Economia
Leapmotor chega ao Brasil em novembro pela dona da Fiat para peitar BYD e GWM
Leapmotor C10
divulgação/Leapmotor
Pouco conhecida no Brasil e em grande parte do mundo, a Leapmotor estreia no país com a proposta de vender veículos totalmente elétricos. A empresa atuará com 34 concessionárias e as operações começam em novembro deste ano.
A empresa inicia suas operações no Brasil sem produção local, mas conta com um centro de distribuição em Betim (MG), já utilizado por outras marcas do grupo Stellantis.
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A Leapmotor é uma jovem empresa chinesa, com apenas dez anos de existência, o que a coloca no grupo de startups como a Neta, que chegou a lançar dois modelos no Brasil. Testamos um deles, o X.
Em 2023, a Stellantis, grupo responsável por marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, investiu na empresa. No ano seguinte, as duas firmaram uma parceria para comercializar os modelos da Leapmotor fora da China.
Atualmente, a Stellantis detém 51% das ações da empresa. Ao contrário de concorrentes como BYD e GWM, a Leapmotor trabalha exclusivamente com veículos elétricos ou com modelos que utilizam um pequeno gerador para ampliar a autonomia – sistema chamado de REEV.
C10 é o primeiro carro da marca
O Leapmotor C10 é o primeiro veículo da fabricante chinesa a desembarcar no Brasil. Trata-se de um SUV médio, com dimensões semelhantes às do Jeep Commander.
Externamente, o C10 tem um design que pode ser facilmente confundido com o de outros SUVs chineses, especialmente pelo estilo minimalista já presente em modelos como o Geely EX5. As maçanetas embutidas remetem ao que se vê na GAC, enquanto as rodas têm um desenho mais aberto.
O conjunto motriz é totalmente elétrico, com 231 cv de potência e 32,6 kgfm de torque. Há também uma versão com extensor de autonomia, que utiliza um motor 1.5 aspirado a gasolina apenas como gerador para ampliar o alcance do veículo.
Leapmotor C10
Esse motor não movimenta diretamente as rodas, o que mantém o C10 como um veículo elétrico, e não híbrido. Segundo a Leapmotor, mesmo sendo a combustão, o propulsor não gera vibrações nem ruídos excessivos dentro da cabine.
Por dentro, o C10 segue a tendência dos carros chineses atuais: aposta no minimalismo e traz acabamento com materiais macios espalhados por muito da cabine.
O console central não possui botões físicos — nem mesmo para o câmbio. Já os controles dos retrovisores laterais ficam integrados à central multimídia de 14,6 polegadas, que tem aparência flutuante, semelhante à de modelos concorrentes, especialmente os da BYD.
O volante traz seletores giratórios semelhantes aos usados em modelos da Tesla. Eles substituem os botões tradicionais e desempenham várias funções, todas indicadas pela central multimídia.
Leapmotor C10 por dentro
O Leapmotor C10 é equipado com 12 sensores ultrassônicos, cinco radares de ondas e dez câmeras distribuídas pelo veículo, que auxiliam nas funções de condução semiautônoma.
Leapmotor B10 chega depois
Junto do C10, a Leapmotor também tem outro SUV já confirmado para o Brasil e ele tem o nome de B10.
O B10 é um SUV médio com visual muito parecido com o C10, onde o principal concorrente será o BYD Yuan Plus. O motor do modelo chinês entrega 218 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, o novato tem 14 cv a mais, mas 7,11 kgfm a menos.
Serão duas versões de autonomia, alimentado por baterias de 56,2 kWh ou 67,1 kWh. No ciclo europeu, a autonomia pode chegar a 380 km e 460 km, respectivamente.
No Brasil, o Inmetro utiliza uma metodologia que resulta em números cerca de 30% inferiores aos dados europeus. Portanto, podemos esperar uma autonomia de aproximadamente 270 km e 330 km, respectivamente.
Internamente o B10 tem a mesma central multimída do C10, mas o local onde fica o display não é liso. Há pequenos furos que podem ser usados para acoplar acessórios, todos vendidos pela Leapmotor.
Um detalhe chama atenção: a presença do chip Snapdragon, da Qualcomm, a mesma fabricante que cria processadores para smartphones Android. No B10, está presente o modelo SA8155P.
Leapmotor B10
divulgação/Leapmotor
De acordo com a Qualcomm, este chip pode exibir conteúdo em até três telas simultâneas, todas em resolução 4K. Ele também é compatível com redes 4G para conectividade e suporta o Android Automotive, a versão para carros do sistema operacional mais popular de smartphones, atualmente utilizado em modelos de marcas como Chevrolet e Volvo.
No Leapmotor B10, o objetivo do chip é comandar tudo que está na central multimídia, além de câmeras e sensores que compõem os auxílios ao motorista. Eles incluem freio automático de emergência, sistema de manutenção em faixa e piloto automático adaptativo, com ajuda de laser (LiDAR) para identificar com mais precisão os carros, motos e pedestres à frente.
Segundo a Leapmotor, o B10 será lançado no Brasil já nas próximas semanas.
*Matéria em atualização.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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