/ASX 200 teve valorização de 0,46% (8.987 pontos).
Já os índices da China continental permaneceram fechados até o dia 8 por conta do feriado da “semana dourada”.
Dólar
Karolina Grabowska/Pexels

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Economia

Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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